sexta-feira, 8 de abril de 2011

Moinhos Abertos (9 a 10 de Abril)


Na sequência do Dia Nacional dos Moinhos, celebrado a 7 de Abril, terá lugar pelo quinto ano consecutivo o Dia dos Moinhos Abertos de Portugal, organização da Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS – Sociedade Internacional de Molinologia. Pretende-se mais uma vez chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral. Estarão abertos 137 moinhos e 68 núcleos moageiros. A cobertura nacional abrange 13 distritos do Continente e da Região Autónoma dos Açores, num total de 45 municípios envolvidos. A Rede Portuguesa de Moinhos disponibiliza os locais onde, gratuitamente, pode visitar os mesmos.

Se quiser uma experiência mais a sério, saiba que pode hospedar-se num moinho, com todo o conforto moderno.






domingo, 27 de março de 2011

Batalha dos Atoleiros ( 2 e 3 de Abril) - Fronteira


Batalha dos Atoleiros from ccnunoalvares on Vimeo.

A Batalha dos Atoleiros teve um enorme significado. Em primeiro lugar, e no aspecto militar, Atoleiros foi uma grande vitória portuguesa e exclusivamente protagonizada por efectivos portugueses, com grande protagonismo de forças oriundas do Alentejo, contra um exército muito superior. Em segundo lugar, a Batalha dos Atoleiros significou o despontar da destreza e argúcia militar daquele que veio a ser um grande e respeitado chefe de guerra, D. Nuno Álvares Pereira. Para um pequeno povo que defrontava uma campanha e uma invasão de um grande e poderoso Reino, este acreditar na chefia militar foi fundamental para o moral, para cerrar fileiras e para enfrentar um inimigo superior em número e em material de guerra.
A Batalha dos Atoleiros representou também uma inovação táctica e militar, na medida em que, ao contrário do que era usual na época, a cavalaria teve ordem para desmontar e aguardar, a pé, a ofensiva inimiga. Em terceiro lugar, o êxito alcançado na Batalha dos Atoleiros teve um enorme impacto psicológico nos apoiantes do Mestre de Avis e de uma forma geral em Portugal, ao demonstrar que apesar de todo o seu poderio militar, os castelhanos não eram invencíveis. Esta constatação demonstrou aos portugueses, que se devidamente organizada e orientada, a luta pela independência do Reino poderia ser bem sucedida.
Paralelamente, a Batalha dos Atoleiros implicou uma alteração profunda na perspectiva dos castelhanos. Com efeito, os castelhanos chegaram a Atoleiros com uma confiança extrema, a roçar a sobranceria. Com esta derrota inapelável e estrondosa, toda a confiança castelhana na sua qualidade e superioridade numérica foi abalada de alto a baixo, e a partir daí, a campanha começou a deixar de ser encarada como um passeio e uma mera acção de polícia. Em quarto lugar, a Batalha dos Atoleiros constitui um acontecimento de extrema importância na chamada crise de 1383 a 1385, que consagrou e definiu, de uma vez por todas, a identidade de Portugal, como País, como povo e como nação. Esta consciência de independência nacional jamais se veio a perder, chegou aos nossos dias e certamente ficará para o futuro.

É assim possível afirmar que a partir de Atoleiros e da crise de 1383 a 1385, o país chamado Portugal perdeu a perspectiva de reino de organização baseada em laços feudais, para passar a dispor de uma consciência nacional, traduzida na noção de independência, na necessidade de fronteiras e de governo próprio, assegurado por nacionais e sem interferências estrangeiras. O êxito alcançado na Batalha dos Atoleiros iniciou assim um processo notável de afirmação da nação portuguesa, sem o qual não teria sido possível nem Aljubarrota, nem mais tarde o Acordo de Paz com Castela, em 1411.

N. B. - Texto retirado do site promocional da Batalha.



sábado, 19 de março de 2011

VIII Festa Internacional das Camélias (18-20 Março) - Celorico de Basto




Este certame tem como objectivos a divulgação e valorização do património natural constituído por camélias existentes no concelho, é já uma tradição celoricense, e conta com a realização de inúmeras acções direccionadas para o tema das camélias como exposições, concursos e trabalhos alusivos à flor. A festa das Camélias arrasta, anualmente, milhares de visitantes que querem saber mais sobre a planta que se encontra espalhada por muitos jardins do concelho. Esta planta de longevidade assinalável, originária da Índia e do Japão, surgiu nos jardins das casas solarengas deste concelho minhoto há pelo menos dois séculos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pedra Letreira - Alvares - Góis

                                          Foto de Goisproperty.com
                               
A Pedra Letreira é um monumento de arte rupestre dos primórdios da Pré-História recente que foi descoberto nos anos 50 do século passado. É um afloramento de xisto ante-câmbrico, de estratificação vertical, em cuja superfície horizontalmente alisada se encontra uma sequência de gravuras inscritas. É tida pelos populares como uma obra de mouros que teriam ali deixado os seus fascinantes tesouros. O que se sabe é que estes vestígios do passado preenchem lacunas sobre o conhecimento da pré-história local, indiciando uma presença humana activa, motivada pela abundância de minérios. O processo de gravação utilizado para inscrever as figuras, que integram o petróglifo, foi o método da abrasão com instrumento bicudo e sólido, muito provavelmente um machado. Este imponente monumento permite uma viagem no tempo, onde podemos observar uma série de representações, interpretadas como arco e flecha e outras mais complexas, talvez do Bronze Inicial.

Acessos: Seguindo na Estrada Nacional nº2, na rotunda da Portela de Góis, vire à sua esquerda em direcção a Alvares. Alguns quilómetros depois, vire à sua direita (direcção Alvares) e, logo a 30 metros, seguir a pé pelo caminho de terra batida à sua direita. Após 700 metros, já consegue visualizar ao fundo uma espécie de plataforma a meia encosta.  

N. B. - Parte do texto retirado de prospecto turístico da Câmara Municipal de Góis.

Góis Selvagem from Luis Ferreira on Vimeo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Danças dos Cus - Carnaval de Cabanas de Viriato (Carregal do Sal))





Longe dos carnavais "abrasileirados" pelas telenovelas e perto das tradições portuguesas, Cabanas de Viriato ( terra desse magnífico grande vulto chamado Aristides de Sousa Mendes, o "Justo entra as Nações", ex-cônsul de Portugal em Bordéus que salvou milhares de judeus do jugo nazi) atrai milhares de forasteiros de todo o país que se fantasiam e dão um colorido invejável à vila durante três dias.

O verdadeiro nome da folia é "Dança Grande", mas os forasteiros mudaram-lhe o título, porque, "quando há variações de ritmo, as pessoas vão ao centro e chocam de rabo". A "tradição genuinamente nacional" sobrevive desde 1865.  Domingo de Carnaval é reservado para as crianças que conta com a participação de todas as escolas do concelho. Segunda e Terça-feira, é para todas as idades, todos quantos queiram participar, na famosa Dança dos Cus:  ao som da Valsa de Carnaval tocada pela banda da Sociedade Filarmónica, alinhados em duas filas, os foliões vão dançando pelas ruas da vila, batendo com os traseiros nos dos vizinhos do lado quando há uma variação do ritmo. A sua forma tão “desorganizada”, espontânea, natural, onde todos podem participar livremente, é de facto cativante, imperdivel. 

"Zambombadas", uma sonora designação para não menos barulhentas sessões de bombos, fortemente percutidos durante a noite, e que começam a percorrer a vila e a anunciar o Carnaval com 15 dias de antecedência. De domingo a terça feira, nas horas deixadas livres pela dança dos cus, ouvem-se as "entrudadas", sessões de declamação de quadras populares, ditas ao ritmo dos bombos, denunciando segredos da vila. "Ouve-se então o que toda a gente já sabe, mas que algumas pessoas queriam manter em segredo".










quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Torre da Universidade de Coimbra




 A Torre da Universidade de Coimbra reabriu ao público para visitas guiadas, após uma reabilitação que durou cerca de um ano e foi financiada por antigos estudantes e por um conhecido Banco.
O restauro pretendeu devolver à Torre a sua dignidade visual, nomeadamente a limpeza e restauro da pedra, a substituição das caixilharias e o reforço das condições de segurança, iluminação, informação e meios de comunicação.
Do alto dos seus 34 metros (altura equivalente a um prédio de 12 andares), a Torre Universitária de Coimbra, o maior símbolo da instituição, vigia a cidade. Foi edificada entre 1728 e 1733 por António Canevari, local onde os visitantes têm à sua espera a árdua tarefa de vencer os 180 degraus de escada em caracol. O remate em forma de terraço é uma das características da Torre, que aloja, além dos relógios, três sinos, que regulam o funcionamento do ritual da Universidade e são conhecidos entre os estudantes por "Cabra, Cabrão e Balão".
Esta intervenção monumental fez parte de um vasto plano de recuperação e valorização da Alta Universitária, no âmbito da candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial.
Ir ver a Torre da Universidade e não visitar a Biblioteca Joanina, é como ir a Roma e não ver o Papa.





quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Gerês Romântico (S. Valentim) - Terras de Bouro - 12 a 14 Fev.



A Câmara Municipal de Terras de Bouro decidiu aproveitar o fim-de-semana de S. Valentim para promover o concelho junto de casais apaixonados e, melhor do que isso, juntar o útil ao agradável e habilitarem-se a ganhar prémios.
Ocupando 55,7% da área do concelho, o Parque Nacional Peneda-Gerês, único no país, é o grande chamariz turístico. Caminhe pela Via Romana da Geira, atravessando para Espanha, tenha a sorte e o privilégio de ver a enigmática Vilarinho das Furnas, uma espécie de Atlântida, encha os pulmões na encantadora vila do Gerês, delicie-se com a visão magnífica do Miradouro da Pedra Bela, refresque-se na Cascata do Arado, ouça o sussurro da natureza na Mata da Albergaria (Reserva Biogénica da Europa), visite os 29 moínhos de água de Stª. Isabel do Monte e entre no Santuário de S. Bento da Porta Aberta.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Buddha Eden (Jardim da Paz) - Bombarral


A destruição dos Budas Gigantes de Bamyan (Património da Humanidade), no Afeganistão, está na origem da criação deste espaço com a marca de José Berardo. É pois uma homenagem à tragédia de 2001, um lugar de meditação e introspecção interior, sem qualquer tipo de pretensão religiosa, feita através de um extraordinário jardim recheado de fantásticas esculturas orientais (budas, pagodes, e estátuas de soldados de terracota).

Ontem morreu Gary Moore, a lenda da guitarra norte irlandesa. Espero que encontre a paz num local como este.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

XX Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso - Montalegre - 27-30 Jan.



A Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso nasceu timidamente em 1992. Porém, o arranque foi difícil. Tudo porque, tradicionalmente, só os "pobres" vendiam os presuntos e as chouriças produzidas em casa, na maioria das vezes de forma escondida. Os produtores que poderiam dispensar fumeiro para venda sentiam-se envergonhados em fazê-lo publicamente. De uma forma estratégica aliado a um bom senso, a comissão organizadora redesenhou um novo modelo do projecto: ia a casa dos produtores buscar os produtos. Pesava os produtos e atribuía-lhes um preço. Depois vendia-os sem referência ao nome do seu produtor, apenas com um código que só ela própria conhecia e, posteriormente, entregava ao produtor o dinheiro resultante da venda. Este modelo vingou durante os dois primeiros anos. A partir do terceiro ano alguns produtores começaram a permitir que o seu nome fosse colocado nos rótulos dos produtos. Só a partir de 1999 foi possível organizar uma Feira do Fumeiro onde todos os produtores estivessem presentes.

A opção estratégica da Câmara de Montalegre em realizar a Feira do Fumeiro está sustentada na convicção de que o fumeiro e o presunto, que sempre se produziram nesta região, eram de alta qualidade e tinham um nicho de mercado capaz de os absorver. No entanto, é inquestionável que o sucesso crescente da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso e das dinâmicas que lhe estão adjacentes se deve, sobretudo, à metodologia de organização utilizada, assente sempre num modelo de gestão e avaliação participativa. Esta metodologia permitiu responsabilizar os produtores pela qualidade dos produtos vendidos e devolveu-lhes a auto-confiança e a auto-estima, enquanto actores privilegiados de todo o processo.
 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Portão da Quinta do Crasto


Quem percorre a Estrada Nacional 101 de Monção para Valença, quase na divisória dos dois concelhos e das freguesias vizinhas de Lapela e Friestas, depara-se subitamente com uma imponente frontaria de granito que tem desafiado o decurso dos séculos. É o celebrado portão da Quinta do Crasto, ou de Castro. A grandiosidade do portão contrasta com o resto da propriedade que terá pertencido à aristocrática família  Pimenta de Castro.
À escassez de informação credível sobre a misteriosa quinta, contrapõe-se a lenda e a sabedoria popular consubstanciada em duas narrativas que, como todas as lendas, enfermam de escassa credibilidade. A primeira é que na freguesia vizinha de Gondomil, dois homens envolveram-se numa contenda por causa dos marcos que dividiam as respectivas propriedades.À boa maneira do norte, o homem que se considerava roubado, puxou da enxada e desferiu um golpe na cabeça do vizinho, matando-o. Entretanto foram chamados os guardas da Rainha para prender o homicida. Este, conhecedor dos direitos e privilégios do Portão da Quinta do Crasto, fugiu e dirigiu-se para ali perseguido pelos guardas e pela população. Chegando lá, agarrou-se ao portal conseguindo eximir-se à justiça porquanto, todos aqueles que se protegessem junto do portal expiavam os crimes cometidos.
A segunda reza que, perante a ameaça das tropas napoleónicas que invadiram Portugal pelo Norte, os proprietários da nobre Quinta reuniram todo o dinheiro e jóias que possuíam e entregaram o fabuloso tesouro a um fiel criado incumbindo-o de o colocar em segurança. O criado apareceu mais tarde morto mas do tesouro nunca mais se soube, o que leva a considerar duas hipóteses: uma que teria o fiel servo escondido o tesouro em local seguro e levado o segredo do seu esconderijo para a eternidade, outra que aponta a possibilidade de ter sido morto e roubado pelos invasores.

N. B. - Este texto é da autoria de Boaventura Eira-Velha, do blogue "Memórias".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Festa das Fogaceiras - 20 Janeiro - Stª. Mª. da Feira



A Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado fogaça. S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira. No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras, chegando até aos nossos dias com dois traços essenciais: a realização da missa solene, com sermão, precedida da bênção das fogaças, celebrada na Igreja Matriz, e a procissão, que sai da Igreja Matriz, percorrendo algumas ruas da cidade.
Com a proclamação da República, acrescentou-se um novo ritual: a formação de um cortejo cívico, a partir dos Paços do Concelho rumo à Igreja Matriz, antes da missa solene, que integra as meninas “fogaceiras”, que levam as fogaças à cabeça, bem como as autoridades políticas, administrativas, judiciais e militares e personalidades de relevo na vida municipal.
A procissão festiva realiza-se a meio da tarde e congrega símbolos religiosos, com destaque para o mártir S. Sebastião, bem como uma representação civil, com símbolos autárquicos, económicos, sociais e culturais de cada uma das 31 freguesias do concelho, numa curiosa mistura entre o civil e o religioso.
No cortejo e procissão as atenções recaem, naturalmente, sobre as fogaceiras, segundo a tradição “crianças impúberes”, provenientes de todo o concelho, vestidas e calçadas de branco, cintadas com faixas coloridas, que levam à cabeça as fogaças do voto, coroadas de papel de prata de diferentes cores, recortado com perfis do castelo.
Inicialmente, as “fogaças do voto” eram distribuídas pela população em geral, depois pelos pobres e mais tarde pelos presos, pobres e personalidades concelhias, em fatias chamadas “mandados”. Actualmente, são entregues às autoridades religiosas, políticas e militares que têm jurisdição sobre o município de Santa Maria da Feira.
Manda a tradição que, por ocasião da Festa das Fogaceiras, os feirenses enviem fogaças aos familiares e amigos que se encontram longe.
A fogaça é um pão doce tradicional de Santa Maria da Feira, cujas primeiras referências conhecidas aparecem nas inquirições de D. Afonso III, no século XIII (1254/1284) e que era usada como pagamento de foros. O seu formato estiliza a torre de menagem do castelo com os seus quatro coruchéus. A fogaça é cozida diariamente em várias casas de fabrico do concelho e distingue-se por tradicionais aprestos, quer no preparo, quer na forma como vai ao forno. Os ingredientes base utilizados na confecção desta iguaria são água, fermento, farinha, ovos, manteiga, açúcar e sal.
https://www.cm-feira.pt/portal/site/cm-feira

domingo, 2 de janeiro de 2011

Presépio ao vivo de Priscos (Braga)




Termina já no próximo fim-de-semana (8 e 9 de Janeiro) aquele que é considerado o maior presépio vivo da Europa. Com 600 figurantes, na sua maioria residentes na freguesia, o presépio é uma espécie de viagem ao tempo de Jesus Cristo com cenários referentes à cultura egípcia, romana e judaica. A organização do evento é um projecto entre a Paróquia de S. Tiago de Priscos e a comunidade, tendo contado com a prestigiante visita de D. Jorge Ortiga e do Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato.

Apesar  da  boa vontade e entreajuda dos organizadores, a tentativa de chegar ao rigor histórico, acho que esta quinta edição do Presépio Vivo deveria ser futuramente melhor planeada. Gente a mais para o recinto (30 mil metros quadrados),  falta  de estacionamento, sinalização  insuficiente, ruas com tráfego congestionado, obrigatoriedade dos visitantes em fazerem o    percurso total dentro do recinto e poucas saídas de emergência.



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Reserva Dark Sky - Alentejo

                       Foto de http://www.turismoalqueva.pt/

A "Reserva" é uma área livre de luz artificial, onde o céu é particularmente escuro o mais próximo possível do seu estado original. Esse facto permite a observação astronómica das estrelas, astros, nebulosas, cometas e todos os componentes do céu, mas também permite usufruir de outras actividades nocturnas, como a observação de animais. No mundo, são ao todo 22. Esta, do Alentejo interior, com a Albufeira do Alqueva como pano de fundo, abrange seis concelhos: Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Barrancos, Moura e Mourão, numa área total superior a 3000 km 2. Esta espécie de turismo científico obrigou algumas câmaras a diminuir a poluição luminosa, diminuindo as luzes entre as 23h e as 5h da manhã para assim se conseguir um céu mais escuro.
Associada à Reserva está a Rota Dark Sky que permite a observação do céu com astrónomos, profissionais ou amadores e respectivos utensílios - telescópios e binóculos -, e outras actividades nocturnas como canoagem, passeios a cavalo, passeios pedestres e passeios de orientação.
Quem sabe se não pode passar um final de ano diferente, sossegado, longe de multidões histéricas, brindando à descoberta de milhões de planetas e constelações! Um verdadeiro réveiluar!

N.B. - Foram feitas algumas transcrições da Revista Única (Expresso) de 18/12/10.

sábado, 25 de dezembro de 2010

A tradição do Madeiro



Em muitas aldeias de Portugal, uma boa parte da Consoada de Natal é passada à volta de um tronco volumoso de pinheiro, castanheiro ou sobreiro ardendo em brasa. Os enormes troncos  de árvores são antecipadamente empilhados em tractores (ou carros de bois) e transportados em cortejo rumo ao largo da igreja ou capela da respectiva localidade. Muitas vezes, a fogueira prolonga-se até ao Dia de Reis. Esta tradição simboliza a partilha e o espírito de comunidade que deverá estar presente nesta época festiva do ano. Existem também teorias que remetem esta festa para primitivos cultos pagãos, de celebração do solstício de Inverno.
A população de Penamacor orgulha-se de dizer que possui o maior madeiro do país.
 






quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reserva Natural Local do Estuário do Douro (V. N. de Gaia)






O Estuário do Douro, situado entre as margens das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia tem uma extensão de cerca de 54 hectares, englobando a Baía de São Paio (frente do estuário) e a zona arenosa do Cabedelo, Canidelo (parte final do estuário). Dada a sua localização, é um dos melhores locais existentes nesta região para a observação de aves designadamente as espécies migratórias e limícolas. As areias do estuário servem de abrigo e alimentação a muitas outras espécies e diversas nidificam nas areias e dunas do Cabedelo e na ilhota existente no Estuário. O Cabedelo constitui assim um importante elemento natural de defesa do estuário contra o avanço do mar, particularmente em situações de temporal.
Ao longo do ciclo anual, no estuário do rio Douro vêem-se guarda-rios, bandos de corvos-marinhos e de garças-reais, garças brancas e papa-ratos, maçaricos-das-rochas e rolas-do-mar, tarambolas e seixoeiras, piscos-de-peito-azul e gaivotas de diversas espécies, entre muitas outras aves.











quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Livraria Lello - Porto





A Livraria, situada na Rua das Carmelitas no número 144, contém cerca de 120 mil títulos de autores nacionais e internacionais à disposição dos leitores, editados em várias línguas, não sendo por mero acaso que a grande maioria dos clientes são estrangeiros. Possui um serviço actualizado nacional e internacional e informatizado, uma secção de revistas, uma de música e uma de livros antigos. Dispõe, ainda, de um espaço de galeria de arte e de tertúlia entre intelectuais.
Inaugurada em Janeiro de 1906, a Livraria Lello é um edifício de grande beleza arquitectónica, tendo a sua construção sido projectada pelo arquitecto Xavier Esteves e edificada segundo o estilo neogótico. Possui uma magnífica fachada, destacando-se, no interior, o tecto e a escada circular de madeira. A Livraria adaptou-se aos tempos modernos, mas manteve a sua traça original, tanto no interior, como no exterior, permitindo que se respire cultura naquele espaço.
O Guia australiano Lonely Planet considera-a "uma pérola de arte nova", no seu top ten de locais a visitar em 2011. Destaca "as prateleiras neogóticas", a decoração e a sua "escadaria vermelha em espiral". Classifica-a como a terceira melhor do mundo atrás da City Lights Books, de São Francisco, e do El Ateneo Grand Splendid, de Buenos Aires.



"APEL" - Associação Portuguesa de Editores e Livreiros



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Seia











Chegado o tempo frio e, aproveitando os feriados ou as pequenas férias de ocasião, é altura de conhecer o Parque Natural da Serra da Estrela e deslumbrar-se com a neve. Para quem almeja chegar à Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, Seia é a base ideal para efectuar o respectivo alojamento, propiciando a visita às Aldeias Históricas, às Aldeias de Montanha, às Aldeias da Memória ou às Aldeias de Xisto. Nesta época do ano, os preços inflacionam muito nesta região, nomeadamente em locais como a Covilhã, Gouveia, Manteigas e sítios mais distantes como Oliveira do Hospital, Guarda e Celorico da Beira. Por isso, deixo a dica de um alojamento em Turismo Rural com preços agradavelmente surpreendentes: a Quinta do Chão da Vinha, o ambiente acolhedor da família Matias onde a D. Rosa faz o papel de cicerone e os visitantes são deixados como se estivessem nas suas próprias casas, numa relação de confiança onde não falta uma queijaria.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

XXXV FEIRA NACIONAL DO CAVALO (Feira de São Martinho) - Golegã





Quem é amante dos cavalos ou não dispensa o cheiro e o sabor das castanhas assadas, tem a oportunidade de realizar este desejo na "capital do cavalo". Com origens no século XVI, a Feira de São Martinho esteve sempre ligada à criação de cavalos na região, devido ao facto de a Golegã ser ponto se passagem na antiga estrada real que ligava Lisboa ao Porto. O nome oficial desde o início dos anos 70 é a "Feira Nacional do Cavalo". Existem muitos eventos diferentes durante a feira, desde espectáculos, desfiles, várias provas equestres, jogos e esposições. Os visitantes podem contar também com a gastronomia local, já para não falar da famosa "água pé" (bebida alcoólica resultante da adição de água ao bagaço de uva).

domingo, 7 de novembro de 2010

I Festival Internacional da Memória Sefardita


Organizado pela Região de Turismo da Serra da Estrela, em localidades como a Guarda, Trancoso, Belmonte e Lisboa, este festival pretende perpetuar a memória dos judeus sefarditas, expulsos e perseguidos em Espanha e Portugal nos finais do século XV, mas culturalmente marcantes em comunidades na zona da Serra da Estrela. Destaque para a homenagem a Aristides de Sousa Mendes, ex-cônsul em França que, em 1940, salvou 30 000 pessoas do tenebroso Holocausto, com um memorial na praça principal da Guarda. O programa inclui ainda actividades ligadas à música e cultura judaica.



sábado, 6 de novembro de 2010

XIV Feira da Castanha - Carrazedo de Montenegro (Valpaços)




Carrazedo de Montenegro continua a ser uma das principais localidades de produção de castanha e referência em Portugal e no exterior, chamada também de capital da castanha. A área de produção de castanha em Carrazedo de Montenegro ronda os doze mil hectares. Os cerca de  60 expositores presentes na feira confeccionam pratos à base do fruto da Serra da Padrela. As três denominações existentes em Trás-os-Montes e Alto Douro, designadamente Soutos da Lapa, Terra Fria e Padrela, correspondem a 85% da produção de castanha nacional.
O destaque, pelo quarto ano consecutivo, vai para o bolo de 600 quilos oferecido aos visitantes da feira. O evento conta também com stands de vinhos e pastelarias com doces da região.

domingo, 31 de outubro de 2010

Biblioteca Joanina (Coimbra)



É já no mês de Novembro que a Biblioteca da Universidade de Coimbra abre pela primeira vez os seus subterrâneos para visitas. Deve o seu nome ao monarca D. João V, o rei Magnânimo, cujo escudo se encontra representado no portal barroco.
Quando a biblioteca fecha, as mesas são cobertas com peles para as proteger das fezes dos morcegos, usados como vigilantes de insectos. Entre os 59 mil livros aí guardados, destaque para a "Bíblia Hebraica", datada da segunda metade do século XV, devendo haver apenas cerca de 20 exemplares em todo o mundo.

sábado, 23 de outubro de 2010

Acordeões do Mundo - Festival Internacional Acordeões (27 Out - 11 Nov) Torres Vedras



A sétima edição do Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras apresenta novas sonoridades e estilos proprorcionando a descoberta de outras culturas e estímulos. O Teatro-Cine de Torres Vedras debita um repertório de grupos que fogem ao nosso quotidiano, exceptuando os portugueses Danças Ocultas.
De um instrumento musical simples composto por um fole, um diapasão e duas caixas harmónicas de madeira, nascem variados sonhos.
Em vários pontos da cidade, oferecem-se as habituais merendas de acordeão ao pequeno almoço, almoço e lanche, como forma de elogiar Torres Vedras aproximando os seus cidadãos dos artistas, a partir dos seus locais de convívio mais representativos, quer sejam cafés, cervejarias, restaurantes, bares e tascas. Uma comunhão entre o instrumento e os sabores da região: os vinhos, os queijos, o pão e os bolos saloios.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Rural Castanea - Feira da Castanha - Vinhais - 22 a 24 Outubro


                                              Foto de JPSN


O Pavilhão Multiusos de Vinhais acolhe a 5ª edição da Rural Castanea onde se vai realizar o maior magusto do mundo com o Maior Assador de Castanhas do Mundo (Record do Guiness), numa festa que promove a Castanha de Vinhais e em que são premiados os melhores produtores e a melhor doçaria à base de castanha. Várias empresas do sector estarão presentes nesta festa com mostra e venda de compotas, licores, mel, queijos, azeites, vinhos, pão, cuscus, fumeiro e demais produtos regionais e a animação musical ficará a cargo de bandas filarmónicas, grupos tradicionais de gaiteiros, caretos e concertos de fados.

Destaco ainda no concelho de Vinhais o admirável Parque Biológico com possibilidade de alojamento, numa comunhão fantástica com a natureza.

Parte do texto retirado do "Jornal do Nordeste".


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Caramulo (Tondela)













A vila do Caramulo é uma sombra do passado onde inúmeros sanatórios povoavam esta zona afim dos seus doentes usufruirem dos ares da Serra do Caramulo. A tuberculose trouxe progresso e desenvolveu infra-estruturas locais.
Não faltam sítios para caminhadas revigorantes ou simplesmente lugar para o romantismo bucólico que fazem esquecer os numerosos edifícios abandonados. Realce para o Museu do Caramulo (Museu do Automóvel e Museu da Arte) e a subida ao Caramulinho (1075 metros de altitude).