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sábado, 4 de janeiro de 2025

Minas da Borralha (Salto) - Montalegre

As minas da Borralha são um marco histórico da "corrida ao volfrâmio" durante a 2ª. Guerra Mundial, uma espécie de paisagem apocalíptica ao estilo do filme Mad Max. É um couto mineiro gigantesco de 2500 hectares com um património impressionante e até sofisticado, pois existia um cineteatro, com o espanto de já haver luz eléctrica no local, em 1904.  Havia posto da GNR, escola, posto de Correios, refeitório, Igreja, cantina (zona de comércio), campo de jogos, fundição, oficinas, lavarias, carpintaria, escritórios, armazéns, pensão e bairros que chegaram a albergar cerca de 5000 pessoas, instalações que evocam a história e a memória das gentes que aqui viveram e trabalharam. 



N.B. - O espaço contém elementos de risco como desníveis, estruturas sem estabilidade, etc..

Existe um centro interpretativo e dois percursos pedestres que percorrem os pontos principais do couto mineiro.


























sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Miradouro de Fafião (Cabril) - Montalegre

Em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês, a 800 metros de altitude, acompanhado pelos vales do rio Cávado e do Cabril, ergue-se no topo de um bloco gigantesco de granito, o miradouro de Fafião, ligado a outro rochedo por uma pequena ponte de ferro. 




#havemosdevoltar

#visitemontalegre

#PatrimonioAgricolaMundial

#reservadaBiosfera

#FAO

#GIAHS

#ADRAT

#visitebarroso

#PNPG


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Noite das Bruxas (13 de Julho) - Montalegre





A última "Sexta 13" do ano é  mais um pretexto para este evento que já é uma referência nacional. A receita é sempre a mesma: a animação e a originalidade misturadas com o oculto e o profano num programa repleto de emoções.

domingo, 4 de setembro de 2011

XXV Congresso de Medicina Popular (1 a 4 de Setembro) - Vilar de Perdizes




Por 40 stands estão espalhados bruxos, videntes, médiuns, astrólogos, ervanárias, massagistas, tarólogos, exorcistas, comerciantes de chás e licores, além de barracas de 'comes e bebes'. A grande figura nas ‘bodas de prata’ continua a ser o padre Fontes, este ano agraciado com a medalha comemorativa dos 25 anos de edições e  por ser o "pai" do evento. A "junção entre o profano e o sagrado", o misticismo, colocaram esta freguesia do concelho de Montalegre no mapa.
António Lourenço Fontes fez mais por esta região do país do que muitas entidades ligadas ao turismo. 




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Torneio Chegas de Bois (até 11 de Agosto) - Montalegre






Até 11 de Agosto, arrancou mais uma edição do campeonato de chegas de bois de raça barrosã, uma tradição enraizada nesta zona do país que serve para aferir o boi mais lutador. A iniciativa, patrocinada pela Câmara de Montalegre, inicou-se como nos anos interiores no dia do munícipio, dia 9 de Junho. É uma forma de identidade, de património cultural, quando a raça barrosã começa a extinguir-se porque não é rentável e exige grandes custos. A autarquia estimula assim a criação daquela espécie autóctone através da atribuição de um prémio de participação na ordem dos 500 euros por animal. Além disso, o boi vencedor em cada uma das eliminatórias receberá outros 500 euros e os touros que chegarem à final vão arrecadar, cada um, 750 euros.







sexta-feira, 13 de maio de 2011

Noite das Bruxas (13 de Maio) - Montalegre


Montalegre - 6ªFeira 13 - O Cálice da Alegria by Digital Frame.pt Audiovisuais from Digital Frame pt on Vimeo.


A Câmara de Montalegre organiza a Noite das Bruxas desde 2002, que decorre todas as sextas-feiras 13, sendo já parte integrante do calendário cultural da região. Há quem acredite que Jesus Cristo tenha morrido numa às 13:00 de uma sexta-feira 13, pois a Páscoa Judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário Hebraico. Mas esta superstição ligada ao azar teve origem no dia 13 de Outubro de 1307, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelos Rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, e alguns torturados e, mais tarde executados, por heresia.
Este ano, a grande atracão será a simulação da "demolição" do Castelo de Montalegre a três dimensões e a conhecida queimada do Padre António Fontes, conhecido por "Dom Bruxo".


















sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

XX Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso - Montalegre - 27-30 Jan.



A Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso nasceu timidamente em 1992. Porém, o arranque foi difícil. Tudo porque, tradicionalmente, só os "pobres" vendiam os presuntos e as chouriças produzidas em casa, na maioria das vezes de forma escondida. Os produtores que poderiam dispensar fumeiro para venda sentiam-se envergonhados em fazê-lo publicamente. De uma forma estratégica aliado a um bom senso, a comissão organizadora redesenhou um novo modelo do projecto: ia a casa dos produtores buscar os produtos. Pesava os produtos e atribuía-lhes um preço. Depois vendia-os sem referência ao nome do seu produtor, apenas com um código que só ela própria conhecia e, posteriormente, entregava ao produtor o dinheiro resultante da venda. Este modelo vingou durante os dois primeiros anos. A partir do terceiro ano alguns produtores começaram a permitir que o seu nome fosse colocado nos rótulos dos produtos. Só a partir de 1999 foi possível organizar uma Feira do Fumeiro onde todos os produtores estivessem presentes.

A opção estratégica da Câmara de Montalegre em realizar a Feira do Fumeiro está sustentada na convicção de que o fumeiro e o presunto, que sempre se produziram nesta região, eram de alta qualidade e tinham um nicho de mercado capaz de os absorver. No entanto, é inquestionável que o sucesso crescente da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso e das dinâmicas que lhe estão adjacentes se deve, sobretudo, à metodologia de organização utilizada, assente sempre num modelo de gestão e avaliação participativa. Esta metodologia permitiu responsabilizar os produtores pela qualidade dos produtos vendidos e devolveu-lhes a auto-confiança e a auto-estima, enquanto actores privilegiados de todo o processo.
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Sexta-Feira 13" em Montalegre





Desde 2002 que a Câmara de Montalegre organiza as "Noites das Bruxas", que decorre em todas as "sextas-feiras 13", e já fazem parte integrante do calendário cultural da região. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, os visitantes passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo. As bruxas saiem à rua, os dragões cospem fogo, as carroças voam e gigantescos pássaros assombram o céu. Pelas 20H00, o jantar "embruxado" é realizado pelos vários restaurantes aderentes, não só na vila de Montalegre como nas aldeias limítrofes.

Montalegre já há muito tempo que é a capital do misticismo e tem a sorte de poder contar com o Padre Fontes, um dos principais dinamizadores do Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes.
"Sapos e bruxos, mouchos e crujas, demonhos, trasgos e dianhos" são os primeiros a ser invocados pela ladainha do padre Fontes, que, depois de preparar a queimada com aguardente, limão e açúcar, a vai dar a beber a todos os presentes. Para quem acredita, a queimada pode livrar todos os males de embruxamentos, feitiços e maus-olhados. As queimadas também se faziam nas aldeias, nas noites frias de Inverno, para curar as pessoas dos resfriados, constipações e até de dores de garganta.


Devido ao mau tempo, a celebração da sexta-feira 13 realiza-se no Pavilhão Multiusos de Montalegre. Um espaço que está a ser preparado com todo o cuidado e que promete fortes surpresas. Depois das enchentes de Fevereiro e Março é esperada nova romaria até porque em 2010 só existe uma, agendada para Agosto.

PROGRAMA:

Durante a manhã - RTP1 (directo para o programa Praça D’Alegria)
15H00 - Desfile fantasmagórico (ruas de Montalegre) pelos alunos das escolas da vila de Montalegre
20H00 - Jantar infernal (pelos vários restaurantes do concelho)
23H00 - Espectáculo no pavilhão Multiusos de Montalegre
(Queimada esconjurada pelo Padre Fontes)

sábado, 5 de setembro de 2009

Ponte da Misarela (Montalegre / Vieira do Minho)





No Barroso, muitas são as lendas passadas de geração em geração, mas a mais notória de todas será a da Ponte da Misarela, em que, como em tantos outros casos acontece, o protagonista é o diabo. O próprio, em pessoa. Ligando as freguesias de Ruivães (Vieira do Minho) a Ferral (Montalegre), o cenário do episódio é a velha Ponte da Misarela, sobre o Rabagão, cujas margens penhascosas surgem belas a uns e horríveis a outros, conforme a imaginação e o estado de espírito. Conta, a lenda que, sabe-se lá quando, um desgraçado criminoso, tentando escapar-se ao longo braço da justiça, acabou por ver-se encurralado, em desespero, nos penhascos sobranceiros ao rio Rabagão. É natural e comum que, em tão adversas circunstâncias, se apele à intervenção divina, mas, talvez porque fosse excessivo o peso dos pecados na consciência, o foragido optou por convocar o diabo, que está sempre atento a estes lances para deles sacar proveito. Assim, foi instantânea a aparição do mafarrico, que não esteve com meias medidas na chantagem do costume: "Salvo-te, pois claro, se me deres a alma em troca". E que importância tem a alma, quando é o corpinho que está com problemas?
Aceitou o celerado a oferta e, logo ali, com o poder que se lhe reconhece, o diabo, enquanto esfregava um olho, fez aparecer uma ponte ligando as margens do rio. Sem olhar para trás, o perseguido atravessou para a outra margem, após o que, sujeito de palavra, o demónio fez desaparecer a ponte, assim travando a perseguição das autoridades.
Retomou o maligno às suas infernais instalações com a alma do desgraçado, mas o assunto não se ficava por ali. Salvo o corpo mas perdida a alma, viria o criminoso arrepender-se da permuta, pelo que decidiu procurar um frade - conhecido na região por viver em estado de santidade - e contar-lhe o sucedido. "Pecado, meu filho, terrível pecado!", conjecturou, supõe-se, o santo homem, passando, de pronto, ao conselho prático: "Vais outra vez ao lugar junto ao rio e voltas a chamar o Diabo, tomando a pedir-lhe ajuda para a travessia. E deixa o resto comigo".
Assim foi feito. O desalmado chama, o cornudo aparece e, com assinalável espírito de colaboração e não menos louvável desinteresse - a'alma do outro já lá cantava -, satisfaz o pedido: a ponte salvadora reaparece. O homem começa a atravessá-la, mas, quando ia a meio, aparece na outra extremidade o frade magano, que rapa da água benta e asperge com largos gestos. Fica benzida a ponte, que permanece no sítio, esfuma-se o mafarrico e o penitente recupera a alma perdida. Consumava-se a vitória do Bem sobre o Mal, mas ficava, ainda, mais que contar.

Acrescenta a lenda que, radicado nas populações circunvizinhas o carácter sagrado da Ponte da Misarela, passou a ser hábito que, quando uma mulher não levava os filhos a cabo - ou seja, quando algo ia mal na gravidez -, se dirigisse à Ponte e debaixo dela pernoitasse, na expectativa de ajuda celeste para o seu problema. Na sequência da operação, estava estabelecido que a primeira pessoa que atravessasse a Ponte no dia seguinte teria que ser padrinho ou madrinha da criança, à qual seria posto o nome de Gervásio, se rapaz viesse ao mundo, ou de Senhorinha, se de rapariga se tratasse. E isto para que, por obra e graça do pré-baptismo, a mulher tivesse um bom sucesso na sua gravidez.