domingo, 24 de maio de 2026

Passadiço Rio Uíma - Pigeiros / Escapães (Santa Maria da Feira)

O novo passadiço do Rio Uíma aproveita um antigo trilho que liga o Parque de Nadais (Escapães) ao Parque de Lazer da Várzea (Pigeiros), no concelho de Santa Maria da Feira. É um percurso de 1550 metros de grande beleza e que se insere na contínua Requalificação Ambiental das Margens do Rio Uíma. A partir da Várzea, pode estender o percurso e continuar pelo trilho de terra batida, a jusante do rio, em direcção às Termas de São Jorge, totalizando 4250 metros (PR1 SMF). Este último troço tem
ligação ao Parque das Ribeiras do Rio Uíma, atravessando as freguesias de Caldas de São Jorge, Lobão e Fiães, acrescentando mais 10 quilómetros.














quinta-feira, 23 de abril de 2026

Favaios - Alijó

Favaios é terra do vinho moscatel mas também do pão de trigo de "quatro cantos". Na freguesia, ainda existem várias padarias que fabricam o pão de forma artesanal, relembrando os tempos onde havia quase um forno em cada rua da aldeia. A  mais conhecida é Manuela "Barriguda", que produz o "molete" praticamente de forma manual, disponibilizado na hora a quem o quiser comprar e provar, mas também a padeira Rosália Araújo, que regressou à Aldeia Vinhateira depois de ter sido contratada para servir António de Oliveira Salazar, em 1969. Estes edifícios são um autêntico património cultural da região duriense com paredes escurecidas pelo fumo e mobiliário antigo gasto pelo tempo, uma experiência sensorial do cheiro a pão fumegante e levemente tostado num ambiente polvilhado de farinha e fermento.







quinta-feira, 16 de abril de 2026

Cidadelhe (Pinhel)

Foi o romance de José Saramago, "A Viagem do Elefante", que trouxe visibilidade à aldeia de Cidadelhe, situada no extremo norte do concelho de Pinhel, em pleno Vale do Côa, paraíso da arqueologia. Aqui, no "calcanhar do mundo", na paz absoluta, a riqueza está nas pedras de granito carregadas de história, na arte rupestre, nas ombreiras das portas gravadas com figuras, caracteres e datas.  

 























terça-feira, 7 de abril de 2026

Mala-posta, primeiro serviço público português de correspondência e mercadoria (Lisboa-Porto)

Há mais de 200 anos, surgiu o primeiro serviço público português de transporte de passageiros, correspondência e mercadoria. A mala-posta, também conhecida como diligência, tal como nos filmes do oeste americano, era uma carruagem puxada por duas parelhas de cavalos, onde não faltavam bandos que a tentavam assaltar para roubar pertences e correspondência importante.  O postilhão era o empregado responsável pela segurança do correio e o único que efectuava toda a viagem. Em percursos longos, os cavalos e os cocheiros eram substituídos diversas vezes nas chamadas estações de muda que tinham uma arquitetura muito semelhante, em forma de U, edifícios oitocentistas de apoio onde figurava o escudo das armas reais e que também serviam para descanso dos passageiros ou para efectuar refeições, a maior parte junto à antiga Estrada Real nº 1 Lisboa - Porto (hoje EN 1/IC 2). 

A aplicação da máquina a vapor a navios e caminhos de ferro, e a abertura de estradas iniciada na segunda metade do século XIX, desenvolveu o serviço postal e acabou com este conceito de malas postais.

No percurso entre Lisboa e Porto, havia 23 estações de muda, muitas delas construídas de raiz e algumas classificadas como Imóvel de Interesse Público, embora abandonadas. As imagens do post são da Estação de Souto - Redondo, em Sanfins / São Jorge, Santa Maria da Feira, construída em 1859. Também é visível nas fotografias um troço da Antiga Estrada Real Lisboa - Porto, no lugar de Airas, São João de Ver, junto às ruínas da Quinta da Fonte Nova, localização que lhe conferia uma importância logística e social elevada nos séculos passados. 










 


sábado, 4 de abril de 2026

Ecovia do Ave

A Ecovia do Ave é um projecto de 29 quilómetros, ao longo do rio Ave, que pretende ligar sete concelhos: Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde. O município de Guimarães, distinguido como Capital Verde Europeia 2026, foi pioneiro no início dos trabalhos ou não fosse a maior parte da extensão do rio Ave ficar em território vimaranense. Para já, estão construídos três percursos nas seguintes freguesias: Barco/Caldelas (Taipas)/Sande, Brito/Silvares e Pencelo/Fermentões. Estas duas últimas freguesias fazem parte da Renaturalização do Corredor Verde do rio Selho, que juntamente com a futura intervenção no rio Vizela, serão convertidas em mais duas ecovias com ligação à Ecovia do Ave.