segunda-feira, 18 de julho de 2011

Feira Medieval de Caminha ( 15 a 24 de Julho)





A Feira Medieval começou em 2004 e durou apenas 3 dias. O sucesso foi tal que, de ano para ano, expandiu-se em todos os sentidos. Esta edição escolheu a temática dos "Trovadores e Jograis - cantigas de amor, amigo, escárnio e maldizer". Juntam-se taberneiros, artesãos, mercadores e comerciantes da vila. Destacam-se os dois torneios medievais, os espectáculos de aves de rapina no Terreiro, e os dois acampamentos medievais. A animação marcará também presença em todas as ruas e serão recriados mais espaços de animação, designadamente o Largo do Eterno Condenado e as esquinas das trovas em que serão declamadas as cantigas de amigos, amor, escárnio e maldizer. Pelas várias ruas, o visitante encontrará dezenas de figurantes trajados à época. Cortejo inaugural alusivo aos jograis e trovadores, música medieval, danças medievais, torneio apeado, jogos medievais, exibição de jograis, bruxa e queimada luso-galaica, treino de cavaleiros, cortejo de encerramento, são alguns dos destaques.
De realçar que o espaço das Muralhas, em frente à Igreja Matriz, vai transformar-se num Acampamento Militar e a Rua Visconde Sousa Rego, num Acampamento de Artes e Ofícios. O Largo do Turismo será transformado no Largo do Eterno Enforcado.

Notícia extraída de InfoMiño.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Festa dos Tabuleiros (Tomar) - 2 a 11 de Julho




A Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo é uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal. Segundo os investigadores, a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres. A sua cristianização pode dever-se à Rainha Santa Isabel que lançou as bases do que seria a Congregação do Espírito Santo, movimento de solidariedade cristã que em muitos lugares do reino absorveu as primitivas festas pagãs. O ponto alto das festividades que juntava ricos e pobres sem qualquer distinção ocorria no Domingo de Pentecostes, dia em que as línguas de fogo desceram sobre os Apóstolos simbolizando a igualdade de todos perante Deus.

Esta Festa de «Acção de Graças» e de oferendas manteve as suas características inalteráveis até ao século XVII. Algumas das alterações que foram surgindo justificam-se no sentido de conferir uma maior grandiosidade a esta Festa. A tradição continua e muitas das suas cerimónias como o Cortejo da chegada dos Bois do Espírito Santo que tem o nome de Cortejo do Mordomo, o Cortejo dos Tabuleiros, a sua bênção, a forma do tabuleiro, os vestidos das raparigas portadoras dos Tabuleiros e a Pêza ou distribuição do pão e da carne mantêm-se (desde há alguns anos a esta parte também se distribui o vinho).

A principal característica da Festa dos Tabuleiros é o Desfile ou Procissão - dia 10 de Julho.  Esta procissão de dignidade, cor, brilho e emoção percorre as principais ruas da cidade, num percurso de cerca de 5 Km, por entre colchas pendentes nas janelas, milhares de visitantes nas ruas e uma chuva de pétalas que de forma entusiástica é lançada sobre o Cortejo. O Cortejo consiste no desfile de diversos tabuleiros ornamentados, em forma de torre, construídos à base de camadas de pão e decorados com ramos de espigas de trigo, malmequeres, papoilas e verduras. No topo, o ornamento termina em forma de coroa, onde repousa uma pomba branca, símbolo do Espírito Santo. Estes tabuleiros são transportados à cabeça por duas filas de raparigas que marcham pela cidade. Elas vestem vestidos brancos e faixas vermelhas e, segundo a tradição, os tabuleiros têm de ter a altura de quem os transporta e de pesar uma arroba, ou seja, cerca de 15kg. Ao lado das raparigas desfilam os seus ajudantes, homens vestidos de calças pretas, camisa branca, gravata encarnada e barrete preto de campino. À frente do cortejo, um fogueteiro abre passagem pelas ruas repletas de gente, seguido dos gaiteiros e dos tambores, atrás dos quais seguem homens com o pendor do Espírito Santo e as coroas das 16 freguesias do concelho. O fim desta festa ocorre no dia seguinte ao desfile dos tabuleiros com a refeição sagrada, consistindo na partilha de alimentos pelos mais necessitados.


É até dia 10 e tem de se aproveitar porque só se realizam de quatro em quatro anos.

http://www.tabuleiros.org/

sábado, 2 de julho de 2011

Feira do Mirtilo (4º edição) - Sever do Vouga (1 a 3 de Julho)


Em Portugal a produção de Mirtilo está ainda pouco disseminada. Actualmente, a produção encontra-se distribuída em dois territórios distintos: sub-região do Médio Vouga e sub-região do Alentejo Litoral.
O mirtilo é um fruto silvestre com um sabor distinto, vastamente conhecido pelas suas propriedades medicinais. É um poderoso antioxidante e é conhecido por muitos como "o fruto da juventude". Habitualmente usado no tratamento de algumas infecções, este fruto ajuda ainda a retardar o envelhecimento cerebral dos doentes de Alzeimer. Além de várias vitaminas, o mirtilo é rico em sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro entre outros elementos. Também no mundo da culinárias, assume-se como um fruto extremamente versátil, capaz de compor qualquer tipo de prato. 
Quando a crise económica parece tomar conta do país, a produção deste fruto parece ser uma fonte de subsistência.


sábado, 25 de junho de 2011

Coimbra 1111



O espectáculo "Coimbra 1111" é um projeto dirigido por "O Teatrão" e desenvolvido em parceria com vários núcleos de teatro amador e instituições culturais de Coimbra. A peça, que conta com a participação ativa do público, visa a conquista de Coimbra pelas pessoas da cidade. "Coimbra 1111" é um espectáculo de rua entendido como uma celebração da cidade, a propósito dos 900 anos do seu foral. O teatro amador, de mãos dadas com o profissional, apresenta-se comunitário e vai percorrer a zona histórica de Coimbra, começando a atuar no Cais do Museu da Água enquanto atravessa as ruas da cidade até chegar à Sé Velha. Vai estar em cena nos dias 23 e 24 de Junho, 4 de Julho, 27 de Agosto e 10 de Setembro. Sarracenos, mouras encantadas e espíritos de tempos passados juntam-se a atores, taberneiros e soldados numa aventura medieval pela Coimbra dos nossos dias.


Fontes: http://oteatrao.blogspot.com/
           http://acabra.net/dossiers/19




sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pena ( São Pedro do Sul)









Encaixada num vale entre a Serra da Arada e São Macário, a aldeia da Pena só recebe a presença do sol durante 3 curtas horas, no Inverno. Por isso mesmo, gerou um microclima extraordinário que se reflecte no trajecto da sua Ribeira até Covas do Rio. Diz-se que, no tempo em que a aldeia da Pena não tinha cemitério e estrada de acesso, os mortos eram transportados a pé numa urna até à aldeia de Covas do Rio. Numa destas viagens, o individuo que ia na parte de trás a transportar a urna escorregou e esta caiu-lhe na cabeça matando-o. Foi assim que o morto matou o vivo!
Aqui, tudo é feito de xisto pintado numa tela de socalcos verdes, num local que já foi castro romano.

Existe uma lenda que explica o nome da aldeia: Era uma vez uma serpente de 200 metros que vivia numa cova. Quando tinha sede e fome, bebia água da ribeira e ameaçava a vida das pessoas se não lhe fosse dado para comer um boi. Quando já não havia nenhum boi na aldeia, a serpente começou a comer as pessoas tendo elas que deitar sortes para ver qual seria a sua vez de morrer. A aldeia lamentava-se: “Que pena! Que pena!”

N. B. - Muito cuidado para quem vem de automóvel e percorre a estrada de acesso que desce de São Macário para a aldeia. Uma descida abrupta, sem "rails" de protecção, que sofre um desnível de 500 metros, em que só um carro consegue passar num dos sentidos, não sendo aconselhável a quem sofre de vertigens.

Apesar da beleza da aldeia, não posso esquecer a tristeza e o abandono que a Pena tem sito votada.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Torneio Chegas de Bois (até 11 de Agosto) - Montalegre






Até 11 de Agosto, arrancou mais uma edição do campeonato de chegas de bois de raça barrosã, uma tradição enraizada nesta zona do país que serve para aferir o boi mais lutador. A iniciativa, patrocinada pela Câmara de Montalegre, inicou-se como nos anos interiores no dia do munícipio, dia 9 de Junho. É uma forma de identidade, de património cultural, quando a raça barrosã começa a extinguir-se porque não é rentável e exige grandes custos. A autarquia estimula assim a criação daquela espécie autóctone através da atribuição de um prémio de participação na ordem dos 500 euros por animal. Além disso, o boi vencedor em cada uma das eliminatórias receberá outros 500 euros e os touros que chegarem à final vão arrecadar, cada um, 750 euros.







quarta-feira, 8 de junho de 2011

XV Mercado à Moda Antiga (10 -12 Junho) - Oliveira de Azeméis



O Mercado à Moda Antiga recria - em ambiente de festa popular autêntica - usos e costumes do concelho do final do Séc. XIX e início do Séc. XX. Mais de uma centena de tendinhas, expositores e tasquinhas tradicionais espalhadas pelas ruas centrais, transformam a cidade com a animação do tempo dos avós.
Assim, haverá uma Feira Rural com uma representação das antigas artes e ofícios: o tamanqueiro, o oleiro, o chapeleiro, a vendedora e a ´fritadeira´ de peixe, o vidreiro, os tecelões e um lugar de destaque para as padeiras desse produto único que é o Pão de Ul que será confeccionado ao vivo.
Decorrerá um festival de música tradicional, cantares danças históricas e animação de rua com bombos e gigantones. O Programa acolhe ainda um baile tradicional, diversos grupos de teatro e animação de rua ao longo dos três dias, incentivando à participação da população.
Saiba que as crianças também foram lembradas nesta edição do Mercado à Moda Antiga: além de ateliers e jogos tradicionais, haverá espaço para ajudarem a confeccionar o famoso Pão de Ul e assistirem a peças de teatro, entre outras iniciativas. Em paralelo decorrem exposições de contextualização histórica como a "República para além de Lisboa" e "Artes e Ofícios tradicionais".

Texto de Linda Barreiro.





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Festival da Água (3 a 5 de Junho) - Estói



Este evento acontece, na medida em que a importância da água no planeta Terra está cada vez mais a ser assumida por governantes e por organizações de cidadãos, e as populações devem ser consciencializadas de que a água não é um direito adquirido, nem deve ser utilizada de forma desregrada. A água foi, é e será o factor essencial da humanidade. As comunidades formaram-se junto aos cursos de água, e ali se desenvolveram e se cimentaram. O Festival convidando-nos a descobrir os trilhos da água na aldeia de Estoi, relacionando o passado, o presente e o futuro dos povos com a importância da água como bem essencial e como factor de unificação e de aproximação de povos. No percurso pedestre interpretativo “Na rota da água” vão ser dadas a conhecer as estruturas patrimoniais hidráulicas do vale da Ribeira da Alface.
Este evento vai trazer à aldeia um conjunto de acontecimentos temáticos que juntam animação a visitas e percursos, exposições, apresentações temáticas, gastronomia, artesanato, música e acções interactivas com água, entre várias outras iniciativas.

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=116509

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Serralves em festa" (28 a 29 de Maio) - Porto



Pelo oitavo ano consecutivo, a Fundação Serralves oferece gratuitamente 40 horas non-stop de inúmeras actividades para toda a família. Estão representadas as áreas da Performance, Música (Improvisada, Pop Rock, Electrónica, Experimental, Jazz, DJs), Dança Contemporânea, Acrobacia, Circo Contemporâneo, Circo de Objectos Sonoros, Teatro (Teatro de Rua, Teatro para Infância e Juventude, Teatro de Marionetas) Cinema, Vídeo, Instalação, Fotografia, Visitas Orientadas, Exposições e Workshops.

A Fundação de Serralves alberga a Casa de Serralves, o Parque e os jardins, e o Museu de Arte Contemporânea desenhado pelo arquitecto Siza Vieira. A fundação, que existe desde 1989, pretender ser um local privilegiado de acesso à cultura contemporânea. Nas sete edições anteriores, a festa de Serralves contou com a presença de 3.600 artistas, 495 mil visitantes, dos quais 94 mil foram estrangeiros, num total de 1.500 eventos.

sábado, 21 de maio de 2011

Descida do Rio Antuã - 22 Maio (Salreu - Estarreja)



A 10ª "Descida do Rio Antuã" é uma espécie de Carnaval aquático onde dezenas de embarcações ( de preferência, construídas com materiais reutilizáveis) transmitem a crítica social e política. Pretende também sensibilizar, de forma divertida, a população para a protecção dos recursos naturais e sua utilização sustentável. Barcos, jangadas, barcaças e todo o tipo de embarcações, desde que flutuem, dão um colorido e uma alegria especial à prova que é vista por milhares de pessoas ao longo das margens do Rio neste percurso de 4 km. Para fazer deslocar a embarcação podem ser utilizadas velas, remos ou pedais sendo que é proibido o uso de motores.

A iniciativa do Centro de Cultura e Desporto de Salreu começa às 15H de Domingo, junto da Ponte Velha e perto do Hotel Eurosol. O melhor local para apreciar este espectáculo é no Parque Municipal de Antuã.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VI Festival Islâmico de Mértola - 19 a 22 de Maio



Encontro de culturas, o Festival Islâmico celebra toda a herança histórica da vila e a sua forte influência islâmica. Realiza-se de 2 em 2 anos, para que a sua chegada seja mais desejada. No mercado árabe - o «souk» - espalhado pelas ruas estreitas e íngremes do labiríntico centro histórico da vila coberta de panos: os cabedais, as djellabas, o incenso, o sândalo, o chá de menta, as especiarias e a mistura de vozes dão cores, aromas e melodias especiais ao quotidiano outrora pacato, a lembrar as medinas do outro lado do Mediterrâneo. Pela noite, no cais de Mértola e nos largos da vila há concertos de música que atraem curiosos ou entusiastas de ritmos exóticos. Recupera-se a «Martulah» dos séculos XI e XII, quando era a capital de um reino islâmico e um importante porto comercial nas rotas do Mediterrâneo.






sexta-feira, 13 de maio de 2011

Noite das Bruxas (13 de Maio) - Montalegre


Montalegre - 6ªFeira 13 - O Cálice da Alegria by Digital Frame.pt Audiovisuais from Digital Frame pt on Vimeo.


A Câmara de Montalegre organiza a Noite das Bruxas desde 2002, que decorre todas as sextas-feiras 13, sendo já parte integrante do calendário cultural da região. Há quem acredite que Jesus Cristo tenha morrido numa às 13:00 de uma sexta-feira 13, pois a Páscoa Judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário Hebraico. Mas esta superstição ligada ao azar teve origem no dia 13 de Outubro de 1307, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelos Rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, e alguns torturados e, mais tarde executados, por heresia.
Este ano, a grande atracão será a simulação da "demolição" do Castelo de Montalegre a três dimensões e a conhecida queimada do Padre António Fontes, conhecido por "Dom Bruxo".


















quinta-feira, 5 de maio de 2011

Feira Medieval (5 a 8 de Maio) - Torres Novas



A iniciativa segue na linha da Feira Quinhentista que se realizou no ano passado, sob o tema “Revisitar D. Manuel I – 500 anos do Foral Novo”. Este ano o certame é dedicado às Cortes de 1438 e o evento pretende ser um meio para atingir o fim da revitalização do centro histórico de Torres Novas. Será recriado o ano da morte de el-Rei D. Duarte, deixando o príncipe herdeiro com apenas 6 anos de idade. Era necessário resolver a questão da regência e a respectiva condução dos destinos de Portugal durante a menoridade de D. Afonso V, e a disputa entre facções de opinião divergente quase levou o reino a uma guerra civil, tendo Torres Novas sido cenário desse confronto.  Assim, através da representação teatral, da música, da dança, gastronomia e diversas outras artes, Torres Novas fará uma viagem de 4 dias ao século XV, vestindo-se e vivendo a rigor. Dentro do Centro Histórico, constituirão palco natural e privilegiado do evento alguns elementos arquitectónicos como o castelo da cidade, a Praça 5 de Outubro, os templos situados nas imediações, bem como a malha urbana que os liga, criando um roteiro propício ao desenrolar das actividades. Espaços que farão a passagem para uma outra dimensão, onde as bestas se cruzam com homens de guerra e gente de má fama, onde o clero caminha em conluio com a fidalguia, preparando argumentação para as Cortes, malabaristas passeiam-se por entre mercadores do norte de África, ao som das vendedoras de sonhos e contadores de histórias da peste e da morte que grassa pelo reino. Torres Novas, num tempo de míngua e indecisão, de intriga e mau passar, receberá D. Afonso V, o Rei Menor que todos quiseram tutelar.

http://www.memoriasdahistoria.com/

sábado, 30 de abril de 2011

VII Mercado Medieval Almodôvar (29 de Abril a 1 de Maio)



Este evento pretende ser uma viagem à Idade Média, mais propriamente a 1285, época em que foi outorgado por D. Dinis o Foral à Vila de Almodôvar. A VII edição do certame proporcionará aos seus visitantes o contacto com personagens e a vivência de situações típicas da época, trazendo até ao presente cores, gostos, sons e danças do passado. Contadores de histórias, desvendadores de magias, encantadores de serpentes, arqueiros, cavaleiros, almocreves e mesteirais vão invadir o centro histórico da vila de Almodôvar, onde a acção será constante.
No dia 29 de abril, sexta-feira, pelas 16.00 horas, terá lugar a abertura oficial do Mercado Medieval, e pelas 18:00 horas, será efectuada a leitura do Edital e do Foral que El Rei D. Dinis manda outorgar a Almodôvar. A partir daí, os comes e bebes nas tabernas do mercado, o Arraial dos Trovadores, com os seus festejos e danças à desgarrada, ou as danças Moçárabes e a arte do Encantador de Serpentes, completam o ambiente medieval. Por volta das 23:00 horas, inúmeros castelhanos irrompem pela praça, travando-se uma pequena batalha, em que a Milícia da Vila põe os invasores em debandada. Entretanto, os festejos populares e cantares à desgarrada prosseguem, até que o Alcaide mande que se mande debandar o povo e que a festa termine.
No sábado, dia 30, e no domingo dia 1, o Mercado abrirá portas pelo meio dia e prosseguirá até por volta da meia noite, sempre com a apresentação de muita animação medieval, designadamente um Cortejo de El-Rei D. Diniz que sai a receber Dona Isabel de Aragão (15.00 horas de sábado), ou o cortejo Régio pelas ruas do Burgo com acompanhamento do clero, nobreza, dos mestres de ofício e dos servos da gleba.






quarta-feira, 27 de abril de 2011

VI Festival Internacional Máscara Ibérica - 28 de Abril a 30 Maio - Lisboa (Rossio)


O desfile revive tradições pagãs das máscaras de origem ibérica, mas que desde as últimas edições traz também até à capital alfacinha as máscaras de outras regiões da Europa. Com um programa de animação cultural e turística que conta com a apresentação de projectos musicais e culturais das regiões ibéricas, entre os quais espectáculos de música tradicional e moderna, arruadas, dias temáticos, gastronomias das várias regiões representadas, exposições, artesanato, workshops infantis e muito mais. O evento conta em 2011 com a participação de grupos de múltiplas regiões europeias e mais de 450 participantes.
 

sábado, 16 de abril de 2011

II Festival de Pão-de-Ló de Felgueiras (16 e 17 de Abril)


Primeiro Festival de Pão-de-Ló de Felgueiras foi mais uma ponte entre Norte de Portugal e Galiza from A Voz Local TV on Vimeo.


O imponente Mosteiro de Pombeiro acolhe esta iniciativa da Câmara Municipal de Felgueiras que visa promover a doçaria tradicional, nomeadamente o pão-de-ló, aproveitando para dinamizar a actividade do sector, tendo em conta as várias receitas tradicionais a nível local, nacional e internacional, sendo complementado com outras actividades de carácter recreativo, cultural e comercial. Estará também em evidência a doçaria tradicional do Vale do Sousa, a doçaria tradicional da Galiza, produtores de amêndoas, chocolates, vinho e licores. O destaque óbvio vai para o Pão-de-Ló de Margaride, com quase 300 anos de existência. É cozido em forno de lenha em formas de barro não vidrado. Estas formas constam de três tigelas, duas iguais e uma mais pequena, sendo esta colocada invertida no centro de uma das outras tigelas formando um cano. Depois de forrada com papel grosso, em quadrados sobrepostos, a massa é aí deitada, os bicos do papel virados para dentro e depois tapada com a outra tigela.

Aproveite também para conhecer a Rota do Românico do Vale do Sousa com programas especiais dedicados ao evento.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Moinhos Abertos (9 a 10 de Abril)


Na sequência do Dia Nacional dos Moinhos, celebrado a 7 de Abril, terá lugar pelo quinto ano consecutivo o Dia dos Moinhos Abertos de Portugal, organização da Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS – Sociedade Internacional de Molinologia. Pretende-se mais uma vez chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral. Estarão abertos 137 moinhos e 68 núcleos moageiros. A cobertura nacional abrange 13 distritos do Continente e da Região Autónoma dos Açores, num total de 45 municípios envolvidos. A Rede Portuguesa de Moinhos disponibiliza os locais onde, gratuitamente, pode visitar os mesmos.

Se quiser uma experiência mais a sério, saiba que pode hospedar-se num moinho, com todo o conforto moderno.






domingo, 27 de março de 2011

Batalha dos Atoleiros ( 2 e 3 de Abril) - Fronteira


Batalha dos Atoleiros from ccnunoalvares on Vimeo.

A Batalha dos Atoleiros teve um enorme significado. Em primeiro lugar, e no aspecto militar, Atoleiros foi uma grande vitória portuguesa e exclusivamente protagonizada por efectivos portugueses, com grande protagonismo de forças oriundas do Alentejo, contra um exército muito superior. Em segundo lugar, a Batalha dos Atoleiros significou o despontar da destreza e argúcia militar daquele que veio a ser um grande e respeitado chefe de guerra, D. Nuno Álvares Pereira. Para um pequeno povo que defrontava uma campanha e uma invasão de um grande e poderoso Reino, este acreditar na chefia militar foi fundamental para o moral, para cerrar fileiras e para enfrentar um inimigo superior em número e em material de guerra.
A Batalha dos Atoleiros representou também uma inovação táctica e militar, na medida em que, ao contrário do que era usual na época, a cavalaria teve ordem para desmontar e aguardar, a pé, a ofensiva inimiga. Em terceiro lugar, o êxito alcançado na Batalha dos Atoleiros teve um enorme impacto psicológico nos apoiantes do Mestre de Avis e de uma forma geral em Portugal, ao demonstrar que apesar de todo o seu poderio militar, os castelhanos não eram invencíveis. Esta constatação demonstrou aos portugueses, que se devidamente organizada e orientada, a luta pela independência do Reino poderia ser bem sucedida.
Paralelamente, a Batalha dos Atoleiros implicou uma alteração profunda na perspectiva dos castelhanos. Com efeito, os castelhanos chegaram a Atoleiros com uma confiança extrema, a roçar a sobranceria. Com esta derrota inapelável e estrondosa, toda a confiança castelhana na sua qualidade e superioridade numérica foi abalada de alto a baixo, e a partir daí, a campanha começou a deixar de ser encarada como um passeio e uma mera acção de polícia. Em quarto lugar, a Batalha dos Atoleiros constitui um acontecimento de extrema importância na chamada crise de 1383 a 1385, que consagrou e definiu, de uma vez por todas, a identidade de Portugal, como País, como povo e como nação. Esta consciência de independência nacional jamais se veio a perder, chegou aos nossos dias e certamente ficará para o futuro.

É assim possível afirmar que a partir de Atoleiros e da crise de 1383 a 1385, o país chamado Portugal perdeu a perspectiva de reino de organização baseada em laços feudais, para passar a dispor de uma consciência nacional, traduzida na noção de independência, na necessidade de fronteiras e de governo próprio, assegurado por nacionais e sem interferências estrangeiras. O êxito alcançado na Batalha dos Atoleiros iniciou assim um processo notável de afirmação da nação portuguesa, sem o qual não teria sido possível nem Aljubarrota, nem mais tarde o Acordo de Paz com Castela, em 1411.

N. B. - Texto retirado do site promocional da Batalha.



sábado, 19 de março de 2011

VIII Festa Internacional das Camélias (18-20 Março) - Celorico de Basto




Este certame tem como objectivos a divulgação e valorização do património natural constituído por camélias existentes no concelho, é já uma tradição celoricense, e conta com a realização de inúmeras acções direccionadas para o tema das camélias como exposições, concursos e trabalhos alusivos à flor. A festa das Camélias arrasta, anualmente, milhares de visitantes que querem saber mais sobre a planta que se encontra espalhada por muitos jardins do concelho. Esta planta de longevidade assinalável, originária da Índia e do Japão, surgiu nos jardins das casas solarengas deste concelho minhoto há pelo menos dois séculos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pedra Letreira - Alvares - Góis

                                          Foto de Goisproperty.com
                               
A Pedra Letreira é um monumento de arte rupestre dos primórdios da Pré-História recente que foi descoberto nos anos 50 do século passado. É um afloramento de xisto ante-câmbrico, de estratificação vertical, em cuja superfície horizontalmente alisada se encontra uma sequência de gravuras inscritas. É tida pelos populares como uma obra de mouros que teriam ali deixado os seus fascinantes tesouros. O que se sabe é que estes vestígios do passado preenchem lacunas sobre o conhecimento da pré-história local, indiciando uma presença humana activa, motivada pela abundância de minérios. O processo de gravação utilizado para inscrever as figuras, que integram o petróglifo, foi o método da abrasão com instrumento bicudo e sólido, muito provavelmente um machado. Este imponente monumento permite uma viagem no tempo, onde podemos observar uma série de representações, interpretadas como arco e flecha e outras mais complexas, talvez do Bronze Inicial.

Acessos: Seguindo na Estrada Nacional nº2, na rotunda da Portela de Góis, vire à sua esquerda em direcção a Alvares. Alguns quilómetros depois, vire à sua direita (direcção Alvares) e, logo a 30 metros, seguir a pé pelo caminho de terra batida à sua direita. Após 700 metros, já consegue visualizar ao fundo uma espécie de plataforma a meia encosta.  

N. B. - Parte do texto retirado de prospecto turístico da Câmara Municipal de Góis.

Góis Selvagem from Luis Ferreira on Vimeo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Danças dos Cus - Carnaval de Cabanas de Viriato (Carregal do Sal))





Longe dos carnavais "abrasileirados" pelas telenovelas e perto das tradições portuguesas, Cabanas de Viriato ( terra desse magnífico grande vulto chamado Aristides de Sousa Mendes, o "Justo entra as Nações", ex-cônsul de Portugal em Bordéus que salvou milhares de judeus do jugo nazi) atrai milhares de forasteiros de todo o país que se fantasiam e dão um colorido invejável à vila durante três dias.

O verdadeiro nome da folia é "Dança Grande", mas os forasteiros mudaram-lhe o título, porque, "quando há variações de ritmo, as pessoas vão ao centro e chocam de rabo". A "tradição genuinamente nacional" sobrevive desde 1865.  Domingo de Carnaval é reservado para as crianças que conta com a participação de todas as escolas do concelho. Segunda e Terça-feira, é para todas as idades, todos quantos queiram participar, na famosa Dança dos Cus:  ao som da Valsa de Carnaval tocada pela banda da Sociedade Filarmónica, alinhados em duas filas, os foliões vão dançando pelas ruas da vila, batendo com os traseiros nos dos vizinhos do lado quando há uma variação do ritmo. A sua forma tão “desorganizada”, espontânea, natural, onde todos podem participar livremente, é de facto cativante, imperdivel. 

"Zambombadas", uma sonora designação para não menos barulhentas sessões de bombos, fortemente percutidos durante a noite, e que começam a percorrer a vila e a anunciar o Carnaval com 15 dias de antecedência. De domingo a terça feira, nas horas deixadas livres pela dança dos cus, ouvem-se as "entrudadas", sessões de declamação de quadras populares, ditas ao ritmo dos bombos, denunciando segredos da vila. "Ouve-se então o que toda a gente já sabe, mas que algumas pessoas queriam manter em segredo".










quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Torre da Universidade de Coimbra




 A Torre da Universidade de Coimbra reabriu ao público para visitas guiadas, após uma reabilitação que durou cerca de um ano e foi financiada por antigos estudantes e por um conhecido Banco.
O restauro pretendeu devolver à Torre a sua dignidade visual, nomeadamente a limpeza e restauro da pedra, a substituição das caixilharias e o reforço das condições de segurança, iluminação, informação e meios de comunicação.
Do alto dos seus 34 metros (altura equivalente a um prédio de 12 andares), a Torre Universitária de Coimbra, o maior símbolo da instituição, vigia a cidade. Foi edificada entre 1728 e 1733 por António Canevari, local onde os visitantes têm à sua espera a árdua tarefa de vencer os 180 degraus de escada em caracol. O remate em forma de terraço é uma das características da Torre, que aloja, além dos relógios, três sinos, que regulam o funcionamento do ritual da Universidade e são conhecidos entre os estudantes por "Cabra, Cabrão e Balão".
Esta intervenção monumental fez parte de um vasto plano de recuperação e valorização da Alta Universitária, no âmbito da candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial.
Ir ver a Torre da Universidade e não visitar a Biblioteca Joanina, é como ir a Roma e não ver o Papa.





quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Gerês Romântico (S. Valentim) - Terras de Bouro - 12 a 14 Fev.



A Câmara Municipal de Terras de Bouro decidiu aproveitar o fim-de-semana de S. Valentim para promover o concelho junto de casais apaixonados e, melhor do que isso, juntar o útil ao agradável e habilitarem-se a ganhar prémios.
Ocupando 55,7% da área do concelho, o Parque Nacional Peneda-Gerês, único no país, é o grande chamariz turístico. Caminhe pela Via Romana da Geira, atravessando para Espanha, tenha a sorte e o privilégio de ver a enigmática Vilarinho das Furnas, uma espécie de Atlântida, encha os pulmões na encantadora vila do Gerês, delicie-se com a visão magnífica do Miradouro da Pedra Bela, refresque-se na Cascata do Arado, ouça o sussurro da natureza na Mata da Albergaria (Reserva Biogénica da Europa), visite os 29 moínhos de água de Stª. Isabel do Monte e entre no Santuário de S. Bento da Porta Aberta.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Buddha Eden (Jardim da Paz) - Bombarral


A destruição dos Budas Gigantes de Bamyan (Património da Humanidade), no Afeganistão, está na origem da criação deste espaço com a marca de José Berardo. É pois uma homenagem à tragédia de 2001, um lugar de meditação e introspecção interior, sem qualquer tipo de pretensão religiosa, feita através de um extraordinário jardim recheado de fantásticas esculturas orientais (budas, pagodes, e estátuas de soldados de terracota).

Ontem morreu Gary Moore, a lenda da guitarra norte irlandesa. Espero que encontre a paz num local como este.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

XX Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso - Montalegre - 27-30 Jan.



A Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso nasceu timidamente em 1992. Porém, o arranque foi difícil. Tudo porque, tradicionalmente, só os "pobres" vendiam os presuntos e as chouriças produzidas em casa, na maioria das vezes de forma escondida. Os produtores que poderiam dispensar fumeiro para venda sentiam-se envergonhados em fazê-lo publicamente. De uma forma estratégica aliado a um bom senso, a comissão organizadora redesenhou um novo modelo do projecto: ia a casa dos produtores buscar os produtos. Pesava os produtos e atribuía-lhes um preço. Depois vendia-os sem referência ao nome do seu produtor, apenas com um código que só ela própria conhecia e, posteriormente, entregava ao produtor o dinheiro resultante da venda. Este modelo vingou durante os dois primeiros anos. A partir do terceiro ano alguns produtores começaram a permitir que o seu nome fosse colocado nos rótulos dos produtos. Só a partir de 1999 foi possível organizar uma Feira do Fumeiro onde todos os produtores estivessem presentes.

A opção estratégica da Câmara de Montalegre em realizar a Feira do Fumeiro está sustentada na convicção de que o fumeiro e o presunto, que sempre se produziram nesta região, eram de alta qualidade e tinham um nicho de mercado capaz de os absorver. No entanto, é inquestionável que o sucesso crescente da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso e das dinâmicas que lhe estão adjacentes se deve, sobretudo, à metodologia de organização utilizada, assente sempre num modelo de gestão e avaliação participativa. Esta metodologia permitiu responsabilizar os produtores pela qualidade dos produtos vendidos e devolveu-lhes a auto-confiança e a auto-estima, enquanto actores privilegiados de todo o processo.
 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Portão da Quinta do Crasto


Quem percorre a Estrada Nacional 101 de Monção para Valença, quase na divisória dos dois concelhos e das freguesias vizinhas de Lapela e Friestas, depara-se subitamente com uma imponente frontaria de granito que tem desafiado o decurso dos séculos. É o celebrado portão da Quinta do Crasto, ou de Castro. A grandiosidade do portão contrasta com o resto da propriedade que terá pertencido à aristocrática família  Pimenta de Castro.
À escassez de informação credível sobre a misteriosa quinta, contrapõe-se a lenda e a sabedoria popular consubstanciada em duas narrativas que, como todas as lendas, enfermam de escassa credibilidade. A primeira é que na freguesia vizinha de Gondomil, dois homens envolveram-se numa contenda por causa dos marcos que dividiam as respectivas propriedades.À boa maneira do norte, o homem que se considerava roubado, puxou da enxada e desferiu um golpe na cabeça do vizinho, matando-o. Entretanto foram chamados os guardas da Rainha para prender o homicida. Este, conhecedor dos direitos e privilégios do Portão da Quinta do Crasto, fugiu e dirigiu-se para ali perseguido pelos guardas e pela população. Chegando lá, agarrou-se ao portal conseguindo eximir-se à justiça porquanto, todos aqueles que se protegessem junto do portal expiavam os crimes cometidos.
A segunda reza que, perante a ameaça das tropas napoleónicas que invadiram Portugal pelo Norte, os proprietários da nobre Quinta reuniram todo o dinheiro e jóias que possuíam e entregaram o fabuloso tesouro a um fiel criado incumbindo-o de o colocar em segurança. O criado apareceu mais tarde morto mas do tesouro nunca mais se soube, o que leva a considerar duas hipóteses: uma que teria o fiel servo escondido o tesouro em local seguro e levado o segredo do seu esconderijo para a eternidade, outra que aponta a possibilidade de ter sido morto e roubado pelos invasores.

N. B. - Este texto é da autoria de Boaventura Eira-Velha, do blogue "Memórias".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Festa das Fogaceiras - 20 Janeiro - Stª. Mª. da Feira



A Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado fogaça. S. Sebastião, que segundo a lenda padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se, assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira. No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo. Assim nasceu a Festa das Fogaceiras, chegando até aos nossos dias com dois traços essenciais: a realização da missa solene, com sermão, precedida da bênção das fogaças, celebrada na Igreja Matriz, e a procissão, que sai da Igreja Matriz, percorrendo algumas ruas da cidade.
Com a proclamação da República, acrescentou-se um novo ritual: a formação de um cortejo cívico, a partir dos Paços do Concelho rumo à Igreja Matriz, antes da missa solene, que integra as meninas “fogaceiras”, que levam as fogaças à cabeça, bem como as autoridades políticas, administrativas, judiciais e militares e personalidades de relevo na vida municipal.
A procissão festiva realiza-se a meio da tarde e congrega símbolos religiosos, com destaque para o mártir S. Sebastião, bem como uma representação civil, com símbolos autárquicos, económicos, sociais e culturais de cada uma das 31 freguesias do concelho, numa curiosa mistura entre o civil e o religioso.
No cortejo e procissão as atenções recaem, naturalmente, sobre as fogaceiras, segundo a tradição “crianças impúberes”, provenientes de todo o concelho, vestidas e calçadas de branco, cintadas com faixas coloridas, que levam à cabeça as fogaças do voto, coroadas de papel de prata de diferentes cores, recortado com perfis do castelo.
Inicialmente, as “fogaças do voto” eram distribuídas pela população em geral, depois pelos pobres e mais tarde pelos presos, pobres e personalidades concelhias, em fatias chamadas “mandados”. Actualmente, são entregues às autoridades religiosas, políticas e militares que têm jurisdição sobre o município de Santa Maria da Feira.
Manda a tradição que, por ocasião da Festa das Fogaceiras, os feirenses enviem fogaças aos familiares e amigos que se encontram longe.
A fogaça é um pão doce tradicional de Santa Maria da Feira, cujas primeiras referências conhecidas aparecem nas inquirições de D. Afonso III, no século XIII (1254/1284) e que era usada como pagamento de foros. O seu formato estiliza a torre de menagem do castelo com os seus quatro coruchéus. A fogaça é cozida diariamente em várias casas de fabrico do concelho e distingue-se por tradicionais aprestos, quer no preparo, quer na forma como vai ao forno. Os ingredientes base utilizados na confecção desta iguaria são água, fermento, farinha, ovos, manteiga, açúcar e sal.
https://www.cm-feira.pt/portal/site/cm-feira

domingo, 2 de janeiro de 2011

Presépio ao vivo de Priscos (Braga)




Termina já no próximo fim-de-semana (8 e 9 de Janeiro) aquele que é considerado o maior presépio vivo da Europa. Com 600 figurantes, na sua maioria residentes na freguesia, o presépio é uma espécie de viagem ao tempo de Jesus Cristo com cenários referentes à cultura egípcia, romana e judaica. A organização do evento é um projecto entre a Paróquia de S. Tiago de Priscos e a comunidade, tendo contado com a prestigiante visita de D. Jorge Ortiga e do Núncio Apostólico em Portugal, D. Rino Passigato.

Apesar  da  boa vontade e entreajuda dos organizadores, a tentativa de chegar ao rigor histórico, acho que esta quinta edição do Presépio Vivo deveria ser futuramente melhor planeada. Gente a mais para o recinto (30 mil metros quadrados),  falta  de estacionamento, sinalização  insuficiente, ruas com tráfego congestionado, obrigatoriedade dos visitantes em fazerem o    percurso total dentro do recinto e poucas saídas de emergência.



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Reserva Dark Sky - Alentejo

                       Foto de http://www.turismoalqueva.pt/

A "Reserva" é uma área livre de luz artificial, onde o céu é particularmente escuro o mais próximo possível do seu estado original. Esse facto permite a observação astronómica das estrelas, astros, nebulosas, cometas e todos os componentes do céu, mas também permite usufruir de outras actividades nocturnas, como a observação de animais. No mundo, são ao todo 22. Esta, do Alentejo interior, com a Albufeira do Alqueva como pano de fundo, abrange seis concelhos: Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Barrancos, Moura e Mourão, numa área total superior a 3000 km 2. Esta espécie de turismo científico obrigou algumas câmaras a diminuir a poluição luminosa, diminuindo as luzes entre as 23h e as 5h da manhã para assim se conseguir um céu mais escuro.
Associada à Reserva está a Rota Dark Sky que permite a observação do céu com astrónomos, profissionais ou amadores e respectivos utensílios - telescópios e binóculos -, e outras actividades nocturnas como canoagem, passeios a cavalo, passeios pedestres e passeios de orientação.
Quem sabe se não pode passar um final de ano diferente, sossegado, longe de multidões histéricas, brindando à descoberta de milhões de planetas e constelações! Um verdadeiro réveiluar!

N.B. - Foram feitas algumas transcrições da Revista Única (Expresso) de 18/12/10.

sábado, 25 de dezembro de 2010

A tradição do Madeiro



Em muitas aldeias de Portugal, uma boa parte da Consoada de Natal é passada à volta de um tronco volumoso de pinheiro, castanheiro ou sobreiro ardendo em brasa. Os enormes troncos  de árvores são antecipadamente empilhados em tractores (ou carros de bois) e transportados em cortejo rumo ao largo da igreja ou capela da respectiva localidade. Muitas vezes, a fogueira prolonga-se até ao Dia de Reis. Esta tradição simboliza a partilha e o espírito de comunidade que deverá estar presente nesta época festiva do ano. Existem também teorias que remetem esta festa para primitivos cultos pagãos, de celebração do solstício de Inverno.
A população de Penamacor orgulha-se de dizer que possui o maior madeiro do país.
 






quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reserva Natural Local do Estuário do Douro (V. N. de Gaia)






O Estuário do Douro, situado entre as margens das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia tem uma extensão de cerca de 54 hectares, englobando a Baía de São Paio (frente do estuário) e a zona arenosa do Cabedelo, Canidelo (parte final do estuário). Dada a sua localização, é um dos melhores locais existentes nesta região para a observação de aves designadamente as espécies migratórias e limícolas. As areias do estuário servem de abrigo e alimentação a muitas outras espécies e diversas nidificam nas areias e dunas do Cabedelo e na ilhota existente no Estuário. O Cabedelo constitui assim um importante elemento natural de defesa do estuário contra o avanço do mar, particularmente em situações de temporal.
Ao longo do ciclo anual, no estuário do rio Douro vêem-se guarda-rios, bandos de corvos-marinhos e de garças-reais, garças brancas e papa-ratos, maçaricos-das-rochas e rolas-do-mar, tarambolas e seixoeiras, piscos-de-peito-azul e gaivotas de diversas espécies, entre muitas outras aves.











quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Livraria Lello - Porto





A Livraria, situada na Rua das Carmelitas no número 144, contém cerca de 120 mil títulos de autores nacionais e internacionais à disposição dos leitores, editados em várias línguas, não sendo por mero acaso que a grande maioria dos clientes são estrangeiros. Possui um serviço actualizado nacional e internacional e informatizado, uma secção de revistas, uma de música e uma de livros antigos. Dispõe, ainda, de um espaço de galeria de arte e de tertúlia entre intelectuais.
Inaugurada em Janeiro de 1906, a Livraria Lello é um edifício de grande beleza arquitectónica, tendo a sua construção sido projectada pelo arquitecto Xavier Esteves e edificada segundo o estilo neogótico. Possui uma magnífica fachada, destacando-se, no interior, o tecto e a escada circular de madeira. A Livraria adaptou-se aos tempos modernos, mas manteve a sua traça original, tanto no interior, como no exterior, permitindo que se respire cultura naquele espaço.
O Guia australiano Lonely Planet considera-a "uma pérola de arte nova", no seu top ten de locais a visitar em 2011. Destaca "as prateleiras neogóticas", a decoração e a sua "escadaria vermelha em espiral". Classifica-a como a terceira melhor do mundo atrás da City Lights Books, de São Francisco, e do El Ateneo Grand Splendid, de Buenos Aires.



"APEL" - Associação Portuguesa de Editores e Livreiros



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Seia











Chegado o tempo frio e, aproveitando os feriados ou as pequenas férias de ocasião, é altura de conhecer o Parque Natural da Serra da Estrela e deslumbrar-se com a neve. Para quem almeja chegar à Torre, o ponto mais alto de Portugal continental, Seia é a base ideal para efectuar o respectivo alojamento, propiciando a visita às Aldeias Históricas, às Aldeias de Montanha, às Aldeias da Memória ou às Aldeias de Xisto. Nesta época do ano, os preços inflacionam muito nesta região, nomeadamente em locais como a Covilhã, Gouveia, Manteigas e sítios mais distantes como Oliveira do Hospital, Guarda e Celorico da Beira. Por isso, deixo a dica de um alojamento em Turismo Rural com preços agradavelmente surpreendentes: a Quinta do Chão da Vinha, o ambiente acolhedor da família Matias onde a D. Rosa faz o papel de cicerone e os visitantes são deixados como se estivessem nas suas próprias casas, numa relação de confiança onde não falta uma queijaria.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

XXXV FEIRA NACIONAL DO CAVALO (Feira de São Martinho) - Golegã





Quem é amante dos cavalos ou não dispensa o cheiro e o sabor das castanhas assadas, tem a oportunidade de realizar este desejo na "capital do cavalo". Com origens no século XVI, a Feira de São Martinho esteve sempre ligada à criação de cavalos na região, devido ao facto de a Golegã ser ponto se passagem na antiga estrada real que ligava Lisboa ao Porto. O nome oficial desde o início dos anos 70 é a "Feira Nacional do Cavalo". Existem muitos eventos diferentes durante a feira, desde espectáculos, desfiles, várias provas equestres, jogos e esposições. Os visitantes podem contar também com a gastronomia local, já para não falar da famosa "água pé" (bebida alcoólica resultante da adição de água ao bagaço de uva).