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domingo, 5 de junho de 2022

Nas escarpas da Mizarela (PR7 ARC) - Arouca

O trilho circular de cerca de 8 km situado na zona da Albergaria da Serra, Arouca, é capaz de ser dos mais difíceis percursos pedestres do Maciço da Gralheira (serras da Freita, Arada e Arestal). Um sobe e desce de escarpas, de um lado desces com a companhia do rio Caima a despenhar-se a mais de 60 metros de altura (Frecha da Mizarela), do outro trepas pela margem direita em direcção à ponte da ribeira da Castanheira e a Cabaços. O percurso torna-se escorregadio em meses de maior humidade ou fluxo de água e nem faltam correntes presas nas rochas para ajudar a ultrapassar obstáculos mais arriscados e vertiginosos. 












terça-feira, 8 de março de 2022

Moinhos da Barrosa (Mansores) - Arouca

Em tempos de guerra é necessário procurar a paz, encontrar o conforto na natureza e fugir da estupidez humana. Os Moinhos da Barrosa, em Mansores, Arouca, são desses lugares relaxantes que se assemelha a um pequeno  Jardim do Éden onde outrora se aproveitava o ribeiro da Barrosa para a moagem dos cereais. Quando entras no pequeno vale encaixado encontras pequenas quedas de água e lagoas, açudes, uma densa vegetação de castanheiros, carvalhos, amieiros e nem faltam pontes e escadas em madeira para ajudar a transpor os socalcos do fantástico percurso pedestre (PR 11 - Trilho das Levadas).   











#peace #nowar #stopwar #stopwarinukraine 
  


terça-feira, 9 de março de 2021

Minas de Rio de Frades (Arouca)
















Se queres ser um aventureiro destemido, uma espécie de Indiana Jones no papel do salteador do ouro perdido, aconselho-te a visitar Rio de Frades, em Arouca, mais concretamente a zona das minas onde está localizada a Galeria do Vale da Cerdeira. Também conhecido como "Túnel de Rio de Frades", a galeria onde outrora se retirava o volfrâmio foi recentemente requalificada e os 400 metros de extensão (ida e volta) podem ser percorridos com total estabilidade e segurança. Se fores suficientemente corajoso para atravessar por baixo da montanha, encontrarás o paraíso perdido: uma enorme cascata e lagoas de águas límpidas!


Acessos: Para quem não quiser perder muito tempo, chegando à aldeia de Rio de Frades, apanhar o PR 6 - Caminho do Carteiro, na parte superior da aldeia, junto ao aglomerado de habitações chamado "Bairro de Cima". No entanto, apesar da estrada para chegar a este local ser asfaltada, é muito estreita e perigosa (não é possível o cruzamento entre dois veículos que transitem em sentidos opostos). É preferível deixar o carro 1 km antes, junto ao cemitério, ou tentar "estacionar" no largo da aldeia se não houver outra possibilidade. 

Conselhos: O túnel é bastante escuro e frio, portanto é imprescindível levar lanterna, ou no mínimo usar a lanterna do telemóvel. Se visitar o local com crianças pequenas é aconselhável usar de precaução no início do trilho e principalmente à saída do túnel onde surge surpreendentemente um vale escarpado banhado por uma ribeira afluente do rio de Frades.

N. B. - Obrigado à Cláudia Pinto do blogue Recantos & Encantos de Portugal, pelas dicas. (https://www.facebook.com/Recantos-Encantos-de-Portugal-281833055348813)


#aroucageopark

#rotadosgeossitios

#rotadaPedraedaÁgua

#MontanhasMágicas


sábado, 12 de outubro de 2019

Turfeiras da Serra da Freita e da Arada




















As turfeiras da Serra da Freita e Arada são uma espécie de musgo que tem uma enorme capacidade em reter água, habitats de muitas espécies de plantas e animais, lugar extraordinário que conta uma história que começou na Idade do Gelo.

#RotadaPedraedaÁgua #MontanhasMágicas 

sábado, 20 de outubro de 2018

Portal do Inferno (U.F. Covelo do Paivó e Janarde) - Arouca







No limite entre os municípios de Arouca e São Pedro do Sul, no extremo oriental do Maciço da Gralheira, situa-se o Portal do Inferno, um miradouro situado em plena Serra da Arada, a cerca de 1000 metros de altitude. O Portal do Inferno é uma espécie de abismo, onde a Estrada Municipal 567 estreita ao passar por duas vertentes íngremes. Pelas vertigens, pelas curvas e contracurvas, dizem que o Diabo andou por aqui, amedrontando durante muito tempo todos os que por ali passaram, existindo mesmo a lenda "do morto que matou o vivo". Este local é referenciado como um Geosítio do Arouca Geopark, nomeadamente as rochas que foram moldadas pelos agentes de geodinâmica externa, os vales escarpados no xisto e especialmente “a garra”, que não é mais que montanha cortada por diversas linhas de água profundas que lembram a separação de dedos de uma garra de uma ave. 

N.B.: Esqueçam as selfies, este é um sítio belo mas também muito perigoso, nomeadamente a estrada onde só cabe um carro de cada vez. Por se situar a grande altitude, entre dois vales escarpados, é comum vento forte. Qualquer distracção pode ser fatal, por isso recomendo deixar o automóvel o mais longe possível e fazer uma pequena caminhada no asfalto.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Feira das colheitas (26 - 29 Setembro) - Arouca



A Feira das Colheitas surge durante a Segunda Guerra Mundial, por volta de 1944, tempos de fome onde a produção de cereais era inexistente. Com o objectivo imediato de aumentar a produção, o evento foi evoluindo para iniciativas de revitalização das tradições populares como o folclore, as desfolhadas, as espadeladas, as ceifas, as danças, os trajes e os cantares de gestos particulares.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Carreira dos Moinhos - Alvarenga - Arouca





A carreira dos moinhos está situada na encosta Nordeste, sobranceira a Alvarenga, a meio caminho entre a Sr.ª do Monte e o centro da vila. O terreno é acidentado com uma forte pendente com direcção a poente, em que a água ganhava força e passava por todos os moinhos, sendo a força motriz no processo de moer o milho. Caso único no país, o conjunto de 17 moínhos de rodízio construidos em xisto e cobertos a lousa proveniente de Canelas são movidos pela água através  do famoso “Rego do Boi". Diz a lenda que, havendo na freguesia necessidade de água para regar os campos, os habitantes de Alvarenga e da freguesia vizinha de Nespereira disputavam a posse de um ribeiro denominado Ardena. Chegaram então ao acordo de que quem primeiro conseguisse com que as águas fizessem mover a mó de um moinho, junto à povoação, adquiria o direito sobre elas. Os habitantes de Alvarenga traçaram então, secretamente, o caminho que deveria tomar o rego condutor da água e conseguiram concluir o seu trabalho antes dos de Nespereira, conquistando o direito ao usufruto das águas. Para festejar esse feito mataram e comeram um boi, daí resultando no nome "Rego do Boi".


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Centro de Interpretação Geológica de Canelas - Arouca








O Centro de Interpretação Geológica de Canelas é um Museu particular que tem servido para o estudo, preservação, e divulgação da origem da vida, da evolução e transformação do nosso planeta. Situado nas cercanias da “Pedreira do Valério”, permite observar fósseis de invertebrados do Ordovícico Médio, com 465 milhões de anos, entre os quais as mais raras espécies de trilobites do mundo. Ali está fossilizado um conjunto de seres que habitavam e dominavam os mares, três vezes mais antigos do que os dinossauros, numa altura em que a Terra era estéril e onde não existiam ainda plantas.

As trilobites gigantes de Canelas fazem parte dos 41 geossítios do projecto Geopark Arouca - um território do concelho de Arouca com limites bem definidos e que possui um notável património geológico aliado a toda uma estratégia de desenvolvimento sustentável, tendo em vista a atracção de um turismo de elevada qualidade baseado nos valores da Natureza e da Cultura.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Frecha da Mizarela (Arouca)







Localizada a 920 metros de altitude, a aldeia da Mizarela está limitada a sul e sudoeste por uma falésia, e pelo vale do rio Caima, a sudeste, que neste local se torna subitamente profundo, originando uma brusca queda de nível, dando origem à chamada Frecha da Mizarela.

Situada na serra da Freita, a queda de água no rio Caima, com cerca de 60 m de altura, é uma das mais altas de Portugal e da Europa, graças a uma das maiores fracturas geológicas existentes na Península Ibérica. É um monumento natural excepcional que pode ser apreciado a partir de diversos miradouros ou do próprio leito do rio junto à freguesia de Albergaria da Serra. Há, ainda, diversos trilhos pedestres bem assinalados que permitem descer ao vale, à base da queda, junto à povoação da Ribeira. Para os amantes dos desportos de aventura, as suas escarpas são um óptimo local de escalada, servindo, muitas vezes, para a respectiva iniciação e como preparação para provas mais arrojadas.

A Serra da Freita faz parte do Maciço de Gralheira, juntamente com a Serra da Arada (1057 m.) e do Arestal (830 m.), ultrapassando alguns dos seus cumes os 1000 m. de altitude. Alberga espécies faunísticas e florísticas raras, algumas mesmo em vias de extinção. O coberto vegetal predominantemente constituído pela urze e pela carqueja, e nas zonas de encosta, por pinheiros, carvalhos, medronheiros e azevinho, protege o lobo ibérico, o javali, a águia de asa redonda, o gato-bravo, entre outros. Para além do rio Caima, nascem nela múltiplos ribeiros de águas cristalinas que, vencendo abismos e serpenteando montes, vão engrossar os caudais do Paiva e do Arda.

Acessos: Para quem vem de Lisboa ou do Porto, recomendo a entrada na Serra da Freita por S. João da Madeira (EN 227) ou por Vale de Cambra (EN 224), em direcção à povoação de Chão de Ave, surgindo imediatamente placas indicativas.