Este blog serve para identificar lugares recônditos do país, tradições, sítios com história, ou simplesmente lugares naturais de uma beleza deslumbrante. Urge preservar esses espaços para as gerações futuras afim de termos orgulho da nossa essência lusitana.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Procissão de Archotes (Amiais de Baixo - Santarém)
A procissão de archotes de Amiais de Baixo é uma manifestação popular com vários anos e é realizada habitualmente no sábado do fim-de-semana em que se realizam as festas da terra. Esta procissão percorre um percurso dentro da vila até ao cemitério, onde a população vai buscar uma imagem do arcanjo S.Miguel que é trazido em seguida, numa outra procissão, para a igreja da freguesia. As festas da freguesia decorrem de 05 a 09 de Fevereiro, remontando as suas origens a 1847, altura em que se realizavam a 20 de Janeiro. Posteriormente, passaram a realizar-se desde o sábado anterior ao Domingo Magro até à terça-feira seguinte, tendo o seu nome passado de "Festa em Honra de São Sebastião" para a designação actual, segundo dizem, numa alusão ao "martírio dos homens de Amiais, obrigados a longos períodos de ausência passados nos pinhais", referência a este povo de serradores, que sempre regulou o seu calendário de trabalho para poder estar presente na Festa, tendo em conta que muitos destes homens chegavam a ir a casa apenas no Natal, Festa ou Páscoa. Há algumas décadas, na procissão, os homens caminhavam descalços, em passo acelerado, segurando compridos liames de verdura entrelaçada que os ligava entre si.
Este ano, inscreveu o seu nome no Livro dos Recordes do Guiness ao conseguir que 624 pessoas participassem na procissão com archotes em fogo ao longo de uma milha terrestre (1620 metros). O anterior recorde pertencia a uma localidade sueca com 407 participantes. Feito de baracejo seco e entrançado e embebido em breu, o archote tem cerca de 80 centímetros e é revestido na zona onde será seguro por um pedaço de papel .
Outro dos pontos altos da Festa é o fogo-de-artifício que evoluiu da beleza e simplicidade de algumas "rodas-de-fogo" (chamadas outrora "fogo-de-jardim") e de uns quantos foguetes de lágrimas, para um fogo-de-artifício de uma complexidade monumental, inigualável no Distrito e que todos os anos traz uma multidão de visitantes a Amiais de Baixo.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Namorar Portugal 2010 (Vila Verde)
Vila Verde está a preparar mais uma edição do evento cultural Namorar Portugal, que irá decorrer no próximo mês de Fevereiro. A Iniciativa Namorar Portugal emergiu de uma intenção de promover um produto cultural de excelência - os Lenços de Namorados, cada vez mais um produto imagem de marca do concelho. O Lenço dos Namorados é um lenço fabricado em pano de linho fino ou de algodão bordado com motivos variados. É uma peça do vestuário feminino, típico do Minho,sendo usado por mulheres com idade de casar. Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços eram bordados versos, para além de vários desenhos com simbologias próprias. Depois de confeccionado, o lenço acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em público como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço publicamente era sinal que tinha decidido não dar início a ligação amorosa. Nestes lenços são bordados versos, geralmente quadras, escritos com erros ortográficos que traduzem a pronúncia da região. Quem os bordava escrevia como falava..
Este ano, o Programa do Namorar Portugal compreende um conjunto de iniciativas muito diversificado: Exposições, Conferências, o lançamento de novos produtos associados à marca Namorar Portugal, tais como o chocolate, a Bolacha do Amor, ou o cocktail “S. Valentim”, a oferta de actividades de desporto e lazer, assim como de programas de Saúde e Bem Estar.
O epicentro do Amor ficará sediado no coração da sede de concelho, numa tenda gigante. Na noite de 13 de Fevereiro, através da realização do VII Concurso Internacional de Criadores de Moda, desfilarão os jovens concorrentes que aderiram ao repto de reinventarem as criações com base nos lenços. Ali terá lugar, também, o mega-jantar de dia de Namorados, o maior jantar romântico do país, aberto a 800 pessoas. Neste ambiente de glamour e romantismo, será ainda possível saborear ementas especiais nos restaurantes locais e beneficiar de condições vantajosas nas várias unidades de alojamento aderentes.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Couto Misto (Mixto)
O Couto Misto é um território de 2.698 hectares com a forma de um rectângulo irregular que se situa numa parte da bacia do rio Salas, na provincia de Ourense, Galiza, fazendo fronteira a sul com o distrito de Montalegre. A fronteira entre Trás-os-montes e a Galiza foi sendo ajustada ao longo dos séculos. O primeiro grande acordo fronteiriço com os espanhóis foi o tratado de Alcanizes assinado por D.Dinis. Mas, desde então mantiveram-se algumas dúvidas sobre pequenos áreas e aldeias cuja a situação era menos clara.
O Couto Misto de Rubiás foi território independente que, durante vários séculos, gozou de isenções várias e privilégios. Um juiz com poderes administrativos, governativos e judiciais era eleito e auxiliado por três homens-bons, representando cada uma das três aldeias que constituem o país: Rubiás, Meaus e Santiago. Estes, tomavam as resoluções em plenários abertos à participação de todos os vizinhos.
Entre os variados privilégios que possuia o território, destacava-se: os seus habitantes não tinham a obrigação de ter outra nacionalidade, embora excepcionalmente pudessem optar pela espanhola ou portuguesa assinalando nas portas das suas habitações tal opção ou com a letra “G” de Galiza ou “P” de Portugal; os jovens não cumpriam serviço militar, não eram alistados nos exércitos nem de Portugal nem da Espanha; os habitantes do Couto não precisavam de licença para usar armas de qualquer espécie; nos seus terrenos podia cultivar-se toda e qualquer espécie de plantas, incluindo-se o tabaco. O comércio mais abundante era o do sal, sobretudo antes da activação das salinas da península, lãs (panas) e linhos, medicamentos, ferrarias, tabacos antes da sua importação dos Estados Unidos e da Catalunha, gados, cereais, alfaias, etc. A língua falada era o galego e no adro da Igreja de Santiago faziam-se as reuniões magnas dos povos mistos.
Até que, em 1864, pelo “Tratado de Lisboa”, o estado português e o estado espanhol acordaram numa divisão fronteiriça mais científica, mais apoiada em mapas, a mesma que persiste até hoje, dando-se a extinção do Couto. Foi determinado que as aldeias poderiam optar entre pertencerem ora a um ou outro país, e assim Soutelinho, Cambedo e Lamadarcos, chamadas de promíscuas (com população galega e portuguesa), decidiram-se por fazerem parte do nosso país, enquanto Rubiás, Santiago e Meaus, por Espanha. Estes três povos do concelho de Chaves situados junto a linha fronteiriça serviram de moeda de troca e passaram integralmente para Portugal. Eclesiasticamente, o Couto Misto esteve sempre dependente da diocese de Ourense.
Actualmente, a prosperidade do Couto é apenas uma recordação e as aldeias do lado de cá e do lado de lá da fronteira padecem do mesmo mal: a desertificação.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Pia do Urso (Batalha)
Contam os mais antigos que, no lugar de Pia do Urso, um curioso ritual se tornou lenda. Despreocupado com os olhares alheios, todos os dias um urso, cansado dos seus passeios peos caminhos acidentados da serra, aproveitava para se refrescar, numa pia de água fria, esculpida na pedra, pela mãe Natureza. A pia em questão, devidamente assinalada no local, apresenta um declive natural que facilitaria a este e a outros animais a ingestão do líquido, numa zona densamente arborizada.
O Ecoparque Sensorial da Pia do Urso é único no mundo e foi pensado especialmente para proporcionar novas experiências e sensações aos invisuais. Ao longo dos percursos, os sons, perfumes e formas despertam os sentidos para experiências mágicas e renovadoras. Inserido num cenário natural, absolutamente deslumbrante, aqui, todas as infra-estruturas foram preservadas, para manter a tradição. Desde as habitações, em que a pedra e a madeira se constituem como os principais materiais utilizados, até ao espaço natural que envolve o percurso sensorial compreendido por 6 Estações (Planetário, Ciclo da Água, Jurássica, Abstracta, Lúdica, Musical), contam-nos um pouco da história da região.
Outra lenda em redor da Pia do Urso aborda a existência, há alguns anos, de uma oliveira diferente das demais, em virtude desta apresentar a rama preta e ao longo da sua vida nunca ter produzido azeitona. A explicação para estes factos bizarros, apontavam os mais idosos, relacionava-se com a hipótese de, aquando da permanência naquele local dos exércitos franceses, a oliveira ter servido de esconderijo de armas, munições e pólvora.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
BTL 2010 Feira Internacional de Turismo (13 - 17 Janeiro) - FIL Lisboa
- Eu vou lá estar
A BTL tem crescido ao longo das várias edições e é sem dúvida o grande ponto de encontro do sector. Umas das grandes apostas deste ano é a área da Saúde e Bem-Estar como destino turístico, também por isso, a organização apresenta como novidade desta edição a BTL Termal e Spa´s (Pavilhão 2) e garante ainda que “estarão presentes as mais variadas áreas de cultura e lazer de todas as regiões do País”, ao longo de três pavilhões (ocupando 30.000 metros quadrados). As Regiões de Turismo de Porto e Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira, que representam pontos turísticos como o Douro, Serra da Estrela, Leiria e Fátima, Oeste, Alqueva, Alentejo e Alentejo Litoral, vão apresentar na BTL 2010 diversas ofertas em novos segmentos como o Enoturismo, Turismo Aventura, Turismo Gastronómico, Turismo Rural, Turismo de Saúde e Bem-Estar, Turismo Religioso, Turismo Náutico, entre outros.
Em 2008 foi criada a figura do Destino Convidado Nacional com o objectivo de fomentar a promoção turística de Portugal, apostando na visibilidade dos principais destinos nacionais. A presença destes destinos é tradicionalmente mais marcante, destacando-se a variedade de iniciativas: desde workshops temáticos, provas gastronómicas ou apresentações culturais. Pela primeira vez, Lisboa apresenta-se como destino convidado na BTL 2010, onde vai apresentar a oferta turística da cidade de Lisboa, Costa do Estoril, Mafra, Oeiras e Sintra. Recentemente distinguida com três prémios do World Travel Awards (Melhor Destino Europeu, Melhor Destino para City Breaks e Melhor Destino de Cruzeiros), Lisboa prepara-se para viver um ano de ouro enquanto destino turístico de eleição e, porque não, por arrastamento, o País.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Rio de Onor (Bragança)
Rio de Onor fica num vale luxuriante, com soutos verdejantes, recoberto de culturas hortícolas, em contraste óbvio com a aridez dos grandes planaltos circundantes, onde predominam os matos pobres abrangendo uma área considerável, incluída no perímetro do Parque Natural de Montesinho e protegida pelas imponentes Serras de Montesinho (a poente), Sanábria (a norte) e Guadramil (a nascente).
As habitações perfilam-se ao longo de duas ruas paralelas, de cada um dos lados do rio de Onor. Com as suas típicas casas de xisto, de paredes escuras, sem reboco e de aparelho miúdo, as aldeias desta freguesia preservam um carácter arcaico e rústico, “casando” perfeitamente com a belíssima paisagem natural. Rio de Onor é um caso emblemático, reforçado pela sua posição fronteiriça, com a homónima espanhola – Rihonor de Castilla – ali à distância de uns passos, separada apenas pelo rio (que não chega a ser obstáculo, pois é vencido por esplêndida ponte medieval de alvenaria e múltiplos arcos). A do lado espanhol chama-se Rihonor de Arriba ou Rihonor de Castilla, a do lado português Rionor de Abajo ou, oficialmente, Rio de Onor. Os habitantes chamam-lhe simplesmente al lugar, quando se exprimem no seu dialecto próprio - uma das muitas características ímpares da aldeia. O Rionorês é um dialecto muito antigo, baseado na velha língua leonesa, hoje fortemente influenciado pelas línguas ibéricas modernas e não muito diferente do guadramilês, praticamente esquecido, que era falado na aldeia vizinha.
Apesar dos documentos mais antigos que referem Rio de Onor datarem do tempo de Afonso III, presume-se a sua origem muito mais antiga, anterior à fundação da nacionalidade, tendo a aldeia sido cortada em duas quando se definiram fronteiras na região. A estreita relação existente entre os dois núcleos da aldeia - impensável no caso de povoações separadas, para mais pertencentes a reinos distintos e rivais - parece confirmar esta tese. Houve em Trás-os-Montes outras aldeias cortadas pela linha divisória dos dois países, mas apenas Rio de Onor chegou, assim, aos nossos dias. As tradições comunitárias ainda se conservam vivas, sob a forma da posse colectiva de alguns bens - os campos, os moinhos, os rebanhos - e pelo modo de administração rural, levada a cabo por dois mordomos, designados pelo conselho, assembleia que reúne representantes de todas as famílias, os vizinhos. Outrora os mordomos eram eleitos, mas actualmente existe um esquema de rotação cíclica, de modo a que todos possam exercer as funções. De salientar que a organização social da aldeia portuguesa se conservou mais ao jeito tradicional do que a da sua gémea castelhana.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Presépio vivo de Priscos (Braga)
Entre 25 de Dezembro e 9 de Janeiro, mais de 600 figurantes e trajes, 80 cenários e 30 mil metros quadrados de exposição formam o presépio vivo de Priscos que se diz o maior da Europa e quer ficar no Livro do Guinness. Nesta quarta edição espera-se dobrar os 41300 visitantes de há um ano.
O Presépio pretende recrear o ambiente que se vivia na altura do nascimento de Jesus Cristo, tendo, para o efeito, sido feita uma recolha de músicas, cheiros e sabores usados na época, para além da recriação de casas, lojas, praças e mercados. Os 60 cenários fazem referência às culturas egípcia, judaica e romana.
A parte da aldeia judaica evoca ofícios e espaços da Palestina há 2000 anos, com a sinagoga, lojas de panos, vidro, cestos, mel e olaria, entre outros. Há ainda gastronomia, danças e som da época.
A aldeia dos romanos tem áreas como casas, mercados, senado, palácio de Júlio César ou o acampamento . É uma história viva a ver para além do que se olha. Os ferreiros a forjarem e temperar o ferro, o sapateiro a concertar sandálias rompidas, os serradores que cortam lenha, os camponeses a organizarem as ferramentas de trabalho, a tecedeira no tear a jogar fios de lã, o oleiro a amassar o barro, a padeira a amassar a farinha, os pastores que cuidam dos seus rebanho, o rabino que canta salmos na sinagoga com outros sacerdotes, as vendedoras de sementes, legumes, plantas e peixe dão vida a outras vidas.
Foram utilizados materiais fabricados pelas empresas da região e a colaboração de inúmeras pessoas de variadas maneiras. Os visitantes também podem participar no Presépio como figurantes, para isso basta mandar um e-mail ou aparecer 30 minutos antes das sessões.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Garfe, Aldeia dos Presépios (Póvoa de Lanhoso)

Desde 2002 que a população dos diversos lugares de Garfe presenteia os visitantes com verdadeiras obras de arte, esmerando-se por aperfeiçoar cada presépio, que conjuga particularidades da vida do Minho e do campo com os motes tradicionais da celebração do Natal. Dinâmicos os estáticos, em miniaturas ou tamanho quase real, estes Presépios são verdadeiros conjuntos artísticos, realizados dos mais diversos materiais, que devolvem a bela tradição desta quadra e que encerram horas e horas de trabalho dos habitantes da freguesia.
A tradição conta já oito anos, sendo que, na primeira edição, participaram os lugares de Assento, Devesa, Carvalhinho, Costa, Moinhos, São Roque e Eiras, abraçando esta iniciativa que nasceu pelo desafio lançado pelo grupo de jovens “Chamas Vivas”.
Como nas edições anteriores, em cada Presépio haverá a celebração de uma eucaristia.
Pela primeira vez a freguesia conta com a ‘Loja dos Presépios’. Localizada no lugar de Salgueiros, no centro da freguesia, aquele espaço pretende funcionar como um posto de informação mas também como um local privilegiando para a divulgação dos produtos do concelho. Quem ali se deslocar poderá recolher folhetos informativos acerca dos presépios assim como adquirir produtos regionais. As compotas, o mel, a filigrana, a cestaria, e o vinho verde, são alguns dos produtos em exposição. Esta iniciativa resulta da parceria da Câmara Municipal com a Associação de Turismo da Póvoa de Lanhoso.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Terra dos Sonhos (Stª. Mª. da Feira) 05 - 27 Dezembro
A segunda edição da Terra dos Sonhos conta com novas atracções e áreas temáticas ligadas ao imaginário infantil onde as personagens dos livros e do cinema ganham vida própria.
Áreas temáticas como "Os Três Porquinhos construtores", "A Raínha da Neve", "O Gato das Botas" e a "Central de Distribuição de Cartas" onde as crianças entregam as suas cartas que depois de processadas seguem para a fábrica de brinquedos do Pai Natal, a "Branca de Neve e os Sete Anões", a "Vila dos Sonhos", o "Chá da Alice", juntam-se a outras já conhecidas da primeira edição.
Uma megacenário que conta com mais de 100 actores e figurantes, a grande maioria provenientes do concelho e que foram preparados pelas estruturas locais da organização. Ao entrar no portão da “Terra dos Sonhos” vai sentir de imediato, para além do espírito natalício, a magia dos contos de fada e das fábulas tão presentes na memória de todos. O brilho da neve, o encanto da luz e a alegria reinam aqui.
Porque continua a existir uma criança dentro de cada um de nós…
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
ÓBIDOS Vila Natal (28 Novembro - 3 Janeiro )
Pelo quarto ano consecutivo, Óbidos transforma-se na vila do Pai Natal. Um evento que mais uma vez reveste aquela vila de luz e fantasia, chamando até si toda a magia da época natalícia com um extenso programa de actividades para crianças e adultos.
Bem mais perto que a distante Lapónia, Óbidos enche-se de duendes, neve artificial, bonecos de neve, árvores de Natal, presentes, dança, teatro infantil, oficinas e exposições.
Visitar a casa do Pai Natal, voar no carrossel mágico, viajar em pequenas locomotivas, saltar nos insufláveis coloridos, patinar nas duas pistas de gelo ou escorregar nas rampas de trenó e esqui são outras das ofertas do certame.
Alojamento:
Óbidos é uma zona de preços proibitivos. Com este acontecimento, tudo piora. No entanto, encontrei esta pérola - um sossego brutal a um quilómetro da vila. Se fizer o "check-in" ao Domingo, o preço baixa consideravelmente tendo sempre direito a pequeno-almoço.
Se escolher este hotel, apanhar a auto-estrada (A 8) e tomar a saída de Gaeiras. Seguir na direcção de Óbidos.
sábado, 21 de novembro de 2009
Sea Life (Porto)
Situado junto à Praça Gonçalves Zarco, numa das zonas mais nobres da cidade, o SEA LIFE Porto é a escolha ideal para um dia de lazer e entretenimento, passado em família ou grupo de amigos.
Junte-se numa fascinante viagem de ambientes subaquáticos. Enquanto navega desde a nascente de água doce do Rio Douro até ao Atlântico, rumo aos mares tropicais, desde as praias de areias brancas e densas atá às profundezas mais escuras do oceano. Prepare-se para ser surpreendido por apontamentos como os socalcos das encostas do Douro, a histórica Ponte D. Luiz I, ou as tradicionais fachadas dos edifícios Ribeira.
O centro de entretenimento conta com 2.200 metros quadrados e que alberga 31 aquários diferentes, sendo que o maior deles, o aquário do oceano, tem uma capacidade de 500 mil litros de água, mede 10 metros de altura, nove de largura e tem mais de seis metros de profundidade. Um colector de 300 metros que passa por baixo da praia mais próxima, traz água salgada directamente do Atlântico.
São aproximadamente 5.800 criaturas marinhas e de água doce de cerca de 100 espécies diferentes. Espécies tropicais como o tubarão de recife de pontas pretas e o tubarão castanho, espécies europeias como o galhufo e o cação, além de estrelas-do-mar, medusas, cavalos marinhos, camarões, raias, polvos, peixes-palhaço, entre muitos outros.
Acessos:
Vindo de norte, seguir pela A28 direcção Porto. Sair para Matosinhos, seguindo pela direita a Circunvalação. Na marginal, rotunda à esquerda. Vindo de sul, seguir pela A1 direcção norte e sair para Matosinhos. Na Rotunda AEP, seguir pela esquerda pela Circunvalação e descer até à marginal. Rotunda à esquerda, junto ao Parque da Cidade.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
"Sexta-Feira 13" em Montalegre

Desde 2002 que a Câmara de Montalegre organiza as "Noites das Bruxas", que decorre em todas as "sextas-feiras 13", e já fazem parte integrante do calendário cultural da região. Recebidos por duendes, diabos, bruxas e outras assombrações, os visitantes passam uma louca aventura até chegarem ao Castelo. As bruxas saiem à rua, os dragões cospem fogo, as carroças voam e gigantescos pássaros assombram o céu. Pelas 20H00, o jantar "embruxado" é realizado pelos vários restaurantes aderentes, não só na vila de Montalegre como nas aldeias limítrofes.
Montalegre já há muito tempo que é a capital do misticismo e tem a sorte de poder contar com o Padre Fontes, um dos principais dinamizadores do Congresso de Medicina Popular em Vilar de Perdizes.
"Sapos e bruxos, mouchos e crujas, demonhos, trasgos e dianhos" são os primeiros a ser invocados pela ladainha do padre Fontes, que, depois de preparar a queimada com aguardente, limão e açúcar, a vai dar a beber a todos os presentes. Para quem acredita, a queimada pode livrar todos os males de embruxamentos, feitiços e maus-olhados. As queimadas também se faziam nas aldeias, nas noites frias de Inverno, para curar as pessoas dos resfriados, constipações e até de dores de garganta.
Devido ao mau tempo, a celebração da sexta-feira 13 realiza-se no Pavilhão Multiusos de Montalegre. Um espaço que está a ser preparado com todo o cuidado e que promete fortes surpresas. Depois das enchentes de Fevereiro e Março é esperada nova romaria até porque em 2010 só existe uma, agendada para Agosto.
PROGRAMA:
Durante a manhã - RTP1 (directo para o programa Praça D’Alegria)
15H00 - Desfile fantasmagórico (ruas de Montalegre) pelos alunos das escolas da vila de Montalegre
20H00 - Jantar infernal (pelos vários restaurantes do concelho)
23H00 - Espectáculo no pavilhão Multiusos de Montalegre
(Queimada esconjurada pelo Padre Fontes)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Anta de Pavia (Capela de São Dinis) - Mora

Foto de "Portuguese Eyes"
Classificada como "Monumento Nacional" em 1910, a "Anta de Pavia" foi erguida entre o IV milénio a. C. e o III milénio a. C de modo relativamente isolado numa planície de Mora, na aldeia de Pavia. Anta de grandes dimensões, da qual subsistem hoje apenas os sete esteios da câmara, de forma poligonal, com 4,5 metros de diâmetro e 3,3 metros de altura, coberta por uma grande laje. A anta foi transformada em capela de invocação a S. Dinis, possivelmente no início do século XVII - muito possivelmente com base no protótipo da Anta/Capela de S. Brissos, situada em Santiago do Escoural -, tendo sido acrescentado na entrada da câmara um alçado, onde se abre uma porta em arco, sobre a qual, uma discreta cornija suporta um frontão pouco destacado. Uma cruz eleva-se sobre o frontão sendo ladeada a norte por um pequeno campanário. Os espaços existentes entre os esteios foram preenchidos por argamassa. No interior da câmara, cujo piso se encontra lajeado, e em posição um pouco mais elevada, foi construído frente à porta um pequeno altar, revestido a azulejos. Sobre o altar, encontra-se uma pequena imagem que pretende representar S. Dinis.
A anta foi escavada por Virgílio Correia nos primeiros anos deste século, sendo o escasso espólio constituido por fragmentos de cerâmica, de placas de xisto, duas das quais inteiras, e objectos de pedra polida. Foram ainda identificados, no interior da câmara, pequenos nichos formados por lajes de pedra, o que leva a supor que esta estivesse compartimentada para conter unidades sepulcrais individualizadas ou enterramentos secundários.
Deste dolmen monumental, consagrado a templo cristão em época antiga mas desconhecida, anteriormente a 1625, data em que já existia com a designação de S. Dinis, sairam das escavações com destino ao Museu Arqueológico de Belém, várias peças de cerâmica e placas-ídolos de lousa e sentido iconográfico do paganismo.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Penedo Furado (Vila de Rei)

Foto de Patrícia Pires
Local de extraordinária beleza natural, é absolutamente imperdível a caminhada entre floresta e caminhos escavados na rocha pela ribeira da Isna, até às quedas de água das Bafureiras. O nome do local tem origem nas características do maciço rochoso com um corte natural na rocha. A praia, de águas represadas e pouco profundas, foi enriquecida por um areal artificial e um conjunto de infra-estruturas de apoio (Bar, Balneários, Parque de merendas, Jogos didácticos, etc.) sendo anualmente visitado por milhares de forasteiros, principalmente no Verão.
Dois miradouros com acesso directo à estrada, permitem a visão deste conjunto e a paisagem circundante.
O acesso faz-se a partir de Vila de Rei, tomando o novo traçado da EN 2 e seguindo até ao desvio para a povoação de Milreu que se atravessa em toda a sua extensão. Quando encontrar um entroncamento, deve virar à esquerda. 2000 m depois está no Penedo Furado (caminho assinalado).
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Casa de Santar (Nelas)
http://www.flickr.com/photos/magnacasta/sets/72157615652405408/show/
Da mais pura e nobre terra, nascem os vinhos que seduziram os deuses e deslumbraram os homens: os vinhos da CASA DE SANTAR.
Santar é uma das mais nobres freguesias das medievais da região de Viseu que conserva as casas de granito e os vetustos caminhos romanos. Trata-se de um importante centro vinhateiro da região do Dão.
A Casa de Santar, Solar do século XVII e XVIII, possui um vasto património arquitectónico baseado no estilo maneirista, barroco e neoclássico. Os seus jardins, considerados como dos mais belos da Beira Alta, apresentam-se sobre uma sequência de buxos que termina num lago do século XVIII. Centraliza as atenções, o chafariz com a data de 1790, denominado "Fonte dos Cavalos", onde estão portados os quatro cavaleiros trajados ao rigor do século XVII. Cada um destes cavaleiros representa cada uma das famílias, cujos nomes vingam o esplendor da Casa. Em frente à Casa, o "Chafariz da Carranca" impõe-se como Brasão de Armas da Casa. As imponentes adegas integram-se admiravelmente no conjunto arquitectónico da propriedade. Estas construídas em granito, com os seus frescos de azulejos históricos, abrigam, num ambiente do passado, as mais modernas e avançadas tecnologias.
Na varanda da sala de provas, sempre que o tempo o permita, provam-se os vinhos da casa de diferentes épocas, com especial destaque para o Vinho Tinto Casa de Santar, em companhia dos veados que se passeiam pacatamente pelo parque. Na continuação da adega, em harmonia uniformidade paisagística, seguem-se as afamadas vinhas da propriedade entre pinhais e soutos verdejantes.
Da mais pura e nobre terra, nascem os vinhos que seduziram os deuses e deslumbraram os homens: os vinhos da CASA DE SANTAR.
Santar é uma das mais nobres freguesias das medievais da região de Viseu que conserva as casas de granito e os vetustos caminhos romanos. Trata-se de um importante centro vinhateiro da região do Dão.
A Casa de Santar, Solar do século XVII e XVIII, possui um vasto património arquitectónico baseado no estilo maneirista, barroco e neoclássico. Os seus jardins, considerados como dos mais belos da Beira Alta, apresentam-se sobre uma sequência de buxos que termina num lago do século XVIII. Centraliza as atenções, o chafariz com a data de 1790, denominado "Fonte dos Cavalos", onde estão portados os quatro cavaleiros trajados ao rigor do século XVII. Cada um destes cavaleiros representa cada uma das famílias, cujos nomes vingam o esplendor da Casa. Em frente à Casa, o "Chafariz da Carranca" impõe-se como Brasão de Armas da Casa. As imponentes adegas integram-se admiravelmente no conjunto arquitectónico da propriedade. Estas construídas em granito, com os seus frescos de azulejos históricos, abrigam, num ambiente do passado, as mais modernas e avançadas tecnologias.
Na varanda da sala de provas, sempre que o tempo o permita, provam-se os vinhos da casa de diferentes épocas, com especial destaque para o Vinho Tinto Casa de Santar, em companhia dos veados que se passeiam pacatamente pelo parque. Na continuação da adega, em harmonia uniformidade paisagística, seguem-se as afamadas vinhas da propriedade entre pinhais e soutos verdejantes.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Aldeia de Pontido (Fafe)
Rodeada por um intenso verde, a Aldeia do Pontido é constituída por cinco casas, distribuídas pelas margens do rio Vizela e reconstruídas com todo o respeito pela traça original e pelos materiais tradicionalmente utilizados nas aldeias rurais do Minho. No interior, a decoração faz-se de uma simbiose perfeita entre os materiais mais rústicos e as peças contemporâneas, o que proporciona um ambiente particularmente acolhedor. Para além das casas, foram também recuperados o moinho e o pisão da aldeia, pelo que poderá conhecer as técnicas ancestrais de aproveitamento da energia da água para a moagem dos cereais e a pisa da lã.
A proximidade à barragem da Queimadela e as várias praias fluviais garantem ainda que não faltará o que fazer aos mais activos, sem esquecer o entorno paisagístico que convida a caminhadas em intensa comunhão com a natureza.
Mas se a preguiça for o objectivo desta visita, pode mesmo contar com o "nada fazer" já que a aldeia integra também um restaurante onde são preparados os irresistíveis sabores minhotos.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Quinta da Aveleda (Penafiel)
Entrar na Quinta da Aveleda é muito mais do que entrar no fascinante mundo dos vinhos. É embocar numa história com mais de quatro séculos de vida, é conhecer os projectos de várias gerações de uma mesma família, é entender a terra e a natureza. É surpreendente em vários aspectos. Pelo exotismo da flora, pelo peculiar conjunto arquitectónico, pelos cuidadosos detalhes que enriquecem o percurso, pela história da família Guedes, proprietária, desde há vários séculos, da mundialmente conhecida marca de vinhos verdes.
Remontam a 1671 as primeiras construções na Quinta da Aveleda, nomeadamente a capela, anexa à casa principal. Foi igualmente no século XVII que os Guedes se tornam senhores da propriedade. Mas foi no séc. XIX, com Manoel Pedro Guedes – antigo deputado, visionário, romântico, exilado voluntariamente em Penafiel – que o espaço ganhou consideráveis dimensões.
A Quinta propõe aos visitantes um percurso pelas ruas e alamedas da propriedade, sinalizado num mapa distribuído na recepção. Logo no início do percurso, surge a Casa do Guarda de Cima, junto a uma das entradas de serviço, uma construção semelhante à tentação de chocolate do conto infantil de Hansel e Gretel. É uma das várias follies, devaneios arquitectónicos sem funcionalidade específica, espalhadas pela propriedade. Poucos passos à frente, no Lago dos Cisnes, outro ex-líbris da propriedade: a Janela Manuelina, resgatada da casa onde nasceu o Infante D. Henrique e donde se diz ter sido aclamado rei D. João IV. E, noutra pequena ilha, a Casinha de Chá, de estilo vitoriano, onde as crianças se divertem a recriar histórias dos livros de aventuras. Cobras, sapos, tartarugas e águias de louça, presos no tecto, compõem o cenário. Não só de vinhos verdes é feita a fama da Aveleda. No edifício da Adega Velha, repousam as barricas de carvalho francês, onde se guarda a aguardente com o mesmo nome.
Penafiel vai converter-se, durante quatro dias, na localidade de Saramago por excelência. Não tropeçar em referências ao único Nobel da Literatura de língua portuguesa vai ser uma tarefa condenada ao insucesso, tão evidentes são as marcas da sua obra espalhadas por Penafiel.
O objectivo do festival, Escritaria 2009, iniciativa destinada a explorar a memória dos escritores nacionais mais relevantes, ainda entre nós, passa por "contaminar a cidade com aforismos, frases soltas, referências históricas, cosmogonias literárias, imagens e obras plásticas que remetam para o peculiar universo de José Saramago".
Do ambicioso programa do Escritaria fazem parte não apenas os habituais colóquios, em que participam figuras como o cineasta brasileiro Fernando Meirelles, o arquitecto espanhol José Joaquín Parra e os escritores Laura Restrepo e Miguel Real, ou o lançamento mundial do novo romance do autor, "Caim", mas também iniciativas que visam aproximar a comunidade local do autor. Os exemplos deste esforço de dessacralização são tão abundantes que o palco mais frequente das iniciativas não é nenhum auditório, mas sim as ruas e praças penafidelenses. Além de frases do autor pintadas na estrada e de cartazes em forma de 'post-it' contendo frases emblemáticas da sua obra, o Escritaria vai apresentar insólitos "bancos que narram", em que, graças a dispositivos sonoros, vulgares assentos vão reproduzir gravações de excertos saramaguianos.
Entre 15 e 18 de Outubro.
Para ouvir:
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1391490
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Museu Luso-Hebraico (Tomar)


Foto de Carlos Silva
Julga-se ter sido construído entre 1430-1460 por ordem do Infante D. Henrique, constituido o melhor e o mais antigo exemplar arquitectónico da cultura judaica que possuimos no nosso território. Possui uma planta regular, centrada em quatro colunas de pedra que simbolizam as matriarcas Sara, Rebeca, Lia e Raquel. A ausência de decoração contrasta fortemente com os monumentos cristãos, sendo as suas paredes apenas ornamentadas com algumas das peças do núcleo museológico e o tecto abobado sem qualquer tipo de ornamentação. Um dos aspectos curiosos deste espaço é a sua instalação sonora: quantro ânforas, uma em cada canto superior da sala, asseguram uma acústica muito eficaz.
Com a expulsão dos Judeus de Portugal em 1496, a sinagoga foi fechada e foi utilizado como armazém, estábulo e residência, até que foi adquirida em 1920 pelo Dr. Samuel Schwarz, que a doou ao Estado, na condição de que fosse aí instalado o Museu Luso-Hebraico. No início do século XIX, é reconhecido como Monumento Nacional.
Morada: Rua Dr Joaquim Jacinto, 73 (antiga Rua da Judiciária)
Horário: Outubro / Junho: 10h00 - 13h00 / 14h00 - 18h00 (todos os dias)
Julho / Setembro: 10h00 - 13h00 / 14h00 - 19h00 (todos os dias)
Fechado: 25 Dezembro, 1 Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 Maio
Entrada gratuita
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