terça-feira, 31 de março de 2009

Mosteiro de Leça do Balio (Matosinhos)


Classificado como monumento nacional, este imóvel medieval é considerado um dos melhores exemplares arquitectónicos existentes no país, de transição do estilo românico para o gótico. Com origem anterior ao séc. X, foi posteriormente (séc. XII) a primeira casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta em Portugal. Da construção românica resta apenas, nas traseiras da igreja, uma ala incompleta do claustro, um portal e uma janela com decoração vegetalista. Foi reedificado no séc. XIV, segundo o modelo das igrejas fortaleza. A fachada principal de estilo gótico, com ampla rosácea radiada e rematada por uma cruz da Ordem de Malta, possui torre de menagem de traça românica, coroada de ameias. No interior, dividido em três naves, podemos admirar a capela-mor com abóbada de nervuras, a capela de Nossa Senhora do Rosário ou do Ferro e os túmulos de vários cavaleiros e frades, destacando-se a arca tumular de Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem, com estátua jacente da autoria de Diogo Pires, o Moço, bem como a pia baptismal, cuja base é decorada por animais exóticos. No exterior, o Cruzeiro é também da autoria do mesmo mestre coimbrão. Foi neste Mosteiro que o rei D. Fernando casou com D. Leonor de Teles

domingo, 29 de março de 2009

Igreja de Castro de Avelãs (Bragança)


O nome do pequeno povoado de Castro de Avelãs, 3 Km a oeste de Bragança, está intimamente relacionado com o Mosteiro beneditino de São Salvador, referenciado, pelas gentes, como Mosteiro ou Igreja de Castro de Avelãs.
Localizado, na margem esquerda de um pequeno rio, num extenso vale e terra fértil e água abundante foi crescendo sob a protecção de D. Afonso Henriques. As primeiras referências escritas ao monumento datam, pelo menos, de “29 de Julho de 1145”. A data da sua fundação continua pouco clara e o ano de 667 tem aparecido como data hipotética. Da glória do passado apenas resta a cabeceira da Igreja datada da primeira metade do século XIII, um dos poucos vestígios que teimam em resistir à negligência e ao desgaste natural do tempo.
Conserva traça românica onde se cruzam elementos barrocos. A cabeceira apresenta características raras em Portugal: totalmente revestida a tijolo, em estilo românico-mudéjar, rematado por fiadas em ziguezague.

sábado, 28 de março de 2009

Castanheiro de Lagarelhos (Vinhais)



Em pleno Nordeste Transmontano, na Aldeia de Lagarelhos, freguesia de Vilar de Ossos, Vinhais, encontra-se um dos castanheiros com maior perímetro de Portugal.
Está classificado desde o ano 2000 como Árvore de Interesse Público. Tem uma copa com mais de 17 metros de diâmetro e o seu tronco à altura do peito (i.e. a 1,30m de altura), tem um perímetro de 12,80m. Impressionantemente, apesar da idade, continua a produzir bastantes castanhas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Penha Garcia (Idanha-a-Nova)


Considerado por muitos o "presépio" da Beira, Penha Garcia situa-se na encosta da Serra com o mesmo nome, ramificação da Serra da Malcata e na margem direita do rio Pônsul.
Trata-se de uma povoação muito antiga, com povoamento neolítico, foi castro Lusitano e povoação Romana. Depois da Reconquista, D. Afonso III atribui-lhe foral e doa Penha Garcia à Ordem de Santiago para que esta efectuasse a fortificação da zona. Tal não veio a acontecer e D. Dinis retira-se dessa ordem a favor da Ordem do Templo e posteriormente, para a Ordem de Cristo. Foi couto do reino e de homiziados, até ao séc. XVIII e sede de concelho até 6 de Novembro de 1836.
Do castelo, edificado pelos Templários sobre o castro romano, restam fragmentos de muralhas em bom estado de conservação. A partir daqui, desfruta-se de uma vista sobre toda a campina Raiana, barragem e Vale Feitoso, que de certo jamais esquecerá.
As ruas labirínticas compostas por pequenas casas de xisto e de gorrão estão cobertas de flores. O Pelourinho do reinado de D. Sebastião, o canhão que jaz à soleira da porta, a Igreja Matriz que guarda no seu interior uma verdadeira jóia - a imagem de Nossa Senhora do Leite (de 1469) esculpida em calcário de ançã, o esplêndido pão caseiro e os bolos de azeite (bicas), são outros dos atractivos desta bonita freguesia.
As fragas da Serra de Penha Garcia são um verdadeiro oásis para os paleontologistas, geólogos e apaixonados da natureza pois, facilmente encontramos inúmeros fósseis marinhos. A água da barragem de Penha Garcia é de excelente qualidade e é uma das que abastece todo o concelho.

sábado, 21 de março de 2009

Ribeira da Foupana (Alcoutim)


A Ribeira da Foupana, insere-se na unidade de paisagem Rio Guadiana e Ribeiras adjacentes. Nesta linha de água de excepcional valor cénico paisagístico, pode-se observar um vale aberto, com várias curvas que a Ribeira descreveu para continuar o seu curso natural até à foz. Divide o Concelho de Alcoutim do Concelho de Castro Marim e é um dos principais afluentes do Rio Guadiana. Em tempos, as margens da Ribeira foram muito aproveitadas para a edificação de azenhas, uma vez que era necessário transformar os cereais em farinha. Um Algarve desertificado, menos conhecido e muito mais sossegado.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Fortaleza de Juromenha (Alandroal)


D. Dinis elevou Juromenha a vila e tornou-a sede de concelho. As muralhas de taipa do período islâmico foram reforçadas com a construção de 17 torres quadrangulares, possuindo a de menagem de 45 metros de altura. Os casamentos de Afonso IV de Portugal com Beatriz de Castela e de Afonso XI de Castela e Maria de Portugal aqui se realizaram. Parte do castelo foi destruída em 1659 em consequência de uma explosão do paiol. Em 1662, João de Áustria, toma a praça, vitória tornada inútil pelos sucessos das armas portuguesas nas batalhas de Ameixial, 1663, e Montes Claros, 1665. Aos nossos dias chegaram troços das muralhas dos séculos XIII e XVII, ruínas dos Paços do Concelho, da Casa do Governador, e da torre de menagem. Barbacãs medievas, baluartes seiscentistas, fossos, guaritas e canhoneiras continuam a dominar a margem direita do Guadiana, agora muito engrossado pelo enchimento da barragem de Alqueva.
A Câmara de Alandroal vai avançar, em parceria com privados, com uma iniciativa que contempla a recuperação da fortaleza e vai criar infra-estruturas para acolher turistas, num investimento de 20 milhões de euros que abrange a construção de uma pousada, restaurante panorâmico com instalações para acolher congressos, posto de turismo, lojas e 71 habitações de turismo em espaço rural.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Solar de Mateus (Vila Real)


O Palácio de Mateus é uma casa solarenga de grande elegância e uma das maiores expressões da arquitectura civil do Barroco nortenho, possuindo ainda belos jardins e extensas propriedades vinículas circundantes.
Data de 1619 a sua construção original, mas o palácio actual está ligado à pessoa de António José Botelho Mourão, seu proprietário em 1721, sabendo-se por documentação coeva que o renovado palácio foi concluído em 1750 pelo seu filho, D. Luís António Mourão.
Robert Smith atribuiu ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni a responsabilidade pelo projecto do Solar de Mateus. De acordo ainda com este historiador de arte, Nasoni terá remodelado um palácio já construído, pois as compridas e planas alas configuram-se de modo diferente face à exuberância do pátio da entrada.
O edifício é constituído por três corpos, sendo o central recuado. A fachada principal apresenta grandes janelas com frontões triangulares simples e outros ondulados e interrompidos por concheado. Num dinâmico jogo barroco, o arquitecto recorre ao contraste entre superfícies côncavas e convexas, com formas ascendentes e descendentes, balaustrada convergente e divergente. As linhas túrgidas horizontais são interrompidas por um coroamento de estátuas de vulto perfeito e pináculos, acentuando as linhas verticais do conjunto. Exuberância e requinte dos pormenores esculpidos, combinando com a artificiosa e engenhosa escadaria dupla, compõem o conjunto nobre da fachada solarenga.
A entrada dá acesso a uma sala central, daí divergindo para os quartos e demais dependências do solar. Os seus interiores, dispostos de modo a proporcionar maior privacidade, apresentam excepcionais tectos forrados por painéis trapezoidais em madeira. De grande qualidade é o mobiliário que decora os vários compartimentos da casa.
Os jardins, delineados com verdejante buxo e pontuados por canteiros florais, estão magnificamente arranjados, proporcionando a série de terraços adjacentes agradável visão sobre os vinhedos em redor.

terça-feira, 17 de março de 2009

Santuário N. Srª do Cabo Espichel (Sesimbra)


Situado num penedo, desde o séc. XV, data da sua construção, o local era rodeado por casas para os romeiros, em volta da Ermida da Memória. Devido à grande afluência de peregrinos foi sofrendo obras de ampliação. O santuário de cunho arquitectónico regional setecentista, forma um monumental conjunto constituído pelo alinhamento de dois corpos de hospedarias, que enquadram a igreja, de aspecto sóbrio. Na decoração do interior é visível a utilização de mármores da Arrábida e madeira do Brasil.

domingo, 15 de março de 2009

Portas de Ródão (Vila Velha de Ródão / Nisa)



As Portas de Ródão, onde o Tejo, o mais importante rio da Península Ibérica, corre entrincheirado, submisso, entre gigantes quartzíticos pré-históricos, servem de habitat para a maior colónia de grifos do país, são um local privilegiado para a investigação de fauna e avifauna, onde podem ser observadas 116 espécies de aves, muitas delas consideradas em vias de extinção e algumas raras, das quais se destacam a cegonha-preta, milhafre real, abutre-preto, águia perdigueira, narceja, bufo-real, ferreirinha-serrana e papa-moscas.
Como se trata de uma zona com baixa densidade populacional, nas portas de Ródão é ainda possível observar animais selvagens, como o javali, o veado, a raposa, o ginete, a lebre, o coelho, o saca-rabos, o gato bravo e as lontras. Quanto aos peixes também são diversas as espécies que predominam, destacando-se o Barbo, a Boga, a Carpa, Lúcio, Achigã, Enguia, Perca, Tença, Lagostim, o Sável e o Bordalo.
O acesso para este monumento natural é feito pela A 23 com saída em Vila Velha de Ródão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Drave (Arouca)


Drave é uma típica aldeia localizada entre as Serras da Freita e de São Macário, de meia encosta, dominante sobre três pequenos cursos de água (rio de Palhais e ribeiros da Bouça e do Ribeirinho) e preservada patrimonialmente pelo isolamento a que foi votada durante séculos. Cerca de vinte casas, a maioria já arruinada, dispõem-se ao longo de uma vertente da encosta, formando um núcleo de povoamento escalonado, comunicante por apertadas ruas de traçado sinuoso. Numa plataforma artificial, sensivelmente a meio da aldeia, sobressai o único edifício caiado, a capela, que é de modestas proporções, de nave única com capela-mor inscrita e um só registo, sendo a fachada principal dominada pelo portal axial, terminando em empena triangular. Rodeado de altos montes, Drave é um lugar mítico. A visão que do estradão se tem do povoado lá no fundo, é surpreendente.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Palácio da Brejoeira (Monção)


Considerado um dos mais imponentes solares do Norte do país, o palácio da Brejoeira beneficia, ainda, da mata e jardins envolventes, que lhe conferem um estatuto singular no campo da arquitectura civil portuguesa. Edificado no início do século XIX e concluído, ainda que parcialmente em relação ao projecto inicial, apenas 28 anos mais tarde, este imóvel reveste-se de especial importância por representar "o encontro entre dois estilos - o barroco e o neoclássico"
Actualmente, é nos seus terrenos agrícolas que se cultiva a casta nobre "Alvarinho", responsável pela produção de um dos mais importantes vinhos verdes da região.

domingo, 8 de março de 2009

Pedra da Cabeleira N. Srª. (V. N. de Foz Côa)



No Lugar dos Tambores, próximo da aldeia de Chãs, ergue-se uma enorme pedra granítica onde se assiste à celebração do Equinócio - a única altura do ano em que o Sol ilumina a Terra de igual forma no hemisfério Norte e no hemisfério Sul. Uma espécie de calendário solar celebrado em rituais ancestrais, cheios de misticismo e beleza.
O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar.
Este rochoso planalto situa-se sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Percurso de Salreu e Canelas (Estarreja)


Esta paisagem lagunar, com extensos arrozais e caniçais, é pontilhada por asas de cegonhas-brancas e de garças. Está integrada na ZPE (Zona Protecção Especial) da ria de Aveiro, tem o estauto de IBA (Important Bird Area) pela Birdlife International e pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
O “Percurso de Salreu” atravessa áreas designadas por sapal e paul, bem como terrenos de cultivo, de enorme beleza. É de natureza circular, tendo o seu início e término junto ao antigo porto de Salreu, na boca do Esteiro com o mesmo nome.
Com uma extensão aproximada de 8,5 km, que podem ser realizados a pé ou de bicicleta, todo este percurso é acompanhado por placas ilustradas com informações sobre os ecossistemas, as espécies animais e vegetais, os seus costumes, bem como a melhor forma de os observar.
Ao percorrê-lo poderá apreciar alguns dos mistérios da vida selvagem, tendo apenas, para isso, que prestar alguma atenção. Repare nos detalhes mais subtis, escute o distante canto do rouxinol, ouça o restolhar entre as ervas, observe imponentes mamíferos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vouzela


As raízes históricas de Vouzela remontam ao séc. XV. Em 13 de Maio de 1436 o rei D. Duarte instituiu o concelho de Vouzela ou Lafões, composto por 44 freguesias e 13 coutos. Durante alguns séculos, esta divisão administrativa prevaleceu sem grandes alterações, até que em 1834 se passou a repartir o antigo concelho de Lafões em dois concelhos separados pelo Vouga, ficando as freguesias da margem esquerda deste rio a pertencer ao concelho de S. Pedro do Sul.
De origem muito remota, como atestam os inúmeros monumentos megalíticos, o concelho de Vouzela é um autêntico manual de história, onde cada canto conta um pouco do passado, do que foi e é o Homem como essência.
O património natural do concelho é enriquecido pela Reserva Botânica de Cambarinho,
onde floresce a maior concentração maciça de Loendros do país.

terça-feira, 3 de março de 2009

Serra do Caramulo (Tondela)


Fronteira natural entre as Beiras Litoral e Alta, a Serra do Caramulo tem muito para oferecer a quem se queira aventurar por estas serranias, onde se impõem os amontoados graníticos. Prados, bosques e cursos de água cristalina completam o cenário desta relíquia da natureza. Desde o cimo da serra avistam-se paisagens deslumbrantes e descobrem-se recantos escondidos, que devem ser preservados.
Contrastando com o triste cenário de muitos rios portugueses, ainda é possível encontrar cursos de águas revoltas e cristalinas que deslizam pelas encostas da serra. Rios como o Couto, o Alfusqueiro e o Alcofra permitem a sobrevivência de espécies de habitats ribeirinhos como a lontra, o melro-de-água e a toupeira-de-água.
Ao longo dos vales encontramos magníficos bosques de carvalhos, castanheiros e vidoeiros.
Uma pitoresca estrada leva-nos ao alto do Caramulinho, com 1075 metros, de onde se avistam as serras da Estrela, da Lapa e do Montemuro, a Ria de Aveiro e até o mar.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Jardim Oudinot (Gafanha da Nazaré - Ílhavo)


Mesmo junto a um dos braços da ria de Aveiro, perto do cais de embarque do ferry-boat, o Jardim Oudinot transformou-se no último ano no maior parque de lazer à beira-ria. Um ancoradouro de recreio, circuitos pedonais e cicláveis transformam esta zona, perto do porto de Aveiro, na mais recente coqueluche da cidade de Ílhavo, a que se junta uma pequena praia, conhecida como a Praia dos Tesos.
A grande aposta foi o corte de circulação automóvel dentro do perímetro do parque e que tem atraído muitas pessoas para agradáveis passeios nesta zona, em especial aos fins-de-semana, mesmo agora que o Verão já se foi.
Na verdade, este espaço tornou-se num dos locais mais concorridos da Gafanha da Nazaré e continua a ser apetecível para a realização de piqueniques, quer de grandes grupos que andam em passeio pela região, quer de famílias que aproveitam a zona relvada para descansar enquanto as crianças podem brincar até à exaustão no parque infantil.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Penedo do Lexim (Mafra)



A chaminé vulcânica do Penedo do Lexim foi escolhida como espaço habitacional durante milénios, constituindo um dos mais significativos sítios arqueológicos do Município de Mafra. Neste local encontram-se registadas fases de ocupação de diversos períodos cronológicos, desde o Neolítico (4000 antes de Cristo) até à época Romana.
Há cerca de 5000 anos, no Penedo do Lexim, instalou-se um grupo de pastores e agricultores que deixaram significativos vestígios da sua ocupação: artefactos do quotidiano, áreas habitacionais, estruturas defensivas.
Este “castelo natural” rodeado de penedos foi fortificado com muralhas, constituindo-se como um exemplo das primeiras arquitecturas defensivas que surgem no 3.º milénio a.C. em toda a Península Ibérica.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Castelo de Monforte (Chaves)



O castelo de Monforte de Águas Frias, situada numa das escarpas da serra do Brunheiro, supõe-se ter começado a ser edificado, no reinado de D. Afonso III, ou terá sido durante este reinado que se iniciaram as reformas que lhe deram a actual configuração, aproveitando uma fortificação mais antiga.
As obras prolongaram-se até ao reinado de D. Dinis, concluindo-se em 1312, sendo desta data a Torre de Menagem. No século XV, o castelo voltou a beneficiar de obras, nomeadamente da construção de um fosso.
Outras obras tiveram lugar em consequência da Guerra da Restauração da Independência portuguesa, tendo em vista a sua modernização para o uso de artilharia.
Classificado como Monumento Nacional, beneficiou de intervenções com vista à consolidação e recuperação das estruturas, construídas em granito, que resistiram ao abandono e ao tempo.
Esta fortificação domina a paisagem com a sua torre quadrangular, dividida interiormente em três pavimentos, existindo no inferior uma cisterna e o piso intermédio é acedido através de uma porta que se abre para as muralhas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Conjunto românico da Bobadela (Oliveira do Hospital)


A presente classificação reporta-se aos vestígios da antiga cidade romana, da qual chegou até aos nossos dias um arco de volta perfeita, eventualmente utilizado como entrada do forum. Tanto este elemento arquitectónico, como a presença de outros artefactos - de entre os quais merecerão especial relevo as lápides encontradas - parecem apontar para a relevância assumida por este povoamento durante o período da ocupação romana do actual território português, como atestará a seguinte incrição: Civitas Splendidissima.
Esta importância será, na verdade, melhor compreendida se recordarmos o papel jurisdicional e económico desempenhado por esta zona no tempo de Augusto, designadamente enquanto centro administrativo, ademais atestado pela presença de outras estações arqueológicas nas imediações. Factos estes, que poderão ser reforçados pela existência de um troço de via romana que ligaria Bobadela a Santarém, passando por Tomar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Aldeia de Couce (Valongo)


Partilhadas por três concelhos, as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal têm uma extensão de 2533 hectares, 800 dos quais estão localizados no concelho de Valongo. Gondomar e Paredes partilham o restante território.
A pequena aldeia de Couce, situada no concelho de Valongo, junto da Serra de Santa Justa, mantém os traços originais das habitações, o que lhe confere o carácter pitoresco pelo qual é conhecida e destacada por todos os que a visitam.
A mudança necessária à qualidade de vida das poucas famílias que ainda ali habitam foi iniciada em 2007 com os trabalhos de requalificação levados a cabo pela Câmara Municipal de Valongo. Foi construído um "Corredor Ecológico" que liga a aldeia ao centro da cidade de Valongo, permitindo percorrer de forma pedonal cerca de 10 quilómetros. Da empreitada fez também parte a construção do estradão de acesso ao aglomerado. A acessibilidade à aldeia era um dos problemas de Couce, uma vez que a estrada era em terra batida, dificultando muito a circulação automóvel que se agravava em dias de chuva. Os caminhos da pequena aldeia foram repavimentados com calçada à antiga portuguesa. Para a recuperação completa de Couce ficou a faltar a requalificação das próprias habitações, que já foi alvo de uma candidatura há cerca de quatro anos.
Estes hectares em Valongo foram classificados como Sítio da Rede Natura 2000 e neles podem ser relevantes espécies de fauna e flora, designadamente nove espécies de animais, como o morcego-de-ferradura-grande ou o morcego-de-peluche

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval de LAZARIM



O Carnaval de Lazarim, no concelho de Lamego, é sem dúvida dos mais genuínos carnavais portugueses, mantendo bem vivas tradições ancestrais que perduraram ao longo dos tempos. Máscaras carrancudas de madeira, esculpidas por artesãos da aldeia, são nesta época festiva utilizadas por jovens de ambos os sexos - os caretos e as senhorinhas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Barcelos


Barcelos é, por si só, um cartaz turístico de Portugal, conhecido pelo famoso galo de barro, ex-libris do concelho e símbolo turístico do nosso país. É graças a esta imagem cada vez mais proactiva do artesanato barcelense, à qual se aliam a monumentalidade da cidade, a beleza paisagística do concelho, a gastronomia, as festas, feiras e romarias, que todos os anos chegam à cidade do Cávado milhares de visitantes, oriundos de todo o país e do estrangeiro
No entanto, a mais importante manifestação popular é, sem dúvida, a Festa das Cruzes. Realizada no início do mês de Maio, é a primeira grande romaria do Minho e o evento que mais estrangeiros atrai à cidade
Por entre os muitos e belos monumentos, sobressaem as inúmeras paisagens verdes típicas da região Minho. O Rio Cávado atravessa o concelho e a cidade, sendo considerado o ex-libris natural de Barcelos, e ao qual se deve a atribuição da designação “Princesa do Cávado”.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Porto


"Tanto como cidade como realização humana, o Centro Histórico do Porto constitui uma obra-prima do génio criativo do homem. Interesses militares, comerciais, agrícolas e demográficos convergiram neste local para abrigar uma população capaz de edificar a cidade. O resultado é uma obra de arte altamente estética e única no seu género. Trata-se de um trabalho colectivo, que não resulta de uma obra de um só período, mas de contribuições sucessivas."

O Porto Património Mundial, estende-se por Quatro freguesias da Cidade. São elas as freguesias da Sé, de Miragaia, de S. Nicolau e da Vitória.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Igreja Mosteiro São Pedro das Águias (Tabuaço)


Do antigo mosteiro de São Pedro das Águias
restou a sua igreja, pequeno templo de nave
única e cabeceira rectangular, escondido numa
alta falésia sobranceira ao Távora e protegido a
ocidente por uma parede rochosa, guardado
assim dos olhares de quem passa em
Granjinha, a aldeia mais próxima, bem como da
curiosidade daqueles que o tentam vislumbrar a
partir do rio. Poderá causar espanto esta opção
pela invisibilidade, mas os motivos por trás de
uma tal localização explicam-se pela
necessidade de segurança. A construção da
igreja é atribuída aos cavaleiros D. Tedon e D.
Rausendo que, cerca de 991, teriam decidido ali
fundar um mosteiro para abrigar alguns
eremitas que haviam fugido de territórios
dominados pelos muçulmanos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Água d'Alta (Orvalho - Oleiros)



Junto à Cabeça Murada, num vale cortado pelo afloramento xistoso da Serra do Moradal, surgem um conjunto de cascatas que vencem um desnível de 50 m. A maior delas cai na vertical de uma altura de 15 m. É particularmente interessante no inverno, pois é nessa altura que o seu caudal é maior.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Casa de Vila Boa de Quires (Marco de Canaveses)


Também conhecida como Casa dos Porto Carreira ou como Casa das Obras, este conjunto foi edificado em 1734 por António de Vasconcelos de Carvalho e Menezes. A pessoa responsável pela obra, um arquitecto espanhol, morreu precocemente antes de deixar a obra concluída, daí o seu estado actual. É um importante exemplar da arquitectura barroca, sendo de destacar as paredes da fachada que são de uma espessura invulgar, a fachada em granito com grande profusão decorativa e porta muito trabalhada. (Imóvel de Interesse Público)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Serra da Aboboreira


A Serra da Aboboreira, um contraforte granítico implantado no extremo ocidental do maciço montanhoso Marão/Alvão, está localizada no extremo noroeste do distrito do Porto. Distribui-se pelos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses.
Não é muito acidentada, estendendo-se por longos planaltos (designados por «chãs»), e eleva-se até uma altitude de 1 000 metros, sendo de destacar, pela sua importância, três pontos: o da Abogalheira, com 962 metros; o de Meninas, com 970 e o da Senhora da Guia com 972 metros.
Os primeiros vestígios de ocupaçao humana detectados na Serra da Aboboreira datam de 4500 anos ACNeolítico. A ocupaçao do planalto superior da Serra estende-se até à a Idade do Bronze(2 500 a.C.). De todos os tumulos inventariados destaca-se o dólmen de Chão de Parada 1, Monumento Nacional desde 1910.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Serra de Arga


Cerca de 4 500 hectares (o que corresponde a 4 500 campos de futebol) da Serra d’ Arga fazem parte da Rede Europeia Natura 2000. Esta Serra encontra-se em território de quatro concelhos: Caminha, Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
A Serra d'Arga é uma elevação de Portugal Continental, erguendo-se a 825 metros de altitude (Alto do Espinheiro). Situa-se no Alto Minho, no sistema montanhoso da Peneda-Gerês.
Assim como a maioria das montanhas e serras do Norte de Portugal, a Serra d'Arga tem origem em afloramentos graníticos, sendo que todas as rochas existentes são derivadas directa ou indirectamente desta rocha magmática plutónica.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Serra das Meadas (Lamego)


A serra fica sobranceira à cidade de Lamego, de N. a Poente. De Lamego para NE, através do vale do Balsemão e do Varosa, avista-se até Vila Real e serranias do Alvão e Padrela.

Parque Biológico

Com uma área de cerca de 50 hectares, o Parque Biológico da Serra das Meadas, em Lamego, tem objectivos didácticos e de preservação da natureza.
Aberto ao público em 2001, o Parque Biológico da Serra das Meadas, a cerca de sete quilómetros de Lamego, foi criado com apoio comunitário, tendo a Câmara de Lamego como objectivos, reservar uma área florestal para fins didácticos, científicos e de lazer.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lugar dos Afectos (Eixo - Aveiro)


É um parque temático dos sentimentos, único do género no Mundo. Constituído por um conjunto de oito casas marcadas pela fantasia e afectividade erguidas numa área com 3500m2 todas projectadas pela médica e escritora Graça Gonçalves.
Foi declarado pela Câmara Municipal de Aveiro como Interesse Público e está recomendado pelo Núcleo de Desenvolvimento Psicológico da Criança e do Adolescente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e pela Direcção Geral de Turismo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Parque Biológico de Vinhais



O equipamento natural está delimitado a uma área de quatro hectares de terreno, no Viveiro Florestal de Prada, em plena Serra da Coroa. No entanto toda a área envolvente é um local privilegiado em termos de fauna, flora e de geologia, uma vez que está inserido no Parque Natural de Montesinho. No local vivem em liberdade várias espécies de aves e animais, alguns domesticados e outros selvagens, representativas do Parque Natural de Montesinho, onde estão identificadas 240 espécies diferentes. Duas das suas relíquias são: a perdiz cinzenta (charrela) e o sisão, aves em vias de extinção na região devido à caça.
O parque, promovido pela Câmara de Vinhais, tem várias valências, nomeadamente interpretação da paisagem da região e desenvolvimento do turismo, em especial do ecoturismo, recreio e lazer da população. Foram criadas várias infra-estruturas: parque de campismo e bungalows. Foi recuperada uma antiga casa em Rio de Fornos, que se encontrava em avançado estado de degradação, adaptada para hospedaria, com capacidade para alojar mais de 50 pessoas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Moinhos de Rei (Cabeceiras de Basto)


Conjunto de moinhos, construídos no reinado de D. Dinis, primeiro rei que no nosso país, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, incentivou e desenvolveu a indústria da moagem. Até aí era quase exclusivamente realizada pelo esforço do homem ou do animal, esmagando o cereal primeiramente entre duas pedras e recorrendo depois ao pilão e ao gral.
A invenção dos moinhos de água (azenhas) abriu uma nova era na moagem, actividade antes realizada pelo moinho-a-braços. Estes moinhos comunitários pertenciam ao Rei e declarava-se que metade do seu rendimento seria para a Coroa. Mais tarde passaram a pagar ao Rei apenas um imposto simbólico.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ilha Terceira

Lagoa das Patas
Ilhéu das Cabras
Angra do Heroísmo e Monte Brasil
Algar do Carvão
Serra do Cume