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Homenagem
No Sobreiro, meio caminho entre Mafra e Ericeira, José Franco recupera os usos e os costumes das gentes do concelho. Paragem obrigatória numa das “aldeias” mais famosas do mundo - saloia, do início do século XX.
Sete décadas a trabalhar o barro, José Franco não se coibiu de fazer renascer a sua velha sala de aulas, com as pequenas mesas em madeira, o imponente armário da professora, a ardósia; na loja do barbeiro-dentista um freguês submete-se a um corte de barba, na mercearia a Ti Helena serve um copo de vinho… ambientes a convidarem a viagens no tempo. Retratou cenas da vida quotidiana e profissões da época protagonizadas por bonecos mecanizados.
Afastado de aldeia por motivos pessoais e familiares, José Franco realizou algumas das suas últimas peças no lar onde vivia. O mestre tinha um grande sonho que era criar uma escola de formação para crianças e jovens do Sobreiro. O outro desejo era criar uma fundação que preservasse o seu espólio mas a família era contra.
Faleceu com 89 anos devido a complicações na sequência de uma queda que levou ao seu internamento no hospital.
Segundo Jorge Amado, "um português que nasceu com o dom misterioso da beleza e a distribui como um bem de todos". Um bem haja...
Ver artigo de opinião: "O artista do barro"
Este blog serve para identificar lugares recônditos do país, tradições, sítios com história, ou simplesmente lugares naturais de uma beleza deslumbrante. Urge preservar esses espaços para as gerações futuras afim de termos orgulho da nossa essência lusitana.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
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