Este blog serve para identificar lugares recônditos do país, tradições, sítios com história, ou simplesmente lugares naturais de uma beleza deslumbrante.
Urge preservar esses espaços para as gerações futuras afim de termos orgulho da nossa essência lusitana.
Inspirado pelo Fado, o Cante Alentejano vai apresentar a candidatura a Património Imaterial da Humanidade através da UNESCO. Cantado unicamente por homens, de camisola aos quadrados, lenço ao peito e chapéu na cabeça, representa a cultura popular tradicional do povo do Baixo Alentejo. A Câmara Municipal de Serpa está a dinamizar o apoio e o envolvimento de todos os municípios em que existem grupos de cante alentejano. A salvaguarda deste património é assegurada, igualmente, pela crescente inclusão do seu ensino nas escolas locais, facto que induz também a sua transmissão inter-geracional.
O Cante Alentejano é uma espécie de crónica da vida do povo trabalhador, rural, que frequentava as antigas tabernas depois de um dia de árdua labuta nos campos.
Há mais de 10 anos consecutivos que este projecto dá vida à vila histórica de Monsaraz. São 43 figuras formadas a partir de grandes estruturas de ferro e rede, recobertas por panos de cor crua, impermeabilizados e tratados para o efeito, estando iluminadas durante a noite. O local é extraordinário, tendo como pano de fundo a Albufeira do Alqueva. A escultora Teresa Martins manteve os tons pastel nas figuras, mas acrescentou-lhes tons rosa velhos e lilases, alterando também as caras e as mãos, actualmente feitas em cerâmica, ficando com forma e num sentido mais figurativo.
Também denominada Festa de Santo Estevão (patrono dos jovens) - tendo sido o calendário litúrgico a colocar o santo no ciclo de Natal -, conforme a localidade onde é efectuda, realiza-se todos os anos nos dias 25 de Dezembro a 6 de Janeiro, participando toda a comunidade com especial destaque para os jovens solteiros da aldeia. Os mascarados representam a desordenação, a transgressão, e nas "loas" comentam sarcasticamente em frente da população acontecimentos praticados por alguns habitantes.
Neste símbolo da região transmontana, em locais como Vale de Salgueiro, Ousilhão, Varge, Babe, Rio de Onor, Parada e Serapicos, o Natal deixa de ser um tempo de família e de casa para passar a ser uma festa do rapaz que se torna adulto, que passa as festas fora de casa. Ao toque das gaitas-de-foles, dos tambores e dos cânticos, acontece uma espécie de rito iniciático tradicional de puberdade, um pouco das regras que irá encontrar em sociedade.
Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem.
''Mondego'' é um documentário realizado por Daniel Pinheiro que retrata a vida selvagem do rio português desde a nascente até à foz. O realizador, nascido em Coimbra e com uma forte ligação ao rio Mondego, quer dar a conhecer a fauna deste ''cantinho do país''. O trabalho foi realizado no âmbito de um mestrado em produção de documentários de vida selvagem na Universidade de Salford, UK. As gravações foram feitas nos meses de Maio e Junho de 2011.
Foram precisas muitas horas de pesquisa e paciência para identificar e encontrar as espécies com maior importância para o rio, como o melro d'água, o tritão ibérico e a salamandra lusitânica. A realização de documentários sobre vida selvagem está a dar os primeiro passos em Portugal e ainda não existem muitos projetos na área. O que é certo é que mesmo para um país pequeno, a riqueza de fauna e flora é abundante e pode ser divulgada ao resto do mundo.
O Parque, situado em Ul, vai combinar a temática da panificação com elementos da tradição natalícia, decorados e animados de forma especial. Os moinhos de água vão estar transformados num lugar de fantasia e magia para miúdos e graúdos, com a respectiva contribuição das várias casas temáticas e os espectáculos de magia, música e teatro.
A coberto da Mascararte, a Bienal de Máscara, será apresentado "o maior diabo alguma vez visto", e que será queimado no fim do evento. Cortejos, rituais, palestras e música vão fazer parte do programa. Será aproveitada a ocasião para inaugurar a sede da Academia Ibérica da Máscara, junto ao Museu Ibérico da Máscara.
A organização pretende ressuscitar a trilogia do diabo, a morte e a censura que antigamente saíam à rua pelo Carnaval e atormentavam quem se cruzasse no seu caminho. O objectivo é o de não esquecer os rituais do nordeste transmontano, nomeadamente esta infernal figura mítica que inspira as festas de Inverno, entre o final de Outubro e o Domingo Gordo de Carnaval.
Ao longo de dois anos (Fevereiro de 2008 a Novembro de 2010), Nuno Ferreira calcorreou o país de ponta a ponta, de Sagres a Cevide (Melgaço). O projecto "Portugal a Pé" toma agora a forma de livro e traça um retrato singular de um país quase esquecido, por vezes desconfiado, por vezes hospitaleiro. Um país que por vezes abandona as suas aldeias, enquanto, noutras, alguns lutam pela sobrevivência do seu quotidiano, artes e memória. E mostra um país repleto de belezas naturais e pessoas únicas.
Nuno Ferreira há muito que acalentava a ideia de andar por todo o país. Jornalista, tendo passado pelo "Expresso" ou "Público", já tinha sido premiado pelos seus trabalhos de viagens - casos de "Route 66, A Estrada da América", distinguido pelo Clube de Jornalistas do Porto e menção honrosa da Fundação Luso-Americana, ou "A Índia de Comboio", premiado pelo Clube Português de Imprensa. Pelo meio, outro livro com outras viagens: a partir das histórias de Pedro Faria, motorista de ilustres, escreveu "Ao Volante do Poder". O projecto Portugal a Pé acabará por ter parto natural a partir de uma retórica simples: "Se toda a gente anda a viajar e a escrever sobre todos os cantos do mundo (...), por que não revisitar o interior do meu país a pé e escrever sobre o que vou encontrando?". Pés ao caminho. E, quase sempre, longe de centros urbanos.
Obrigado Nuno, também és uma fonte de inspiração e coragem para que este blogue continue a mostrar o país que permanece desconhecido para muitos portugueses.
O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça convida-nos a viajar pelo tempo para descobrir a origem da doçaria conventual, a essência dos ovos, dos hábitos dos monges e das monjas cistercienses, até que se revelem todos os pormenores escondidos entre as delícias conventuais apresentadas na arte, que em Portugal teve origem no século XV, que consiste na confeção de bolos compostos por grandes quantidades de açúcar e gemas de ovos. Durante muitos séculos essas receitas ficaram no segredo dos deuses, mas com a abertura ao exterior, os segredos foram-se desvendando e hoje, as melhores delícias podem ser degustadas no espaço original da sua confecção.
Toucinho do céu, barrigas de freira, ovos moles, castanhas de ovos, divina gula, pudim de azeite e mel, pão de rala, papos de anjo, pão-de-ló de Alfeizerão, queijadas, marmeladas, chocolates, bombons, biscoitos e bolachas à sua disposição na Sala dos Monges, Refeitório, Sala do Capítulo e Sala das Conclusões. http://www.docesconventuais.com/
O santuário de Nossa Senhora de Nazaré, também conhecido como o Santuário do Sítio, está ligado ao do milagre da Virgem a D. Fuas Roupinho, em 1182. Montava D. Fuas Roupinho o seu cavalo quando vê passar um vulto negro e estranho. Pensando ser um veado, perseguiu-o e o animal em desafio passa por ele uma e outra vez, o que desperta mais ainda o seu desejo de o apanhar. A perseguição torna-se feroz até que quando está prestes a apanhá-lo o cavalo pára junto a um precipício, mesmo sobre o mar. O cavalo empina-se desesperado e o veado desfaz-se em fumo. D. Fuas Roupinho clama por Nossa Senhora da Nazaré e cavalo e cavaleiro salvam-se, ficando as patas traseiras gravadas no rochedo, marca essa que ainda hoje existe. D. Fuas Roupinho corre para junto da Virgem a agradecer a protecção e promete levar a imagem para o local do milagre. Mais tarde, mandou construir a capela da Nossa Senhora da Nazaré nesse mesmo local que ficou a ser conhecido por Memória.
No século XIV, o rei D. Fernando manda fazer obras nesse local e decide fazer um novo edifício de culto, tendo este sido ampliado nos reinados de D. João I, D. João II e D. Manuel.
O certame conta já com a 6ª edição e tem abertura marcada para as 11h30. A marcar presença estará o maior assador de castanhas do mundo (Recorde do Guiness) que durante os três dias da feira não vai parar de assar castanhas. O visitante terá a oportunidade de as provar até onde a vontade mandar e acompanhá-las com a famosa jeropiga da região ou com o vinho tinto, também permanentemente disponíveis no recinto da festa da Castanha. A título de curiosidade, este assador mede 9,5 metros de comprimento, cinco metros de diâmetro e pesa 600 quilos, tendo capacidade para assar 1000 quilos de castanhas de uma só vez.
Quem visitar a feira encontrará um ambiente com animação musical em permanência, produtores com mostra e venda de produtos caseiros e tradicionais, a começar pela castanha, vinhos, licores, azeites, compotas, queijos, produtos secos (como a noz ou amêndoa), entre tantas outras relíquias tradicionais. Também vão marcar presença expositores artesanais, assim como vão decorrer vários concursos para premiar os melhores produtores de castanha do Concelho e as mais deliciosas doçarias de castanha. Será ainda lançado um livro com as receitas de doçaria de castanha premiadas nos certames anteriores. E quando a fome apertar, pode optar pelos restaurantes da região ou as tasquinhas existentes no recinto da feira.
Os amantes de máquinas agrícolas vão poder apreciar, durante os três dias, as mais modernas maquinarias agrícolas, em exposição durante os três dias, completando-se o certame com diversas actividades, nomeadamente o 8º passeio de BTT “Tour da Castanha”.
Entre 8 e 15 de Outubro, o festival "verde" exibe um conjunto de cerca de 60 longas e curtas metragens, repartidas pelas várias secções do festival, apresentando também, a par desta programação cinema, workshops e conferências sobre temas do ambiente e do cinema. Serão ainda exibidos filmes que integram a comemoração do Ano Internacional das Florestas e outros documentários.
O seu principal objectivo é a divulgação de valores naturais e ecológicos, através do cinema e actividades culturais, abordando temáticas tão actuais como a biodiversidade, sustentabilidade, energias renováveis, requalificação urbana, alimentação biológica ou compromissos ambientais, sempre numa perspectiva abrangente.
guiadacidade.pt
São Torpes caracteriza-se por uma extensa área de praia que vai até perto de Porto Covo, existindo em cada praia diferentes características que respondem a diferentes gostos. Logo ao início do areal de São Torpes a água da praia é um pouco quente, o que costuma ser uma característica atractiva aos mais pequenos. O mar está cima dos 22ºC, tudo por causa das turbinas da Central Termoeléctrica da CPPE que aquece a água, junto ao molhe.
Praia com grande importância na "mitologia local", tem a ela ligadas duas lendas – a do mártir São Torpes e da cidade que teria existido sob as suas areias , e uma forma especial de embarcação de pesca, a jangada de São Torpes.
Celebre em família, ou não, a chegada da nova estação, tudo para "reavivar antigas tradições e costumes". Música, teatro infantil, percursos na Quinta, uma Feira do Livro Infantil e uma Feira de Produtos Biológicos, com venda de compotas, ervas aromáticas e azeites. Oficinas de construção de animais de palha inspirados naqueles de verdade que vivem na Quinta de Serralves, aprender a fazer queijo e pão ou dar um passeio de burro mirandês, são algumas das actividades que os mais pequenos podem escolher fazer.
A entrada é gratuita (até parece mentira), mas vá cedo porque é difícil de estacionar dado o elevado número de pessoas que se prevêm lá estar. Mas sossegue, há espaço para todos.
A edição deste ano escolheu a temática "A Floresta no Jardim", neste 2011 em que se comemora o Ano Internacional das Florestas. Foram seleccionados 11 projectos em forma de jardins, e onde o público visitante é chamado a votar neste modelo vanguardista e de criação artística através do impacto visual. Por outro lado, tem uma componente ambiental: a preservação e manutenção dos espaços verdes.
As centenárias Feiras Novas encerram o ciclo das Festas e Romarias do Alto Minho no segundo fim-de-semana de Setembro, quando o sol quente do Verão se prepara para a despedida. Celebradas desde 1826, por provisão régia de D. Pedro IV e em honra de Nossa Senhora das Dores, as Feiras Novas oferecem aos limianos e aos milhares de forasteiros, três dias e outras tantas noites de cor, alegria, folia e ritmo. Para além da música, folclore e fogo de artifício, há ainda espaço para concursos pecuários, corridas de garranos, cortejos etnográfico e histórico, bandas de música, gigantones e cabeçudos, grupos de bombos e para a procissão que encerra o ciclo das romarias do Alto Minho. Mas é o povo com a sua alegria e espontaneidade, a sua forma de fazer e estar na festa, as rusgas e os cantares ao desafio, o folclore em qualquer canto da vila que transforma as Feiras Novas num momento único e na romaria que é considerada o "maior congresso ao vivo da cultura popular em Portugal".
Por 40 stands estão espalhados bruxos, videntes, médiuns, astrólogos, ervanárias, massagistas, tarólogos, exorcistas, comerciantes de chás e licores, além de barracas de 'comes e bebes'. A grande figura nas ‘bodas de prata’ continua a ser o padre Fontes, este ano agraciado com a medalha comemorativa dos 25 anos de edições e por ser o "pai" do evento. A "junção entre o profano e o sagrado", o misticismo, colocaram esta freguesia do concelho de Montalegre no mapa.
António Lourenço Fontes fez mais por esta região do país do que muitas entidades ligadas ao turismo.
As Festas do Povo consistem na decoração das ruas de Campo Maior, sobretudo o Centro Histórico, com flores de papel e outros objectos em cartão e papel, feitos pela população.
Trata-se de um evento tradicional único, e que já alcançou uma notoriedade elevada a nível nacional e internacional. É uma celebração que, por tradição, só acontece quando o povo quer, pois a sua realização depende do voluntariado e da força de vontade dos campomaiorenses. A preparação é feita rua a rua, sendo que o trabalho desenvolvido em cada uma delas fica em segredo, mesmo para amigos e familiares dos moradores, e só é dado a conhecer na noite da "enramação". São meses e meses de luta, trabalho de entusiasmo sem limites dedicados á sua preparação. São horas sem conta, roubadas quantas vezes ao justo descanso, que toda a gente de Campo Maior dedica á preparação dessa maravilhosa e inesquecível surpresa, desse admirável e fascinante jardim florido que há-de surgir, como por encanto, ao raiar de uma aurora de Setembro. Sete anos depois, as Festas do povo contam com a participação de mais de 100 ruas.
Ocupando uma área de cerca de 10 hectares ao longo da Ribeira de Pêra, que abastece a praia com as suas límpidas e puras águas, o complexo conta com um piscina circular de 7.000 m2 e uma piscina de ondas com 2.100 m2 (a maior do país), para além de bar, restaurante, e instalações sanitárias. No lago, com quase 1 Km de extensão, existe uma "ilha". As águas límpidas da Ribeira de Pêra espraiam-se, na presença de uma ponte secular, formando um local de encanto onde palmeiras tropicais convivem harmoniosamente com a Serra da Lousã que espreita lá do alto.
Pode, ainda, desfrutar de um passeio em barco a remos ou em gaivota e pernoitar num dos veleiros atracados na marina, deixando-se embalar pelo suave balouçar da corrente fluvial, ou num dos 6 bungalows perfilados na margem da albufeira, com vista privilegiada sobre o enorme espelho de água. Como os preços desses alojamentos são exagerados, eu recomendo a estadia na vila com uma excelente relação entre a qualidade e o preço.
A grande atracção são as ondas artificiais que, à hora certa, se começam a formar e agitam durante cerca de 10 minutos a enorme piscina fluvial. Pouco antes da hora soa um apito e é ver os banhistas chegarem-se para a zona central do complexo, que possui uma profundidade máxima de 1,90 metros.
As Ruas Floridas são um evento que ocorre de dois em dois anos cuja tradição remonta a 1838 e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, mantendo-o em segredo, cabendo a coordenação geral ao Municipio. Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. É impressionante o espírito comunitário: entre o conhecimento e a habilidade dos idosos, entre centenas de pessoas que se entregam diariamente com dedicação e empenho à extenuante missão, entre donativos, poupanças e rifas, lá se angaria o suficiente para dar seguimento a usos tão antigos e com resultados tão admiráveis.
Desde altivos pórticos, passando pelos inevitáveis tectos, às sumptuosas carruagens, corpulentos animais, delicadas peças de roupa, reproduções históricas e contos infantis, até às mesas fartas com iguarias exóticas, as Ruas Floridas revelam um impressionante e complexo mar de papel na sua mais alta manifestação de diversidade e criatividade. As dimensões da realidade e da ficção fundem-se em harmonia, transportando os visitantes através de um mundo de castelos e cavaleiros, navios e descobertas, pirâmides e reis, jardins e toda a sorte de figuras.
Este Festival Itinerante de Cultura Tradicional pretende potenciar a música e os instrumentos tradicionais, os arraiais e as danças mirandesas, a gastronomia local, a fauna, a flora e o quotidiano dequem resiste por Terras de Miranda. O Festival pretende, ainda, reavivar a memória do Burro, que noutros tempos constituiu um dos meios de transporte mais utilizados na região, conciliando este acontecimento, com um antigo facto histórico em que os antigos gaiteiros faziam-se transportar para as romarias montados no seu dorso. Para isso, irão ser feitos percursos/passeios ecoturísticos na companhia do Burro de Miranda por caminhos antigos, nomeadamente pelas aldeias de Atenor e Picote.