segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mafómedes (Baião)


Foto gentilmente cedida por "Dias de um Fotógrafo"

A aldeia de Mafómedes situa-se em plena serra do Marão, a cerca de seis quilómetros da sede da freguesia de Teixeira. É a mais remota aldeia do distrito do Porto.
O casario é de paredes de xisto e as coberturas são de telha cerâmica. O núcleo actual apresenta-se como há séculos.
Os 30 habitantes de Mafómedes, a maioria idosos, dedica-se à pastorícia – em que predomina o gado ovino e caprino, frequentemente fiscalizado pelas entidades sanitárias para prevenir um surto de brucelose como aquele que dizimou um terço do rebanho em 1993 – e a uma agricultura familiar de subsistência.
Em 1998, o então Presidente da República, Jorge Sampaio, visitou Mafómedes no âmbito da presidência aberta sobre educação. Destaque para a presença de simpáticos cães da raça Podenga, aqui criados para venda a caçadores de todo o país.

Pateira de Fermentelos (Águeda)


A Pateira de Fermentelos é uma lagoa natural, localizada no triângulo Águeda, Aveiro, Oliveira do Bairro, antes da confluência do Rio Cértima com o Rio Águeda, pertencendo na sua parte Sul ao Concelho de Águeda (freguesias de Ois da Ribeira, Espinhel e Fermentelos).
Considerada uma zona húmida de elevada riqueza ecológica, a Pateira de Fermentelos desde cedo se tornou um sistema em que as actividades humanas se integravam perfeitamente na sua dinâmica, permitindo assim a manutenção da lagoa. A prática de uma agricultura drenante e a recolha constante do moliço (para posterior utilização como adubo natural), permitiu a manutenção de uma significativa superfície livre de água e impediu o avanço do pântano. Este equilíbrio, entre a actividade agrícola e a recolha do moliço, conduziu a uma paisagem humanizada de elevada organização e diversidade, na qual a lagoa atingia a sua maior dimensão.
As suas margens são de grande beleza paisagística. Devido à quase nula apanha do moliço e aos detritos arrastados pelas águas que a alimentam, entrou em acelerado processo de assoreamento, emergindo já alguns cabeços e ínsuas cobertas de vegetação. O seu nome - Pateira - vem da regular presença de enormes bandos de patos-bravos, durante as migrações periódicas destas aves.