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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Figueira (Penafiel)









Encaixada no planalto granítico do Mozinho a Este e pelo Monte Áspero a Oeste, a aldeia de Figueira data de há quase mil anos. O povoamento é constituído por construções vernáculas de boa qualidade no meio das quais de destaca a Casa de Pisão, mas o principal património edificado da aldeia são os moinhos de rego, servidos pelo Ribeiro de Pisão ou de Figueira, num total de oito, que se distribuem desde o topo do Mozinho até ao aglomerado habitacional. Quem laborava nestes moinhos não eram moleiros profissionais, tal como acontecia noutras unidades moageiras do concelho, mas eram explorados directamente pelos proprietários e consortes ou pelos seus criados e caseiros. A cobertura destes moinhos é em telhados em xisto de duas águas, o xisto era aqui um recurso próximo, localizado na mancha da serra da Boneca e de Valongo. Existe um trilho sinalizado de interesse etnográfico e paisagístico que vai desde o topo do Mozinho até às casas . 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sistelo (Arcos de Valdevez)





A Direcção-Geral do Património Cultural está perto de oficializar toda a área de socalco da aldeia de Sistelo como paisagem cultural protegida, bem como os imóveis localizados à sua volta.
A povoação que fica situada no extremo norte do concelho de Arcos de Valdevez, junto à nascente do rio Vez e às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), tem cerca de 300 habitantes e uma paisagem marcada por casario tradicional, moinhos, espigueiros e o tal elemento especialmente marcante, os socalcos, que lhe valeram o tratamento como “o pequeno Tibete português”. Estes elementos são exemplo da forma como as populações, durante séculos, ultrapassaram as difíceis condições orográficas naquele vale encaixado do rio Vez para tornarem estas terras produtivas, irrigando-as através de levadas.
O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo. O restante património monumental é completado pela Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo.
É interessante subir ao miradouro do Chã da Armada para admirar a magnífica vista panorâmica e percorrer o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km).

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ponte de Mouro - Monção




















Ponte de Mouro tem muitos locais de interesse, mas o objectivo da viagem que me levou a esta "Aldeia de Portugal" era a sua praia fluvial. As águas cristalinas do rio Mouro são um oásis nestes dias de insuportável calor. As crianças vão adorar o local, e apesar de não haver vigilância, existe segurança pois em frente à praia a altura da água não ultrapassa os joelhos de um adulto normal. Aconselho apenas o uso de chinelos dentro da água por haver umas pedrinhas irritantes no local. 


O cenário bucólico contempla ainda a Ponte Medieval sobre o rio Mouro, originária do século XIV, onde em 1386, se deu o encontro de D. João I com o Duque de Lencastre e no qual se estabeleceram as condições da cooperação militar portuguesa com o rei inglês, que pretendia conquistar Castela. Realce ainda para as casas típicas, rurais, do Minho, em granito, alguns moinhos e a Igreja de Barbeita.

Acessos: Para quem vem de Monção ou de Melgaço, apanhar a EN 101 e sair na direcção da freguesia de Barbeita.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Portugal a Pé


Ao longo de dois anos (Fevereiro de 2008 a Novembro de 2010), Nuno Ferreira calcorreou o país de ponta a ponta, de Sagres a Cevide (Melgaço). O projecto "Portugal a Pé" toma agora a forma de livro e traça um retrato singular de um país quase esquecido, por vezes desconfiado, por vezes hospitaleiro. Um país que por vezes abandona as suas aldeias, enquanto, noutras, alguns lutam pela sobrevivência do seu quotidiano, artes e memória. E mostra um país repleto de belezas naturais e pessoas únicas.

Nuno Ferreira há muito que acalentava a ideia de andar por todo o país. Jornalista, tendo passado pelo "Expresso" ou "Público", já tinha sido premiado pelos seus trabalhos de viagens - casos de "Route 66, A Estrada da América", distinguido pelo Clube de Jornalistas do Porto e menção honrosa da Fundação Luso-Americana, ou "A Índia de Comboio", premiado pelo Clube Português de Imprensa. Pelo meio, outro livro com outras viagens: a partir das histórias de Pedro Faria, motorista de ilustres, escreveu "Ao Volante do Poder". O projecto Portugal a Pé acabará por ter parto natural a partir de uma retórica simples: "Se toda a gente anda a viajar e a escrever sobre todos os cantos do mundo (...), por que não revisitar o interior do meu país a pé e escrever sobre o que vou encontrando?". Pés ao caminho. E, quase sempre, longe de centros urbanos.

http://fugas.publico.pt/Viagens/297081_a-longa-caminhada-de-nuno-ferreira-por-portugal-e-agora-um-livro

Obrigado Nuno, também és uma fonte de inspiração e coragem para que este blogue continue a mostrar o país que permanece desconhecido para muitos portugueses.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Festa do Caldo - Quintandona . Lagares - Penafiel (17 - 19 Set.)



A aldeia típica e preservada de Quintandona, com uma beleza e arquitectura singulares, recebe a 4ª edição da Festa do Caldo, que mistura a gastronomia com o teatro e com a música tradicional. É um autêntico caldo cultural e gastronómico aquele que vai ser servido . A envolvência do teatro durante os três dias de festa é toda ela especial, com os habitantes, que são os anfitriões da festa, a vestirem também a pele de actores que desenvolvem peças de teatro de rua, interagindo com os visitantes, num cenário que é no mínimo singular. Do lado da música, ingrediente indispensável neste caldo, são esperados grandes momentos com as Bandas que revivem as musicalidades celtas, com inspirações de músicas do mundo, principalmente galegas, onde os instrumentos originais e as gaitas de foles não ficam de fora. Nesta aldeia, não vão faltar as opções de diversão, distracção e degustação, com eiras e até mesmo uma casa transformada em palco, e campos para workshops, feira de artesanato ou simplesmente para a monumental e espectacular corrida de porcos, tudo isto sem esquecer, que no campo principal vão estar as tendas do caldo de Quintandona.

O actual lugar de Quintandona tem à volta de 64 habitantes com uma média de idades de 34 anos. Tem-se notado nos últimos tempos uma forte procura de casas e terrenos para compra e uma maior fixação de casais jovens neste lugar. Muitas gentes que visitam Quintandona começam a procurar um espaço para Turismo Rural e uma busca pelos sabores e tradições desta Aldeia.


                               Foto de "Comodeantes Gazeta na Teia"