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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Figueira (Penafiel)









Encaixada no planalto granítico do Mozinho a Este e pelo Monte Áspero a Oeste, a aldeia de Figueira data de há quase mil anos. O povoamento é constituído por construções vernáculas de boa qualidade no meio das quais de destaca a Casa de Pisão, mas o principal património edificado da aldeia são os moinhos de rego, servidos pelo Ribeiro de Pisão ou de Figueira, num total de oito, que se distribuem desde o topo do Mozinho até ao aglomerado habitacional. Quem laborava nestes moinhos não eram moleiros profissionais, tal como acontecia noutras unidades moageiras do concelho, mas eram explorados directamente pelos proprietários e consortes ou pelos seus criados e caseiros. A cobertura destes moinhos é em telhados em xisto de duas águas, o xisto era aqui um recurso próximo, localizado na mancha da serra da Boneca e de Valongo. Existe um trilho sinalizado de interesse etnográfico e paisagístico que vai desde o topo do Mozinho até às casas . 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Escritaria (4 a 6 de Outubro) - Penafiel



Escritaria é um projecto multidisciplinar que tem como objectivo catalisar discursos artísticos, culturais e científicos, independentemente do seu suporte de materialização. A Escritaria dedica-se, entre outras coisas, à concepção de projectos híbridos e ao acompanhamento da sua implementação, projectos que têm como denominadores comuns a criatividade, a proactividade, a vontade de fazer, a entrega e o esforço de capitalização do potencial mediático dos seus objectos. Penafiel será então uma cidade "contaminada" com inúmeras obras de arte alusivas à literatura e ao escritor, teatro de rua, animação, conferências, apresentações de livros entre muitas outras iniciativas que levam as pessoas a "tropeçar" na vida e obra do autor e a levar para casa pedaços da sua obra através de diversas obras de arte pública. Este ano, será homenageado o escritor Mário de Carvalho,  à semelhança de outros, no passado, como Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Augustina Bessa-Luís, Mia Couto e António Lobo Antunes.




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

IV Festa do Caldo Quintandona (14-16 Setembro) - Penafiel



O maior evento cultural do Vale do Sousa está de regresso à aldeia preservada de Quintandona, em Lagares.  A receita do caldo é simples: aliar a gastronomia ao teatro e à música. Três dias de Workshops, espectáculos, contos e jogos tradicionais que são usados para promover a aldeia e divulgar a  música tradicional portuguesa. Este festival pretende trazer visitantes a uma realidade interior, acolhedora, mas por vezes esquecida, e dá a conhecer locais magníficos em termos visuais e históricos.




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Festa do Caldo - Quintandona . Lagares - Penafiel (17 - 19 Set.)



A aldeia típica e preservada de Quintandona, com uma beleza e arquitectura singulares, recebe a 4ª edição da Festa do Caldo, que mistura a gastronomia com o teatro e com a música tradicional. É um autêntico caldo cultural e gastronómico aquele que vai ser servido . A envolvência do teatro durante os três dias de festa é toda ela especial, com os habitantes, que são os anfitriões da festa, a vestirem também a pele de actores que desenvolvem peças de teatro de rua, interagindo com os visitantes, num cenário que é no mínimo singular. Do lado da música, ingrediente indispensável neste caldo, são esperados grandes momentos com as Bandas que revivem as musicalidades celtas, com inspirações de músicas do mundo, principalmente galegas, onde os instrumentos originais e as gaitas de foles não ficam de fora. Nesta aldeia, não vão faltar as opções de diversão, distracção e degustação, com eiras e até mesmo uma casa transformada em palco, e campos para workshops, feira de artesanato ou simplesmente para a monumental e espectacular corrida de porcos, tudo isto sem esquecer, que no campo principal vão estar as tendas do caldo de Quintandona.

O actual lugar de Quintandona tem à volta de 64 habitantes com uma média de idades de 34 anos. Tem-se notado nos últimos tempos uma forte procura de casas e terrenos para compra e uma maior fixação de casais jovens neste lugar. Muitas gentes que visitam Quintandona começam a procurar um espaço para Turismo Rural e uma busca pelos sabores e tradições desta Aldeia.


                               Foto de "Comodeantes Gazeta na Teia"

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quinta da Aveleda (Penafiel)



Entrar na Quinta da Aveleda é muito mais do que entrar no fascinante mundo dos vinhos. É embocar numa história com mais de quatro séculos de vida, é conhecer os projectos de várias gerações de uma mesma família, é entender a terra e a natureza. É surpreendente em vários aspectos. Pelo exotismo da flora, pelo peculiar conjunto arquitectónico, pelos cuidadosos detalhes que enriquecem o percurso, pela história da família Guedes, proprietária, desde há vários séculos, da mundialmente conhecida marca de vinhos verdes.
Remontam a 1671 as primeiras construções na Quinta da Aveleda, nomeadamente a capela, anexa à casa principal. Foi igualmente no século XVII que os Guedes se tornam senhores da propriedade. Mas foi no séc. XIX, com Manoel Pedro Guedes – antigo deputado, visionário, romântico, exilado voluntariamente em Penafiel – que o espaço ganhou consideráveis dimensões.

A Quinta propõe aos visitantes um percurso pelas ruas e alamedas da propriedade, sinalizado num mapa distribuído na recepção. Logo no início do percurso, surge a Casa do Guarda de Cima, junto a uma das entradas de serviço, uma construção semelhante à tentação de chocolate do conto infantil de Hansel e Gretel. É uma das várias follies, devaneios arquitectónicos sem funcionalidade específica, espalhadas pela propriedade. Poucos passos à frente, no Lago dos Cisnes, outro ex-líbris da propriedade: a Janela Manuelina, resgatada da casa onde nasceu o Infante D. Henrique e donde se diz ter sido aclamado rei D. João IV. E, noutra pequena ilha, a Casinha de Chá, de estilo vitoriano, onde as crianças se divertem a recriar histórias dos livros de aventuras. Cobras, sapos, tartarugas e águias de louça, presos no tecto, compõem o cenário. Não só de vinhos verdes é feita a fama da Aveleda. No edifício da Adega Velha, repousam as barricas de carvalho francês, onde se guarda a aguardente com o mesmo nome.


Penafiel vai converter-se, durante quatro dias, na localidade de Saramago por excelência. Não tropeçar em referências ao único Nobel da Literatura de língua portuguesa vai ser uma tarefa condenada ao insucesso, tão evidentes são as marcas da sua obra espalhadas por Penafiel.
O objectivo do festival, Escritaria 2009, iniciativa destinada a explorar a memória dos escritores nacionais mais relevantes, ainda entre nós, passa por "contaminar a cidade com aforismos, frases soltas, referências históricas, cosmogonias literárias, imagens e obras plásticas que remetam para o peculiar universo de José Saramago".
Do ambicioso programa do Escritaria fazem parte não apenas os habituais colóquios, em que participam figuras como o cineasta brasileiro Fernando Meirelles, o arquitecto espanhol José Joaquín Parra e os escritores Laura Restrepo e Miguel Real, ou o lançamento mundial do novo romance do autor, "Caim", mas também iniciativas que visam aproximar a comunidade local do autor. Os exemplos deste esforço de dessacralização são tão abundantes que o palco mais frequente das iniciativas não é nenhum auditório, mas sim as ruas e praças penafidelenses. Além de frases do autor pintadas na estrada e de cartazes em forma de 'post-it' contendo frases emblemáticas da sua obra, o Escritaria vai apresentar insólitos "bancos que narram", em que, graças a dispositivos sonoros, vulgares assentos vão reproduzir gravações de excertos saramaguianos.

Entre 15 e 18 de Outubro.
Para ouvir:
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1391490