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domingo, 3 de outubro de 2010

Convento beneditino de Ganfei - Valença


Antigo convento beneditino, situado na estrada de Valença para Monção, remonta provavelmente ao século VII e é constituído por uma Igreja românica de três naves.
A fundação do mosteiro foi feita no período visigótico, provalvemente no século XII. Albergou durante várias centúrias uma importante comunidade beneditina, sendo a partir do século XVI padroado dos Marqueses de Vila Real. Segundo uma inscrição no claustro, o mosteiro foi destruído no ano 1000 pelo chefe árabe Almançor, sendo reconstruído em 1018 sob o patrocínio de Gafried ou Ganfei, um cavaleiro francês que se tornou santo, derivando do seu nome a actual povoção e o mosteiro. Embora profundamante reformulado no século XVIII, ainda se podem apreciar elementos arquitectónicos do românico, o claustro e elementos pertencentes a fontes, chafarizes e repuxos do antigo convento.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mosteiro Santo António do Varatojo (Torres Vedras)



O Mosteiro de Santo António do Varatojo foi fundado por D. Afonso V em 1470, como cumprimento de uma promessa que o monarca havia feito a Santo António, pedindo auxílio para as campanhas do Norte de África.
Em meados do século XVI, devido possivelmente aos estragos que o terramoto de 1531 havia provocado na estrutura monacal, D. João III mandou refazer e aumentar o espaço dos dormitórios, na mesma época em que foi edificada a enfermaria, bem como a capela-mor do templo, edificada a expensas da rainha D. Catarina
No ano de 1680 instalou-se no Varatojo o Colégio de Missionários Apostólicos, e cerca de 1739 foi acrescentado à zona dos dormitórios um novo piso, para albergar o noviciado do colégio. No entanto, com a extinção das Ordens Religiosas em 1834, a comunidade de franciscanos do mosteiro foi dispersa, e alguns anos mais tarde, em 1845, o edifício monacal foi vendido em hasta pública ao Barão da Torre de Moncorvo. O espaço acabou por voltar para a posse dos frades franciscanos, que compraram o mosteiro ao herdeiro do barão em 1861.
Os religiosos do Varatojo voltaram a perder o mosteiro depois da implantação da República, sendo forçados a abandonar o espaço ainda no ano de 1910. O mosteiro era então transformado em asilo de idosos. A comunidade franciscana só voltou a ocupar o cenóbio em 1928, no ano em que o Governo português entregou o espaço às Missões Franciscanas Portuguesas, mantendo-se na sua posse até hoje.
O espaço do mosteiro apresenta uma estrutura eclética que conseguiu integrar vários modelos diferentes relativos às diversas épocas construtivas, nomeadamente um portal gótico gravado com baixos relevos, e o claustro quatrocentista, o tecto mudéjar da portaria e vários portais manuelinos no espaço claustral, o templo maneirista, vários painéis de azulejo, tanto de gosto maneirista como azulejos de padrão e figurativos de gosto barroco, altares de talha de estilo nacional e uma tela da autoria de Bacarelli, colocada na capela-mor.

Implantando numa encosta, destaca-se o pequeno espaço da cerca conventual, pelo valor botânico da sua frondosa mata. Este convento tem a curiosidade de ainda albergar uma comunidade monástica que produz e vende plantas e remédios naturais. Também vale a pena reparar na gigantesca trepadeira que abraça a quase totalidade do claustro.