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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Minas do Pejão - Castelo de Paiva

O antigo Couto Mineiro do Pejão foi um dos maiores complexos de extração mineira do país e chegou a ter cerca de 3000 trabalhadores.  Era constituído pelas minas do Choupelo, Fojo e Germunde, estendendo-se pelas freguesias de Raiva, Pedorido e Paraíso, no concelho de Castelo de Paiva,  numa extensão de aproximadamente 10 Km. É uma referência histórica, de memória colectiva, de valor social e cultural. O núcleo principal e mais rentável das minas situava-se na Quinta de Germunde, aqui, ao longo da encosta, existem vários edifícios ligados por rampas e escadas em direcção ao rio Douro. É um espaço gigantesco, com a lavraria, o poço, as galerias, as oficinas, os armazéns de materiais, os equipamentos de apoio social, o laboratório, a casa dos administradores, dos directores técnicos, o edifício onde existiu um hospital, o hangar de tratamento e ensilagem do carvão e até uma piscina, um campo de ténis e futebol. 

Junto à foz do Arda encontra-se a Ponte Centenária de Pedorido, construída em 1893, para permitir a passagem de locomotivas e vagões da linha de caminho de ferro de bitola estreita que transportavam o carvão das minas até ao cais, para depois ser transbordado por barcos no rio Douro, conhecidos como "a Esquadra Negra do Pejão". 

O encerramento das minas, em 1994, ocorreu devido ao esgotamento das reservas de carvão, à pouca rentabilidade e às medidas políticas governamentais da União Europeia em reduzir a mineração, em detrimento de outros modelos energéticos menos poluentes para o ambiente. O fim da extração deste combustível fóssil originou uma grave crise económica e social numa região com poucas alternativas de emprego e difíceis acessibilidades. 

N.B.: Este post não tem como objetivo a prática ou o incentivo de qualquer acto de vandalismo, furtos, ou invasão de propriedade privada. Pretende simplesmente fotografar e documentar locais com valor patrimonial que um dia já tiveram vida e que nos dias de hoje se encontram ao abandono. Como todas as instalações mineiras desactivadas, tenha cuidado com a presença de poços e não se aventure dentro da galeria subterrânea pois está por sua conta e risco. Alguns edifícios ameaçam ruir, não arrisque entrar nos mesmos. Não traga nada além de fotos.

















sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Parque Nossa Senhora de Lurdes - Nespereira (Cinfães)

O Parque Nossa Senhora de Lurdes, em Nespereira, Cinfães, é um local de uma natureza exuberante, rasgado por sucessivas quedas de água do rio Ardena, afluente do rio Paiva, que convida à meditação, ao descanso ou ao lazer. Aqui nasce o percurso circular (PR 9 CNF Caminho do Castelo) com cerca de 20 km de distância, tendo vistas privilegiadas para o vale do rio Ardena e como ponto mais alto a Senhora do Castelo (1201 metros).







quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Levada de Paradela (Valadares) - São Pedro do Sul

O caminho pedestre que percorre a Levada de Paradela, junto ao rio Varoso, não fica a dever em nada às famosas levadas da Madeira. No alto da colina, qual vigilante, espreita o Mosteiro de São Cristovão de Lafões, padroeiro e protector dos "caminhantes nos lugares solitários", agora transformado em Turismo de Habitação. Somos rodeados por um bosque magnífico de árvores autóctones como carvalhos, sobreiros, medronheiros,  loureiros e pinheiros bravos numa caminhada de 4 km em direcção aos laranjais da aldeia de Paradela.

Acessos: O caminho mais fácil para lá chegar é pedir autorização para entrar no mosteiro, Monumento de Interesse Público e descer uma pequena escadaria em direcção ao rio. Em alternativa, começar na aldeia da Granja, junto à Capela de São Caetano e percorrer o "PR8 SPS Rota da Laranja" para o vale do rio Varoso.   













domingo, 5 de junho de 2022

Nas escarpas da Mizarela (PR7 ARC) - Arouca

O trilho circular de cerca de 8 km situado na zona da Albergaria da Serra, Arouca, é capaz de ser dos mais difíceis percursos pedestres do Maciço da Gralheira (serras da Freita, Arada e Arestal). Um sobe e desce de escarpas, de um lado desces com a companhia do rio Caima a despenhar-se a mais de 60 metros de altura (Frecha da Mizarela), do outro trepas pela margem direita em direcção à ponte da ribeira da Castanheira e a Cabaços. O percurso torna-se escorregadio em meses de maior humidade ou fluxo de água e nem faltam correntes presas nas rochas para ajudar a ultrapassar obstáculos mais arriscados e vertiginosos. 












domingo, 29 de maio de 2022

Caminhos do Pejão Velho (PR2 CPV) - União de Freguesias do Raiva, Pedorido e Paraíso - Castelo de Paiva

O "Caminho do Pejão Velho" insere-se uma estratégia de valorização do legado do Couto Mineiro do Pejão, encerrado em 1994. Este trilho assinala os principais pontos de exploração e extracção de carvão e tenta perseverar a importância histórica, cultural e paisagística da antigo território do Pejão Velho. Destaco neste percurso circular de 7,7 km, em Folgoso, o Cavalete do Fôjo, em obras de restauração, e uma bela e secreta lagoa recuperada por um particular que torna o espaço bastante relaxante.  







terça-feira, 8 de março de 2022

Moinhos da Barrosa (Mansores) - Arouca

Em tempos de guerra é necessário procurar a paz, encontrar o conforto na natureza e fugir da estupidez humana. Os Moinhos da Barrosa, em Mansores, Arouca, são desses lugares relaxantes que se assemelha a um pequeno  Jardim do Éden onde outrora se aproveitava o ribeiro da Barrosa para a moagem dos cereais. Quando entras no pequeno vale encaixado encontras pequenas quedas de água e lagoas, açudes, uma densa vegetação de castanheiros, carvalhos, amieiros e nem faltam pontes e escadas em madeira para ajudar a transpor os socalcos do fantástico percurso pedestre (PR 11 - Trilho das Levadas).   











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