quarta-feira, 20 de maio de 2009

Penela


Etimologicamente, o termo Penela, é, segundo o antiquário Santa Rosa de Viterbo, diminutivo de Peña, Pena ou penha, e significava na Baixa Latinidade, o cabeço, monte ou rochedo.
À História de Penela crê-se estarem ainda associadas as passagens sucessivas dos Vândalos, destruidores da fortaleza construída pelos Romanos; dos Mouros, que tomaram o Castelo de Penela no séc. VIII e das tropas de Fernando Magno (Rei de Leão), tendo a fortificação ficado sob o poder do Conde D. Sesnando, primeiro Governador de Coimbra (depois da Reconquista em 1064), a quem se deve a construção de um forte castelo medieval no interior da fortaleza moura já existente.
O Castelo de Penela, ergue-se sobre um penhasco e é, depois do de Montemor-o-Velho, o mais amplo e forte que resta da linha defensiva do Mondego.Tendo em atenção estudos feitos aos vestígios existentes, é de crer que na origem do Castelo de Penela estivesse um Castro lusitano posteriormente aproveitado pelos Romanos aquando da sua conquista, no século I A. C.
A Igreja de S.Miguel, situada no seu interior, é já o resultado de obras da segunda metade do século XV. Mas o casco medieval de Penela também merece uma visita: por entre o casario pode descobrir-se o Pelourinho Manuelino e a Igreja Renascentista de Stª Eufémia ou o belíssimo Largo da Misericórdia com a sua Igreja. Em Setembro, por ocasião da Feira de S. Miguel, compram-se nozes e mel. Mas na Primavera o queijo do Rabaçal fica, como diria Eça de Queirós, redondo e divino. As tibornadas acompanhadas de um óptimo vinho das Terras de Sicó devem também entrar na ementa.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Forca de Freixiel (Vila Flor)



Na freguesia de Freixiel, conserva-se ainda hoje a insólita, mas historicamente muito importante, silhueta da antiga forca, vestígio aparentemente único na Península Ibérica. Está implantada numa pequena elevação nos arredores da localidade, na vizinhança do campo onde, segundo a tradição, seriam sepultados os enforcados, a quem estaria vedado o enterramento em solo consagrado. O monumento é constituído pelos dois pilares verticais que sustentariam um elemento horizontal, sendo estes formados por blocos de granito toscamente aparelhados, com cerca de 3 metros de altura, rematados por singelos cones. O elemento horizontal em falta era geralmente a trave de suspensão do laço, embora a presente forca seja provavelmente de garrote. De facto, a distância a que os orifícios do topo ficam, quer do solo, quer do estrado de madeira que supostamente completaria o conjunto (conforme marcas de desbaste na base dos pilares), é insuficiente para o estrangulamento por suspensão. O estrangulamento por garrote foi, de resto, muito usado em toda a Península desde a Idade Média.

Acessos: EN 314 de Vila Flor para Abreiro, cruzamento à esquerda para Freixiel. A forca fica fora da aldeia, numa pequena colina atrás da igreja.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Alpedrinha (Fundão)

"Sintra da Beira"

Quando se chega a terras beirãs, é um prazer seguir o caminho até Alpedrinha. A frescura da paisagem e a arquitectura granítica constroem um quadro tão característico que apetece guardar na memória por tempos e tempos. Por se situar a vila numa encosta da serra da Gardunha o ar é completamente puro. É de encher os pulmões vezes sem conta até chegar o cansaço proveniente de tal exercício.
De fundação pré-histórica, enquadrada entre pinheiros e pomares, a cerca de 500 metros de altitude, Alpedrinha foi posteriormente atravessada por uma via romana que ainda hoje lá se encontra. Vários achados arqueológicos (moedas, fragmentos de pedras) atestam a presença de povoamento romano na zona, então baptizada de "Petratinia".
Apresenta como pontos de interesse as Fontes da Fome e de Leão e o pelourinho, ou Lugar da forca, a antiga Casa da Câmara e diversas casas solarengas. O Monumental Chafariz de D. João V (imagem principal), ou Fonte das Sete Bicas, também é outro motivo de visita. Em granito, como não poderia deixar de ser, tem como remate uma coroa com as armas reais. Diz uma inscrição que foi construído “para felicidade da pátria”, já que as águas eram “explêndidas”. Diz-se que a da esquerda está destinada às crianças e solteiros, a do centro aos casados, e a da direita aos viúvos e bruxas. Diz-se também que quem prova desta água e não é da terra, voltará mais tarde a Alpedrinha. É uma questão de experimentar para saber se é verdade.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ançã (Cantanhede)


De origens remotas, atribui-se a fundação do povoado original a oito monges italianos enviados pelo patriarca do Ocidente, S. Bento, no século VII.
Terra conhecida pela famosa pedra de Ançã, excelente para trabalhos artísticos, que se encontra nos mais importantes monumentos do País e do estrangeiro, foi utilizada desde a antiguidade por grande número de escultores. Pela vila passa a ribeira de Ançã, formada pelo caudal da grande nascente, denominada “Fonte de Ançã” que serviu durante séculos para o escoamento da pedra de Ançã até ao rio Mondego, e desde aí até ao mar, donde seguia em barcos para os diferentes destinos, no País e no Estrangeiro. O transporte inicial das pedreiras até à ribeira processava-se em carros de bois.
Nunca foi possível determinar com clareza a origem do bolo de Ançã, que acabou por se perder no tempo. Sabe-se apenas que o segredo foi transmitido de geração em geração, mantendo-se a fórmula baseada em ingredientes vulgares, como os ovos, a farinha, o açúcar e a margarina, e a necessidade de ser amassado à mão e cozido em forno a lenha, factores essenciais para garantir a sua qualidade. Os bolos de ovos, de cornos e o fino são as três variedades do bolo de Ançã que deliciam todos os anos os mais gulosos durante Feira do Bolo de Ançã.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Capela São Pedro de Balsemão (Lamego)


Perto das margens do Rio Balsemão, dentro de uma construção dos séculos XVII-XVIII, esconde-se um verdadeiro tesouro erguido por cristãos afoitos nos tempos em que o Corão era lei. A capela de São Pedro de Balsemão é um monumento tão relevante cientificamente quanto problemática é a sua cronologia e forma original.
Nos últimos cem anos, a historiografia divide-se em duas propostas cronológicas antagónicas: a época visigótica (séculos VI-VII) e a expansão do reino asturiano (séculos IX-X). Até ao momento, não foi possível confirmar qualquer destas sugestões.
De raro valor histórico e arqueológico, o templo, com três naves, possui duas peças do séc. XIV dignas de menção: uma escultura da Senhora do Ó esculpida em pedra de Ançã e o túmulo do Bispo do Porto D. Afonso Pires, esculpido em granito.
Quem lá entra transporta-se facilmente a um mundo distanciado e místico de que mal compreende os símbolos esculpidos nos capitéis ou nas enigmáticas figurações.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Monte São Félix (Póvoa de Varzim)


O monte de São Félix é o ponto mais elevado da serra de Rates, 202 m de altura, e situa-se na freguesia de Laúndos. Apesar da sua altura modesta, destaca-se na paisagem por ser uma elevação em frente a uma planície litoral. Ponto panorâmico privilegiado, daqui se pode observar toda a região e notar-se a sua diversidade marítima, campesiana e urbana.
O monte possui uma vista panorâmica sobre a cidade e as suas praias; a capela de São Félix; moinhos (alguns deles convertidos em residência de férias) e a Estalagem do mesmo. Não muito longe situa-se o Campo de Tiro de Rates.
Acredita-se que neste monte viveu outrora São Félix (o eremita), responsável por ter encontrado o corpo de São Pedro de Rates, primeiro bispo de Braga, que terá dado origem à igreja de São Pedro de Rates.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ponte da Boutaca (Batalha)


A versão actual foi construída em 1862 em estilo neogótico constituindo um dos monumentos mais importantes da arquitectura revivalista manuelina. Existem no entanto dados que apontam para uma primeira construção nos séculos XV e XVI, da autoria do mestre Boytac, responsável por algumas obras do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
É a única ponte do país que ainda mantém as casas de portageiro, frequentes no passado para a cobrança da passagem. A edificação da ponte original está ligada à construção do mosteiro, tudo indicando que o respectivo projecto e direcção das obras seriam da responsabilidade dos mesmos arquitectos.
O tapete da ponte centenária – monumento nacional desde 1982 –, que antigamente integrou o traçado Estrada Real de D. Maria I e mais tarde da Estrada Nacional n.º1, tem uma via em cada sentido de trânsito e a circulação está limitada a veículos com menos de 19 toneladas.
Esta ponte foi recuperada recentemente no âmbito de um protocolo assinado entre a Câmara Municipal da Batalha e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR). Renasceu como espaço cultural ficando a edilidade a assumir as actividades de gestão corrente e de dinamização cultural, o que implicou a criação de um centro cultural de história e artesanato. Cada casa de portageiro tem uma vocação específica, direccionada para os diferentes escalões etários, mas com interligação entre todos os espaços. Haverá um espaço usado para a exposição de trabalhos infantis, outra terá artesãos, artistas e formadores afectos à Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha. Está ainda contemplada a instalação de um mini-museu de carácter informativo e de um espaço juvenil para a prática de desenho, pintura, escultura e fotografia.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

São Pedro de Rates (Póvoa de Varzim)


A antiga povoação de São Pedro de Rates estava situada na confluência de vários eixos viários importantes desde o domínio romano, e fazia parte de um itinerário compostelano. Não se lhe conhece foral velho, mas era já concelho no século XIII, tendo recebido foral novo de D. Manuel em 1517. Foi extinto em 1836, e integrado na Póvoa de Varzim.
Do notável passado histórico de S. Pedro de Rates restam marcas assinaláveis: a Igreja Românica (século XI-XIII), monumento nacional e exemplar muito estudado do românico português; o Pelourinho, também monumento nacional, símbolo da antiga autonomia administrativa de Rates; a antiga Câmara (século XVIII), edifício de excepcional beleza arquitectónica; um conjunto de quatro capelas, construídas ao longo dos séculos XVII e XVIII, sendo de salientar, pela sua imponente arquitectura barroca, a do Senhor da Praça, sita no centro cívico da povoação e parte principal dum bem conservado centro histórico que se prolonga por toda a Rua Direita, onde tinham residência a fidalguia e a burguesia locais.
Realce ainda para o Ecomuseu que propõe aos visitantes um percurso pedonal de cerca de oito quilómetros e com oito estações. Uma viagem no tempo e no espaço onde a herança cultural e patrimonial desta região desfila perante os olhos do visitante. Um percurso polvilhado de edifícios históricos, igrejas, fontanários, lavadouros, caminhos rurais, casas de lavoura e até muros de xisto, onde se seguem os trilhos do pão, da água, do vinho e do linho.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Capela São Frutuoso de Montélios (Braga)


A pequena capela de São Frutuoso de Montélios deve a sua existência a São Frutuoso, bispo de Dume e Braga durante a época visigótica, que aqui escolheu ser sepultado no século VI. À sua volta existia um conjunto monástico bem maior, centro religioso da região neste período, mas que terá sucumbido muito provavelmente no início do século XVI quando se procederam às obras de reedificação do Mosteiro por parte dos franciscanos.
Único elemento de todo esse conjunto original que chegou até aos nossos dias, a Capela de São Frutuoso constitui um testemunho ímpar da Alta Idade Média em território português. O seu interior pode-se considerar como um verdadeiro exemplar da arquitectura islâmica. A primitiva edificação de época visigótica seguiu um modelo orientalizante (ravenaico-bizantino), vigente na capital do reino, Toledo: planta em cruz grega; exterior decorado com arcos cegos, alternadamente de volta perfeita e em mitra; torre quadrangular sobre o cruzeiro, com cobertura em quatro águas. É considerado o edifício mais bizantino de toda a Península Ibérica.



Acessos: EN 201, saída de Braga em direcção a Ponte de Lima; a capela está localizada em São Jerónimo de Real, Lugar de Montélios.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mosteiro Flor da Rosa (Crato)


Fundado no século XIV pelo prior D. Álvaro Gonçalves Pereira (cujo túmulo jaz no interior da igreja), o complexo é composto por três edificações distintas, que se interpenetraram ao longo do tempo: paço acastelado gótico, ampliado na centúria de quinhentos, que lhe conferiu o prospecto actual renascentista e mudéjar; igreja-fortaleza gótica e manuelina, de nave única de grande altura e largo transepto e cabeceira pouco profunda; e dependências conventuais renascentistas e mudéjares.
A Pousada Flor da Rosa, hoje hotel de luxo, soube potenciar ao máximo as características mais genuínas do monumento e pode considerar-se como uma intervenção arquitectónica brilhante que, para além de ser moderna, soube respeitar integralmente as suas orígens. O arquitecto Carrilho da Graça foi o responsável pelo projecto.
Em 1340, verificou-se a mudança da sede da Ordem do Hospital, de Leça do Balio, ou de Belver, para o Crato. Data do ano seguinte um documento que prova a intenção de D. Álvaro Gonçalves Pereira, prior da ordem, fundar uma capela no termo do Crato.
A partir do século XVI a Ordem do Hospital passou a denominar-se Ordem de Malta, nome que ainda hoje conserva.

sábado, 25 de abril de 2009

Corno de Bico (Paredes de Coura)


Foto gentilmente cedida por Gomezzz

A Paisagem Protegida situa-se nos limites administrativos sudoeste do concelho de Paredes de Coura, onde confronta com Arcos de Valdevez e Ponte de Lima.
A classificação desta área como Paisagem Protegida através do Decreto Regulamentar nº21/99, de 20 de Setembro, visou a adopção de medidas para a conservação da importante mancha de carvalhal e a promoção do recreio ao ar livre em equilíbrio com os valores naturais salvaguardados.
Enquadrada por uma envolvente essencialmente montanhosa integra as cabeceiras dos três principais cursos de água do Alto Minho - Labrujo, Coura e Vez - e possui uma extensa mancha florestal com predomínio do carvalho-alvarinho. O branco e o cinzento granítico das aldeias e lugares, harmoniosamente integrado na paisagem, contrasta com os variados tons de verde, pelas encostas em socalcos, bordejados por finas sebes de arbustos, que se estendem até aos ribeiros de águas transparentes. Relativamente à fauna, podem observar-se espécies como o lobo e a toupeira de água, com estatuto de protecção, a lontra, o tritão palmado, a gineta, o corço e o javali, entre outras.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pateira de Fermentelos (Águeda)


A Pateira de Fermentelos é uma lagoa natural, localizada no triângulo Águeda, Aveiro, Oliveira do Bairro, antes da confluência do Rio Cértima com o Rio Águeda, pertencendo na sua parte Sul ao Concelho de Águeda (freguesias de Ois da Ribeira, Espinhel e Fermentelos).
Considerada uma zona húmida de elevada riqueza ecológica, a Pateira de Fermentelos desde cedo se tornou um sistema em que as actividades humanas se integravam perfeitamente na sua dinâmica, permitindo assim a manutenção da lagoa. A prática de uma agricultura drenante e a recolha constante do moliço (para posterior utilização como adubo natural), permitiu a manutenção de uma significativa superfície livre de água e impediu o avanço do pântano. Este equilíbrio, entre a actividade agrícola e a recolha do moliço, conduziu a uma paisagem humanizada de elevada organização e diversidade, na qual a lagoa atingia a sua maior dimensão.
As suas margens são de grande beleza paisagística. Devido à quase nula apanha do moliço e aos detritos arrastados pelas águas que a alimentam, entrou em acelerado processo de assoreamento, emergindo já alguns cabeços e ínsuas cobertas de vegetação. O seu nome - Pateira - vem da regular presença de enormes bandos de patos-bravos, durante as migrações periódicas destas aves.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Aldeia típica de José Franco (Ericeira)



Homenagem

No Sobreiro, meio caminho entre Mafra e Ericeira, José Franco recupera os usos e os costumes das gentes do concelho. Paragem obrigatória numa das “aldeias” mais famosas do mundo - saloia, do início do século XX.
Sete décadas a trabalhar o barro, José Franco não se coibiu de fazer renascer a sua velha sala de aulas, com as pequenas mesas em madeira, o imponente armário da professora, a ardósia; na loja do barbeiro-dentista um freguês submete-se a um corte de barba, na mercearia a Ti Helena serve um copo de vinho… ambientes a convidarem a viagens no tempo. Retratou cenas da vida quotidiana e profissões da época protagonizadas por bonecos mecanizados.
Afastado de aldeia por motivos pessoais e familiares, José Franco realizou algumas das suas últimas peças no lar onde vivia. O mestre tinha um grande sonho que era criar uma escola de formação para crianças e jovens do Sobreiro. O outro desejo era criar uma fundação que preservasse o seu espólio mas a família era contra.
Faleceu com 89 anos devido a complicações na sequência de uma queda que levou ao seu internamento no hospital.
Segundo Jorge Amado, "um português que nasceu com o dom misterioso da beleza e a distribui como um bem de todos". Um bem haja...

Ver artigo de opinião: "O artista do barro"

domingo, 12 de abril de 2009

Lindoso (Ponte da Barca)



O lugar estratégico que é Lindoso, esteve sempre relacionado com a defesa de passagem pela portela da Serra Amarela e pelo Vale do Cabril, e respondendo no princípio da formação de Portugal, à concepção de uma cintura defensiva ao longo da raia confinante com o reino vizinho.
Prova desta importância histórica e militar é o seu imponente Castelo, fundado nos inícios do Séc. XIII e classificado monumento nacional, hoje um interessante espaço museológico.
O soberano rei D. Dinis gostou tanto do castelo pela primeira vez que lá se deslocou, que repetiu a visita mais algumas vezes. Diz a lenda: "Tão alegre e primoroso o achou, que logo Lindoso se chamou".

A aldeia é composta por típicas casas antigas de granito, subsistindo ainda em algumas instalações agrícolas a pitoresca cobertura de colmo. Junto ao Castelo de Lindoso existe uma eira composta por 50 espigueiros dos séc. XVII e XVIII, apresentando um aglomerado único no país e de rara beleza. Inteiramente de pedra, cada exemplar apoia-se em vários pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós ou mesas. Sobre eles, repousa o espigueiro que tem uma cobertura de duas lajes de granito unidas num ângulo obtuso, ornamentado nos vértices com cruzes protectoras, que também servem para arejar o espigueiro. Alguns dos espigueiros têm dois andares.

A Citânia de Cidadelhe situa-se a 100 metros do lugar de Cidadelhe. Tratam-se de vestígios arqueológicos de uma citânia situada numa plataforma sobre o Rio Lima. Historiadores situam aqui a cidade romana de Bretalvão ou Flávia Lambria.

Vilarinho das Furnas (Terras de Bouro)


Foto gentilmente cedida por Homem ao Mar



Vilarinho das Furnas era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, na Peneda-Gerês, vizinha de Espanha.
A sua origem perde-se na bruma dos tempos. Segundo uma tradição oral, contada pelos mais antigos, teria começado a sua existência por ocasião da abertura da célebre estrada da Geira, que de Braga se dirigia a Astorga, num percurso de 240 Km, e daqui a Roma. Teve foral em 1218. As difíceis condições da sua subsistência levaram a uma intensa vida comunitária.
À data da sua morte, em 1972, devido à construção da barragem, ainda havia o forno comum e as vezeiras ou pastoreio comum. Mas subsistiam outras práticas, como a assembleia de vizinhos.
Nos anos de maior seca, quando se esvazia a albufeira, é possível visitar as ruínas da aldeia submersa, cuja memória ficou perpetuada através do Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vilarinho de Negrões (Montalegre)

Foto gentilmente cedida por Ricardo Alves

Na margem sul da Albufeira do Alto Rabagão encontra-se Vilarinho de Negrões, uma das aldeias mais pitorescas de toda a região, pelo seu casario ainda relativamente preservado e, acima de tudo, por se encontrar sobre uma estreita e bela península - um pedacinho de terra poupado à subida das águas. Vilarinho é assim uma terra que se vê diariamente ao espelho e se distingue à distância pela sua perfeita simetria, uma espécie de Jardim do Éden português.
Perto, situa-se a freguesia de Negrões, alma gémea, que possui um forno todo em granito. É um monumento a contrastar com canastros esguios, onde o milho e o centeio se conservam.
Prepare-se, a região do Barroso é diferente de tudo aquilo que alguma vez já viu!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Soajo (Arcos de Valdevez)


A aldeia do Soajo está implantada numa das vertentes da Serra da Peneda, sobranceira ao Rio Lima. A sua história já vem de longe. Consta que terá sido fundada no século I, mas só no século XVI lhe foi atribuída carta de foral.
A aldeia do Soajo é famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. As suas paredes são fendidas para que o ar circule através das espigas empilhadas. No topo são geralmente rematados por uma cruz, que significa a invocação divina para a protecção dos cereais. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra.
O Pelourinho é um monumento rude, de menor valor artístico e etnográfico, é um testemunho do tempo em que esta população serrana foi vila. Sobre três degraus assenta a coluna, em cuja parte superior, sem capitel, aflora uma carta rudemente lavrada. No alto da coluna, insolitamente, existe uma grossa laje de forma triangular.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Castro Laboreiro (Melgaço)


A freguesia de Castro Laboreiro, localizada no planalto com o mesmo nome, em plena serra, numa extensa área dentro do Parque Nacional da Peneda Gerês, dista vinte e cinco quilómetros da sede do concelho.
O seu nome vem de duas palavras Castrum: Castro – povoação fortificada pelo povo castrejo, de raça celta, que, depois do seu nomadismo durante milhares de anos nos planaltos, vivendo da caça e da pesca, e depois do pastoreio, se fixou nos outeiros para ali viver em comunidade e se defender das tribos invasoras, desde quinhentos anos antes de Cristo até ao século VI da era cristã. Laboreiro – do Latim “Lepus”, leporis, leporem, leporarium, lepporeiro, leboreiro.”
O castelo de Castro Laboreiro, está construído no alto de um monte, a 1 033 metros acima do nível do mar, com difícil acesso, numa região que tem vestígios da ocupação humana desde a pré-história.
O rio Laboreiro ajuda também à composição de todo um conjunto de extraordinária beleza, serpenteando serra abaixo, até se juntar ao rio Lima. Ligando as suas margens, permanecem as pontes que as várias civilizações que por aqui passaram foram construindo ao longo dos tempos.
Castro Laboreiro foi vila e sede de concelho desde 1271 até 1855. Teve tribunal, paços do concelho e cadeia, bem como alcaide e governador do castelo.
Tratando-se de uma raça pura, dócil e altiva, os mundialmente famosos cães de Castro Laboreiro são, desde o século VIII, motivo de orgulho do seu povo. É uma raça mastim de grande porte, nativa desta região montanhosa.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mosteiro de Pitões das Júnias (Montalegre)



Mosteiro de Pitões das Júnias ou de Santa Maria de Júnias, fica entalado num vale, por onde corre o rio Campesinho. Não tem data definida para a sua fundação, mas presume-se que se situe no final do século IX, quando eremitas se estabeleceram nesta região, vindo depois a organizarem-se em comunidades.
Durante a Guerra da Restauração da independência portuguesa, depois de 1640, um ataque do exército espanhol à aldeia de Pitões, terminou com um incêndio que deixou o mosteiro em ruínas, com excepção da igreja. O convento viria a ser recuperado e já no século XVIII, há informação que dá conta de obras importantes na zona conventual, todavia com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento é abandonado e alguns anos depois deflagra um incêndio que apenas deixa a igreja de pé.
Deste pequeno convento, restam as paredes dos principais compartimentos a algumas arcadas do claustro, a igreja tem ainda o telhado, mas apresenta um aspecto de abandono, apesar de já terem sido feitas obras pela Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais.
Chega-se ao mosteiro por um caminho de pé posto, a partir do cemitério de Pitões.

terça-feira, 31 de março de 2009

Mosteiro de Leça do Balio (Matosinhos)


Classificado como monumento nacional, este imóvel medieval é considerado um dos melhores exemplares arquitectónicos existentes no país, de transição do estilo românico para o gótico. Com origem anterior ao séc. X, foi posteriormente (séc. XII) a primeira casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta em Portugal. Da construção românica resta apenas, nas traseiras da igreja, uma ala incompleta do claustro, um portal e uma janela com decoração vegetalista. Foi reedificado no séc. XIV, segundo o modelo das igrejas fortaleza. A fachada principal de estilo gótico, com ampla rosácea radiada e rematada por uma cruz da Ordem de Malta, possui torre de menagem de traça românica, coroada de ameias. No interior, dividido em três naves, podemos admirar a capela-mor com abóbada de nervuras, a capela de Nossa Senhora do Rosário ou do Ferro e os túmulos de vários cavaleiros e frades, destacando-se a arca tumular de Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem, com estátua jacente da autoria de Diogo Pires, o Moço, bem como a pia baptismal, cuja base é decorada por animais exóticos. No exterior, o Cruzeiro é também da autoria do mesmo mestre coimbrão. Foi neste Mosteiro que o rei D. Fernando casou com D. Leonor de Teles

domingo, 29 de março de 2009

Igreja de Castro de Avelãs (Bragança)


O nome do pequeno povoado de Castro de Avelãs, 3 Km a oeste de Bragança, está intimamente relacionado com o Mosteiro beneditino de São Salvador, referenciado, pelas gentes, como Mosteiro ou Igreja de Castro de Avelãs.
Localizado, na margem esquerda de um pequeno rio, num extenso vale e terra fértil e água abundante foi crescendo sob a protecção de D. Afonso Henriques. As primeiras referências escritas ao monumento datam, pelo menos, de “29 de Julho de 1145”. A data da sua fundação continua pouco clara e o ano de 667 tem aparecido como data hipotética. Da glória do passado apenas resta a cabeceira da Igreja datada da primeira metade do século XIII, um dos poucos vestígios que teimam em resistir à negligência e ao desgaste natural do tempo.
Conserva traça românica onde se cruzam elementos barrocos. A cabeceira apresenta características raras em Portugal: totalmente revestida a tijolo, em estilo românico-mudéjar, rematado por fiadas em ziguezague.

sábado, 28 de março de 2009

Castanheiro de Lagarelhos (Vinhais)



Em pleno Nordeste Transmontano, na Aldeia de Lagarelhos, freguesia de Vilar de Ossos, Vinhais, encontra-se um dos castanheiros com maior perímetro de Portugal.
Está classificado desde o ano 2000 como Árvore de Interesse Público. Tem uma copa com mais de 17 metros de diâmetro e o seu tronco à altura do peito (i.e. a 1,30m de altura), tem um perímetro de 12,80m. Impressionantemente, apesar da idade, continua a produzir bastantes castanhas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Penha Garcia (Idanha-a-Nova)


Considerado por muitos o "presépio" da Beira, Penha Garcia situa-se na encosta da Serra com o mesmo nome, ramificação da Serra da Malcata e na margem direita do rio Pônsul.
Trata-se de uma povoação muito antiga, com povoamento neolítico, foi castro Lusitano e povoação Romana. Depois da Reconquista, D. Afonso III atribui-lhe foral e doa Penha Garcia à Ordem de Santiago para que esta efectuasse a fortificação da zona. Tal não veio a acontecer e D. Dinis retira-se dessa ordem a favor da Ordem do Templo e posteriormente, para a Ordem de Cristo. Foi couto do reino e de homiziados, até ao séc. XVIII e sede de concelho até 6 de Novembro de 1836.
Do castelo, edificado pelos Templários sobre o castro romano, restam fragmentos de muralhas em bom estado de conservação. A partir daqui, desfruta-se de uma vista sobre toda a campina Raiana, barragem e Vale Feitoso, que de certo jamais esquecerá.
As ruas labirínticas compostas por pequenas casas de xisto e de gorrão estão cobertas de flores. O Pelourinho do reinado de D. Sebastião, o canhão que jaz à soleira da porta, a Igreja Matriz que guarda no seu interior uma verdadeira jóia - a imagem de Nossa Senhora do Leite (de 1469) esculpida em calcário de ançã, o esplêndido pão caseiro e os bolos de azeite (bicas), são outros dos atractivos desta bonita freguesia.
As fragas da Serra de Penha Garcia são um verdadeiro oásis para os paleontologistas, geólogos e apaixonados da natureza pois, facilmente encontramos inúmeros fósseis marinhos. A água da barragem de Penha Garcia é de excelente qualidade e é uma das que abastece todo o concelho.

sábado, 21 de março de 2009

Ribeira da Foupana (Alcoutim)


A Ribeira da Foupana, insere-se na unidade de paisagem Rio Guadiana e Ribeiras adjacentes. Nesta linha de água de excepcional valor cénico paisagístico, pode-se observar um vale aberto, com várias curvas que a Ribeira descreveu para continuar o seu curso natural até à foz. Divide o Concelho de Alcoutim do Concelho de Castro Marim e é um dos principais afluentes do Rio Guadiana. Em tempos, as margens da Ribeira foram muito aproveitadas para a edificação de azenhas, uma vez que era necessário transformar os cereais em farinha. Um Algarve desertificado, menos conhecido e muito mais sossegado.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Fortaleza de Juromenha (Alandroal)


D. Dinis elevou Juromenha a vila e tornou-a sede de concelho. As muralhas de taipa do período islâmico foram reforçadas com a construção de 17 torres quadrangulares, possuindo a de menagem de 45 metros de altura. Os casamentos de Afonso IV de Portugal com Beatriz de Castela e de Afonso XI de Castela e Maria de Portugal aqui se realizaram. Parte do castelo foi destruída em 1659 em consequência de uma explosão do paiol. Em 1662, João de Áustria, toma a praça, vitória tornada inútil pelos sucessos das armas portuguesas nas batalhas de Ameixial, 1663, e Montes Claros, 1665. Aos nossos dias chegaram troços das muralhas dos séculos XIII e XVII, ruínas dos Paços do Concelho, da Casa do Governador, e da torre de menagem. Barbacãs medievas, baluartes seiscentistas, fossos, guaritas e canhoneiras continuam a dominar a margem direita do Guadiana, agora muito engrossado pelo enchimento da barragem de Alqueva.
A Câmara de Alandroal vai avançar, em parceria com privados, com uma iniciativa que contempla a recuperação da fortaleza e vai criar infra-estruturas para acolher turistas, num investimento de 20 milhões de euros que abrange a construção de uma pousada, restaurante panorâmico com instalações para acolher congressos, posto de turismo, lojas e 71 habitações de turismo em espaço rural.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Solar de Mateus (Vila Real)


O Palácio de Mateus é uma casa solarenga de grande elegância e uma das maiores expressões da arquitectura civil do Barroco nortenho, possuindo ainda belos jardins e extensas propriedades vinículas circundantes.
Data de 1619 a sua construção original, mas o palácio actual está ligado à pessoa de António José Botelho Mourão, seu proprietário em 1721, sabendo-se por documentação coeva que o renovado palácio foi concluído em 1750 pelo seu filho, D. Luís António Mourão.
Robert Smith atribuiu ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni a responsabilidade pelo projecto do Solar de Mateus. De acordo ainda com este historiador de arte, Nasoni terá remodelado um palácio já construído, pois as compridas e planas alas configuram-se de modo diferente face à exuberância do pátio da entrada.
O edifício é constituído por três corpos, sendo o central recuado. A fachada principal apresenta grandes janelas com frontões triangulares simples e outros ondulados e interrompidos por concheado. Num dinâmico jogo barroco, o arquitecto recorre ao contraste entre superfícies côncavas e convexas, com formas ascendentes e descendentes, balaustrada convergente e divergente. As linhas túrgidas horizontais são interrompidas por um coroamento de estátuas de vulto perfeito e pináculos, acentuando as linhas verticais do conjunto. Exuberância e requinte dos pormenores esculpidos, combinando com a artificiosa e engenhosa escadaria dupla, compõem o conjunto nobre da fachada solarenga.
A entrada dá acesso a uma sala central, daí divergindo para os quartos e demais dependências do solar. Os seus interiores, dispostos de modo a proporcionar maior privacidade, apresentam excepcionais tectos forrados por painéis trapezoidais em madeira. De grande qualidade é o mobiliário que decora os vários compartimentos da casa.
Os jardins, delineados com verdejante buxo e pontuados por canteiros florais, estão magnificamente arranjados, proporcionando a série de terraços adjacentes agradável visão sobre os vinhedos em redor.

terça-feira, 17 de março de 2009

Santuário N. Srª do Cabo Espichel (Sesimbra)


Situado num penedo, desde o séc. XV, data da sua construção, o local era rodeado por casas para os romeiros, em volta da Ermida da Memória. Devido à grande afluência de peregrinos foi sofrendo obras de ampliação. O santuário de cunho arquitectónico regional setecentista, forma um monumental conjunto constituído pelo alinhamento de dois corpos de hospedarias, que enquadram a igreja, de aspecto sóbrio. Na decoração do interior é visível a utilização de mármores da Arrábida e madeira do Brasil.

domingo, 15 de março de 2009

Portas de Ródão (Vila Velha de Ródão / Nisa)



As Portas de Ródão, onde o Tejo, o mais importante rio da Península Ibérica, corre entrincheirado, submisso, entre gigantes quartzíticos pré-históricos, servem de habitat para a maior colónia de grifos do país, são um local privilegiado para a investigação de fauna e avifauna, onde podem ser observadas 116 espécies de aves, muitas delas consideradas em vias de extinção e algumas raras, das quais se destacam a cegonha-preta, milhafre real, abutre-preto, águia perdigueira, narceja, bufo-real, ferreirinha-serrana e papa-moscas.
Como se trata de uma zona com baixa densidade populacional, nas portas de Ródão é ainda possível observar animais selvagens, como o javali, o veado, a raposa, o ginete, a lebre, o coelho, o saca-rabos, o gato bravo e as lontras. Quanto aos peixes também são diversas as espécies que predominam, destacando-se o Barbo, a Boga, a Carpa, Lúcio, Achigã, Enguia, Perca, Tença, Lagostim, o Sável e o Bordalo.
O acesso para este monumento natural é feito pela A 23 com saída em Vila Velha de Ródão.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Drave (Arouca)


Drave é uma típica aldeia localizada entre as Serras da Freita e de São Macário, de meia encosta, dominante sobre três pequenos cursos de água (rio de Palhais e ribeiros da Bouça e do Ribeirinho) e preservada patrimonialmente pelo isolamento a que foi votada durante séculos. Cerca de vinte casas, a maioria já arruinada, dispõem-se ao longo de uma vertente da encosta, formando um núcleo de povoamento escalonado, comunicante por apertadas ruas de traçado sinuoso. Numa plataforma artificial, sensivelmente a meio da aldeia, sobressai o único edifício caiado, a capela, que é de modestas proporções, de nave única com capela-mor inscrita e um só registo, sendo a fachada principal dominada pelo portal axial, terminando em empena triangular. Rodeado de altos montes, Drave é um lugar mítico. A visão que do estradão se tem do povoado lá no fundo, é surpreendente.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Palácio da Brejoeira (Monção)


Considerado um dos mais imponentes solares do Norte do país, o palácio da Brejoeira beneficia, ainda, da mata e jardins envolventes, que lhe conferem um estatuto singular no campo da arquitectura civil portuguesa. Edificado no início do século XIX e concluído, ainda que parcialmente em relação ao projecto inicial, apenas 28 anos mais tarde, este imóvel reveste-se de especial importância por representar "o encontro entre dois estilos - o barroco e o neoclássico"
Actualmente, é nos seus terrenos agrícolas que se cultiva a casta nobre "Alvarinho", responsável pela produção de um dos mais importantes vinhos verdes da região.

domingo, 8 de março de 2009

Pedra da Cabeleira N. Srª. (V. N. de Foz Côa)



No Lugar dos Tambores, próximo da aldeia de Chãs, ergue-se uma enorme pedra granítica onde se assiste à celebração do Equinócio - a única altura do ano em que o Sol ilumina a Terra de igual forma no hemisfério Norte e no hemisfério Sul. Uma espécie de calendário solar celebrado em rituais ancestrais, cheios de misticismo e beleza.
O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar.
Este rochoso planalto situa-se sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Percurso de Salreu e Canelas (Estarreja)


Esta paisagem lagunar, com extensos arrozais e caniçais, é pontilhada por asas de cegonhas-brancas e de garças. Está integrada na ZPE (Zona Protecção Especial) da ria de Aveiro, tem o estauto de IBA (Important Bird Area) pela Birdlife International e pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
O “Percurso de Salreu” atravessa áreas designadas por sapal e paul, bem como terrenos de cultivo, de enorme beleza. É de natureza circular, tendo o seu início e término junto ao antigo porto de Salreu, na boca do Esteiro com o mesmo nome.
Com uma extensão aproximada de 8,5 km, que podem ser realizados a pé ou de bicicleta, todo este percurso é acompanhado por placas ilustradas com informações sobre os ecossistemas, as espécies animais e vegetais, os seus costumes, bem como a melhor forma de os observar.
Ao percorrê-lo poderá apreciar alguns dos mistérios da vida selvagem, tendo apenas, para isso, que prestar alguma atenção. Repare nos detalhes mais subtis, escute o distante canto do rouxinol, ouça o restolhar entre as ervas, observe imponentes mamíferos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vouzela


As raízes históricas de Vouzela remontam ao séc. XV. Em 13 de Maio de 1436 o rei D. Duarte instituiu o concelho de Vouzela ou Lafões, composto por 44 freguesias e 13 coutos. Durante alguns séculos, esta divisão administrativa prevaleceu sem grandes alterações, até que em 1834 se passou a repartir o antigo concelho de Lafões em dois concelhos separados pelo Vouga, ficando as freguesias da margem esquerda deste rio a pertencer ao concelho de S. Pedro do Sul.
De origem muito remota, como atestam os inúmeros monumentos megalíticos, o concelho de Vouzela é um autêntico manual de história, onde cada canto conta um pouco do passado, do que foi e é o Homem como essência.
O património natural do concelho é enriquecido pela Reserva Botânica de Cambarinho,
onde floresce a maior concentração maciça de Loendros do país.

terça-feira, 3 de março de 2009

Serra do Caramulo (Tondela)


Fronteira natural entre as Beiras Litoral e Alta, a Serra do Caramulo tem muito para oferecer a quem se queira aventurar por estas serranias, onde se impõem os amontoados graníticos. Prados, bosques e cursos de água cristalina completam o cenário desta relíquia da natureza. Desde o cimo da serra avistam-se paisagens deslumbrantes e descobrem-se recantos escondidos, que devem ser preservados.
Contrastando com o triste cenário de muitos rios portugueses, ainda é possível encontrar cursos de águas revoltas e cristalinas que deslizam pelas encostas da serra. Rios como o Couto, o Alfusqueiro e o Alcofra permitem a sobrevivência de espécies de habitats ribeirinhos como a lontra, o melro-de-água e a toupeira-de-água.
Ao longo dos vales encontramos magníficos bosques de carvalhos, castanheiros e vidoeiros.
Uma pitoresca estrada leva-nos ao alto do Caramulinho, com 1075 metros, de onde se avistam as serras da Estrela, da Lapa e do Montemuro, a Ria de Aveiro e até o mar.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Jardim Oudinot (Gafanha da Nazaré - Ílhavo)


Mesmo junto a um dos braços da ria de Aveiro, perto do cais de embarque do ferry-boat, o Jardim Oudinot transformou-se no último ano no maior parque de lazer à beira-ria. Um ancoradouro de recreio, circuitos pedonais e cicláveis transformam esta zona, perto do porto de Aveiro, na mais recente coqueluche da cidade de Ílhavo, a que se junta uma pequena praia, conhecida como a Praia dos Tesos.
A grande aposta foi o corte de circulação automóvel dentro do perímetro do parque e que tem atraído muitas pessoas para agradáveis passeios nesta zona, em especial aos fins-de-semana, mesmo agora que o Verão já se foi.
Na verdade, este espaço tornou-se num dos locais mais concorridos da Gafanha da Nazaré e continua a ser apetecível para a realização de piqueniques, quer de grandes grupos que andam em passeio pela região, quer de famílias que aproveitam a zona relvada para descansar enquanto as crianças podem brincar até à exaustão no parque infantil.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Penedo do Lexim (Mafra)



A chaminé vulcânica do Penedo do Lexim foi escolhida como espaço habitacional durante milénios, constituindo um dos mais significativos sítios arqueológicos do Município de Mafra. Neste local encontram-se registadas fases de ocupação de diversos períodos cronológicos, desde o Neolítico (4000 antes de Cristo) até à época Romana.
Há cerca de 5000 anos, no Penedo do Lexim, instalou-se um grupo de pastores e agricultores que deixaram significativos vestígios da sua ocupação: artefactos do quotidiano, áreas habitacionais, estruturas defensivas.
Este “castelo natural” rodeado de penedos foi fortificado com muralhas, constituindo-se como um exemplo das primeiras arquitecturas defensivas que surgem no 3.º milénio a.C. em toda a Península Ibérica.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Castelo de Monforte (Chaves)



O castelo de Monforte de Águas Frias, situada numa das escarpas da serra do Brunheiro, supõe-se ter começado a ser edificado, no reinado de D. Afonso III, ou terá sido durante este reinado que se iniciaram as reformas que lhe deram a actual configuração, aproveitando uma fortificação mais antiga.
As obras prolongaram-se até ao reinado de D. Dinis, concluindo-se em 1312, sendo desta data a Torre de Menagem. No século XV, o castelo voltou a beneficiar de obras, nomeadamente da construção de um fosso.
Outras obras tiveram lugar em consequência da Guerra da Restauração da Independência portuguesa, tendo em vista a sua modernização para o uso de artilharia.
Classificado como Monumento Nacional, beneficiou de intervenções com vista à consolidação e recuperação das estruturas, construídas em granito, que resistiram ao abandono e ao tempo.
Esta fortificação domina a paisagem com a sua torre quadrangular, dividida interiormente em três pavimentos, existindo no inferior uma cisterna e o piso intermédio é acedido através de uma porta que se abre para as muralhas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Conjunto românico da Bobadela (Oliveira do Hospital)


A presente classificação reporta-se aos vestígios da antiga cidade romana, da qual chegou até aos nossos dias um arco de volta perfeita, eventualmente utilizado como entrada do forum. Tanto este elemento arquitectónico, como a presença de outros artefactos - de entre os quais merecerão especial relevo as lápides encontradas - parecem apontar para a relevância assumida por este povoamento durante o período da ocupação romana do actual território português, como atestará a seguinte incrição: Civitas Splendidissima.
Esta importância será, na verdade, melhor compreendida se recordarmos o papel jurisdicional e económico desempenhado por esta zona no tempo de Augusto, designadamente enquanto centro administrativo, ademais atestado pela presença de outras estações arqueológicas nas imediações. Factos estes, que poderão ser reforçados pela existência de um troço de via romana que ligaria Bobadela a Santarém, passando por Tomar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Aldeia de Couce (Valongo)


Partilhadas por três concelhos, as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal têm uma extensão de 2533 hectares, 800 dos quais estão localizados no concelho de Valongo. Gondomar e Paredes partilham o restante território.
A pequena aldeia de Couce, situada no concelho de Valongo, junto da Serra de Santa Justa, mantém os traços originais das habitações, o que lhe confere o carácter pitoresco pelo qual é conhecida e destacada por todos os que a visitam.
A mudança necessária à qualidade de vida das poucas famílias que ainda ali habitam foi iniciada em 2007 com os trabalhos de requalificação levados a cabo pela Câmara Municipal de Valongo. Foi construído um "Corredor Ecológico" que liga a aldeia ao centro da cidade de Valongo, permitindo percorrer de forma pedonal cerca de 10 quilómetros. Da empreitada fez também parte a construção do estradão de acesso ao aglomerado. A acessibilidade à aldeia era um dos problemas de Couce, uma vez que a estrada era em terra batida, dificultando muito a circulação automóvel que se agravava em dias de chuva. Os caminhos da pequena aldeia foram repavimentados com calçada à antiga portuguesa. Para a recuperação completa de Couce ficou a faltar a requalificação das próprias habitações, que já foi alvo de uma candidatura há cerca de quatro anos.
Estes hectares em Valongo foram classificados como Sítio da Rede Natura 2000 e neles podem ser relevantes espécies de fauna e flora, designadamente nove espécies de animais, como o morcego-de-ferradura-grande ou o morcego-de-peluche

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval de LAZARIM



O Carnaval de Lazarim, no concelho de Lamego, é sem dúvida dos mais genuínos carnavais portugueses, mantendo bem vivas tradições ancestrais que perduraram ao longo dos tempos. Máscaras carrancudas de madeira, esculpidas por artesãos da aldeia, são nesta época festiva utilizadas por jovens de ambos os sexos - os caretos e as senhorinhas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Barcelos


Barcelos é, por si só, um cartaz turístico de Portugal, conhecido pelo famoso galo de barro, ex-libris do concelho e símbolo turístico do nosso país. É graças a esta imagem cada vez mais proactiva do artesanato barcelense, à qual se aliam a monumentalidade da cidade, a beleza paisagística do concelho, a gastronomia, as festas, feiras e romarias, que todos os anos chegam à cidade do Cávado milhares de visitantes, oriundos de todo o país e do estrangeiro
No entanto, a mais importante manifestação popular é, sem dúvida, a Festa das Cruzes. Realizada no início do mês de Maio, é a primeira grande romaria do Minho e o evento que mais estrangeiros atrai à cidade
Por entre os muitos e belos monumentos, sobressaem as inúmeras paisagens verdes típicas da região Minho. O Rio Cávado atravessa o concelho e a cidade, sendo considerado o ex-libris natural de Barcelos, e ao qual se deve a atribuição da designação “Princesa do Cávado”.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Porto


"Tanto como cidade como realização humana, o Centro Histórico do Porto constitui uma obra-prima do génio criativo do homem. Interesses militares, comerciais, agrícolas e demográficos convergiram neste local para abrigar uma população capaz de edificar a cidade. O resultado é uma obra de arte altamente estética e única no seu género. Trata-se de um trabalho colectivo, que não resulta de uma obra de um só período, mas de contribuições sucessivas."

O Porto Património Mundial, estende-se por Quatro freguesias da Cidade. São elas as freguesias da Sé, de Miragaia, de S. Nicolau e da Vitória.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Igreja Mosteiro São Pedro das Águias (Tabuaço)


Do antigo mosteiro de São Pedro das Águias
restou a sua igreja, pequeno templo de nave
única e cabeceira rectangular, escondido numa
alta falésia sobranceira ao Távora e protegido a
ocidente por uma parede rochosa, guardado
assim dos olhares de quem passa em
Granjinha, a aldeia mais próxima, bem como da
curiosidade daqueles que o tentam vislumbrar a
partir do rio. Poderá causar espanto esta opção
pela invisibilidade, mas os motivos por trás de
uma tal localização explicam-se pela
necessidade de segurança. A construção da
igreja é atribuída aos cavaleiros D. Tedon e D.
Rausendo que, cerca de 991, teriam decidido ali
fundar um mosteiro para abrigar alguns
eremitas que haviam fugido de territórios
dominados pelos muçulmanos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Água d'Alta (Orvalho - Oleiros)



Junto à Cabeça Murada, num vale cortado pelo afloramento xistoso da Serra do Moradal, surgem um conjunto de cascatas que vencem um desnível de 50 m. A maior delas cai na vertical de uma altura de 15 m. É particularmente interessante no inverno, pois é nessa altura que o seu caudal é maior.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Casa de Vila Boa de Quires (Marco de Canaveses)


Também conhecida como Casa dos Porto Carreira ou como Casa das Obras, este conjunto foi edificado em 1734 por António de Vasconcelos de Carvalho e Menezes. A pessoa responsável pela obra, um arquitecto espanhol, morreu precocemente antes de deixar a obra concluída, daí o seu estado actual. É um importante exemplar da arquitectura barroca, sendo de destacar as paredes da fachada que são de uma espessura invulgar, a fachada em granito com grande profusão decorativa e porta muito trabalhada. (Imóvel de Interesse Público)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Serra da Aboboreira


A Serra da Aboboreira, um contraforte granítico implantado no extremo ocidental do maciço montanhoso Marão/Alvão, está localizada no extremo noroeste do distrito do Porto. Distribui-se pelos concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canaveses.
Não é muito acidentada, estendendo-se por longos planaltos (designados por «chãs»), e eleva-se até uma altitude de 1 000 metros, sendo de destacar, pela sua importância, três pontos: o da Abogalheira, com 962 metros; o de Meninas, com 970 e o da Senhora da Guia com 972 metros.
Os primeiros vestígios de ocupaçao humana detectados na Serra da Aboboreira datam de 4500 anos ACNeolítico. A ocupaçao do planalto superior da Serra estende-se até à a Idade do Bronze(2 500 a.C.). De todos os tumulos inventariados destaca-se o dólmen de Chão de Parada 1, Monumento Nacional desde 1910.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Serra de Arga


Cerca de 4 500 hectares (o que corresponde a 4 500 campos de futebol) da Serra d’ Arga fazem parte da Rede Europeia Natura 2000. Esta Serra encontra-se em território de quatro concelhos: Caminha, Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
A Serra d'Arga é uma elevação de Portugal Continental, erguendo-se a 825 metros de altitude (Alto do Espinheiro). Situa-se no Alto Minho, no sistema montanhoso da Peneda-Gerês.
Assim como a maioria das montanhas e serras do Norte de Portugal, a Serra d'Arga tem origem em afloramentos graníticos, sendo que todas as rochas existentes são derivadas directa ou indirectamente desta rocha magmática plutónica.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Serra das Meadas (Lamego)


A serra fica sobranceira à cidade de Lamego, de N. a Poente. De Lamego para NE, através do vale do Balsemão e do Varosa, avista-se até Vila Real e serranias do Alvão e Padrela.

Parque Biológico

Com uma área de cerca de 50 hectares, o Parque Biológico da Serra das Meadas, em Lamego, tem objectivos didácticos e de preservação da natureza.
Aberto ao público em 2001, o Parque Biológico da Serra das Meadas, a cerca de sete quilómetros de Lamego, foi criado com apoio comunitário, tendo a Câmara de Lamego como objectivos, reservar uma área florestal para fins didácticos, científicos e de lazer.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lugar dos Afectos (Eixo - Aveiro)


É um parque temático dos sentimentos, único do género no Mundo. Constituído por um conjunto de oito casas marcadas pela fantasia e afectividade erguidas numa área com 3500m2 todas projectadas pela médica e escritora Graça Gonçalves.
Foi declarado pela Câmara Municipal de Aveiro como Interesse Público e está recomendado pelo Núcleo de Desenvolvimento Psicológico da Criança e do Adolescente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e pela Direcção Geral de Turismo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Parque Biológico de Vinhais



O equipamento natural está delimitado a uma área de quatro hectares de terreno, no Viveiro Florestal de Prada, em plena Serra da Coroa. No entanto toda a área envolvente é um local privilegiado em termos de fauna, flora e de geologia, uma vez que está inserido no Parque Natural de Montesinho. No local vivem em liberdade várias espécies de aves e animais, alguns domesticados e outros selvagens, representativas do Parque Natural de Montesinho, onde estão identificadas 240 espécies diferentes. Duas das suas relíquias são: a perdiz cinzenta (charrela) e o sisão, aves em vias de extinção na região devido à caça.
O parque, promovido pela Câmara de Vinhais, tem várias valências, nomeadamente interpretação da paisagem da região e desenvolvimento do turismo, em especial do ecoturismo, recreio e lazer da população. Foram criadas várias infra-estruturas: parque de campismo e bungalows. Foi recuperada uma antiga casa em Rio de Fornos, que se encontrava em avançado estado de degradação, adaptada para hospedaria, com capacidade para alojar mais de 50 pessoas.